domingo, outubro 18, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Lei do Combustível do Futuro deve aumentar a demanda por cana-de-açúcar e soja

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
6 setembro, 2024
em Cana de Açúcar
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Setor bioenergético Cana de Açúcar
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Projeto de lei aprovado no Senado busca incentivar o uso de biocombustíveis, como etanol e biodiesel; texto segue para a Câmara

Uma nova legislação no Brasil deverá apoiar os agricultores, impulsionando a demanda adicional por biocombustíveis – e afastando-os dos combustíveis fósseis produzidos pela Petrobras.

Leia mais

Mercado de bioinsumos deve ter alta anual de até 7% em valor e 10% em volume, diz ANPII Bio

BioFirst, de insumos agrícolas biológicos, assume controle total da Biotrop

Preço do ATR sobe 7,3% em Pernambuco com alta nos produtos e mudanças no mix

StoneX reduz moagem de cana em 2026/27, mas prevê safra recorde em 2027/28

Em seus estágios finais no Congresso, o projeto de lei Combustível do Futuro, do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, cria incentivos mais amplos para os biocombustíveis, reforçando a estratégia do Brasil de confiar nas safras abundantes para lidar com a transição energética.

O texto também é um forte lembrete para a Petrobras da crescente pressão para investir em alternativas de baixo carbono. O Brasil já é um grande consumidor de biocombustíveis, produzindo carros de combustível flexível que podem funcionar apenas com etanol.

A legislação, que foi aprovada na quarta-feira no Senado e agora retorna à Câmara dos Deputados, aumentaria ainda mais a demanda pelo combustível à base de plantas, ampliando a mistura permitida de etanol na gasolina comum para até 35%, ante os atuais 27,5%.

A proposta também aumentaria a mistura permitida de biodiesel no diesel comum de 14% para 20% nos próximos seis anos. E o governo planeja obrigar os fornecedores de gás natural a reduzirem gradualmente as emissões por meio da compra de biometano.

“A Petrobras é a maior prejudicada pelo projeto de lei e deve ver a produção cair em três de seus principais combustíveis: gasolina, diesel e gás natural”, disse o diretor da consultoria de energia Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, em uma entrevista.

O consumo de gasolina pode cair até 11% com o aumento da participação do etanol na mistura, segundo a analista de mercado do StoneX, Isabela Garcia.

Embora os técnicos do governo ainda precisem validar a mudança, uma mistura de 30% já está sendo testada – uma medida que deve aumentar a demanda de etanol em 1,3 bilhão de litros por ano, de acordo com a consultoria agrícola Datagro. Isso equivale a quase 4% da produção total de etanol do Brasil para a safra atual.

O aumento é uma notícia bem-vinda para as usinas de cana-de-açúcar, incluindo a Raízen e a São Martinho, que viram a recente fraqueza na demanda de etanol prejudicar os lucros. “As usinas terão mais segurança jurídica para continuar a investir na expansão da produção de etanol”, disse o presidente da Datagro, Plínio Nastari.

A proposta também beneficiará as empresas de esmagamento de soja, como a Cargill, que tem a maior capacidade de produção de biodiesel no Brasil. Ela adquiriu três plantas de esmagamento de soja e produção de biodiesel no ano passado para reforçar suas instalações em Três Lagoas, no estado do Mato Grosso do Sul.

“Demos um passo importante para crescer no setor”, disse o líder comercial de processamento de soja da empresa, Rafael Luco. “Essa capacidade não está sendo totalmente utilizada. Continuamos a investir na integração das operações e a alavancar a produção nesses locais”.

Os agricultores que cultivam as principais safras de soja e milho do Brasil buscam abastecer o mercado de biocombustíveis em expansão. Até 2035, novas usinas de biodiesel e esmagamento de soja poderão fazer com que a quantidade de soja processada no país quase dobre, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa a Cargill e outras empresas comerciais, incluindo a Bunge Global e a Archer-Daniels Midland.

O incentivo do governo ao etanol também deve impulsionar mais investimentos em biocombustível de milho. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) prevê que a produção total mais do que dobrará até 2034.

A expansão também significa que o aumento do biocombustível no Brasil terá um impacto limitado nos mercados de açúcar. Embora as usinas de cana normalmente possam transferir a produção entre o etanol e o açúcar, os estoques atuais de etanol estão em níveis “confortáveis”, de acordo com a analista da trading de commodities Czarnikow, Ana Zancaner.

Quaisquer mudanças futuras dependeriam de um forte crescimento na demanda geral de combustível, disse ela.

A nova regulamentação para os combustíveis também reforça o argumento de que a gigante estatal brasileira do petróleo deve mudar seus planos de investimento. A Petrobras trabalha em seu próximo plano de investimentos quinquenal, e os investidores atualmente veem iniciativas mais verdes, incluindo hidrogênio, captura de carbono, energia eólica e solar, como menos lucrativas.

O maior produtor de petróleo da América Latina está, no entanto, preparando suas refinarias para atender à crescente demanda por combustíveis de baixo carbono. A Petrobras vem desenvolvendo produtos sustentáveis e estudando parcerias, incluindo uma biorrefinaria com a Mubadala Capital. Ela também concluiu testes com a fornecedora de petroquímicos Braskem para produzir um produto químico usando etanol de cana-de-açúcar.

Mas, em outro obstáculo para a Petrobras, seu chamado diesel R não faz parte da mistura obrigatória de diesel verde definida na nova estrutura legal. O diesel R é produzido pelo coprocessamento de combustível fóssil com óleo animal ou vegetal, e uma tentativa de incluí-lo no projeto de lei enfrentou forte oposição da bancada do agronegócio do Brasil, que conta com cerca de 60% dos legisladores como membros.

A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, prometeu repor as reservas de petróleo que ela considera fundamentais para financiar as iniciativas de transição energética. A empresa disse em um comunicado enviado por e-mail que acompanha o progresso do projeto de lei no Senado e aguardando a conclusão desse processo antes de concluir sua avaliação.

Por: Mariana Durao, Dayanne Sousa , Clarice Couto e Daniel Carvalho Fonte: Nova Cana

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

ONS: carga de energia no SIN aumenta 7,9% em julho, na comparação anual

Próximo post

Presidente do CEISE Br, Rosana Amadeu confirma presença como speaker do Vision Tech Summit

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Mercado de bioinsumos deve ter alta anual de até 7% em valor e 10% em volume, diz ANPII Bio

Mercado de bioinsumos deve ter alta anual de até 7% em valor e 10% em volume, diz ANPII Bio

9 outubro, 2026
BioFirst, de insumos agrícolas biológicos, assume controle total da Biotrop

BioFirst, de insumos agrícolas biológicos, assume controle total da Biotrop

7 outubro, 2026
Mais de 600 mil hectares: veja os estados com as maiores áreas de plantio de cana na safra 2026/27

Preço do ATR sobe 7,3% em Pernambuco com alta nos produtos e mudanças no mix

6 outubro, 2026
StoneX reduz moagem de cana em 2026/27, mas prevê safra recorde em 2027/28

StoneX reduz moagem de cana em 2026/27, mas prevê safra recorde em 2027/28

24 setembro, 2026
Alto Taquari (MT) decreta emergência em ponte usada para escoar cana para Goiás

Alto Taquari (MT) decreta emergência em ponte usada para escoar cana para Goiás

24 setembro, 2026
Chuva intensa e granizo: Inmet emite alertas para várias regiões do país

Chuvas atrasam moagem de cana e já comprometem produção de açúcar no Brasil

16 setembro, 2026
Moagem de cana no Centro-Sul cresce 10,68% na segunda quinzena de agosto, mas recua no acumulado

Setor da cana-de-açúcar pede juros menores e regras claras para acelerar investimentos no setor

7 setembro, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

BrasilAgro reduziu colheita de cana e teve prejuízo de R$ 14 milhões

7 setembro, 2026
COFCO acerta aquisição de duas usinas de cana-de-açúcar da Bunge em São Paulo

COFCO acerta aquisição de duas usinas de cana-de-açúcar da Bunge em São Paulo

1 setembro, 2026
Moagem de cana no Centro-Sul cresce 10,68% na segunda quinzena de agosto, mas recua no acumulado

Produtores podem enviar documentos para solicitação do auxílio da cana-de-açúcar

31 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
Presidente do CEISE Br, Rosana Amadeu confirma presença como speaker do Vision Tech Summit

Presidente do CEISE Br, Rosana Amadeu confirma presença como speaker do Vision Tech Summit

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Em crise, Braskem e Raízen usam cenário eleitoral em “paralisia negocial estratégica”

Em crise, Braskem e Raízen usam cenário eleitoral em “paralisia negocial estratégica”

13 outubro, 2026
IG4 está muito perto de fechar acordo para assumir controle da Raízen

IG4 está muito perto de fechar acordo para assumir controle da Raízen

13 outubro, 2026
Prêmio Visão Agro Centro-Sul caminha para sua 15ª edição, em Piracicaba

Inscrições para Cases de Sucesso do Prêmio Visão Agro Brasil 2026 estão abertas

1 outubro, 2026
Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

13 outubro, 2026
Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

16 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36