quinta-feira, outubro 22, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Mais de 40 pessoas são resgatadas de situação análoga à escravidão em canavial de Naviraí

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
8 julho, 2022
em Cana de Açúcar, Mundo Agro, Política e Governo
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Setor bioenergético Cana de Açúcar
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

As vítimas, entre elas nove mulheres, faziam o plantio manual de cana-de-açúcar em uma propriedade rural, em condições degradantes de trabalho

Um grupo de 43 trabalhadores, recrutados de diferentes regiões do Brasil, foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade rural de Naviraí (MS), a 342 km de Campo Grande. As vítimas trabalhavam no cultivo de cana-de-açúcar, mas não recebiam remuneração e nem mesmo água potável.

Leia mais

Moagem de cana-de-açúcar cresce no Norte e Nordeste na safra 2026/27

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre bioenergia e biocombustíveis

Bagaço de cana ajuda a limpar águas e vira adubo para hortas de Jundiaí (SP)

Setor de biocombustíveis teme retrocessos em políticas públicas

Os trabalhadores foram resgatados no dia 28 de junho, durante operação realizada por força-tarefa composta pela Fiscalização do Trabalho e pela Polícia Militar Ambiental. Aliciados em cidades de Minas Gerais, Maranhão, Piauí e na própria Naviraí, as vítimas faziam o plantio manual de cana-de-açúcar na propriedade, um deles há quase quatro meses, em condições degradantes de trabalho.

Em depoimento, um dos canavieiros contou ter recebido a proposta de trabalho no município de Delta (MG), por meio de um intermediador de mão de obra. Na ocasião, foi feita a promessa de receber R$ 1 real pelo metro quadrado de cana plantado, mais estadia, almoço e jantar. Ele, então, foi levado até Naviraí em um transporte custeado pelo contratante.

Contudo, no local, ele recebeu a informação de que o pagamento seria de R$ 0,70/m². Outros trabalhadores, que estavam na fazenda há mais tempo, disseram nunca ter recebido pagamento.

Na casa onde o grupo foi instalado não havia geladeira ou filtro de água potável. Para dormir, foram disponibilizados apenas colchonetes finos. Os trabalhadores também não receberam qualquer equipamento obrigatório de segurança para atuar no plantio e utilizavam luvas e facões levados por eles mesmos.

Um dos resgatados relatou ter manifestado o desejo de retornar para casa ao se deparar com o trabalho exaustivo, baixa remuneração e más condições de estadia, mas ouviu do contratante que tivesse “paciência”, pois a situação iria melhorar. Outros colegas, segundo ele, já haviam voltado para a cidade de origem, mas somente porque conseguiram obter recursos com familiares para bancar a viagem.

Acordo

Os donos da propriedade rural firmaram acordo com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) e deverão cumprir uma série de obrigações, entre elas, garantir a remuneração pelos dias trabalhados, 13º e férias proporcionais, além de providenciar o retorno de cada um deles aos locais de origem.

Conforme informações obtidas pelo Valor Econômico, o acordo foi firmado por dois advogados de José Carlos Soares da Silva e por Fabiano Morsoleto de Pontes. Silva é sócio-administrador da JC Mecanização e Plantações Agrícolas, enquanto Pontes é sócio da Nova AgroCP Administração e Participação, que já prestou serviços para a Atvos.

Procurada pelo Valor, a Atvos informou que não possui mais relação comercial com a Nova AgroCP, que o resgate não ocorreu em áreas agrícolas vinculadas à sucroenergética e que a Fazenda Umuarama – local onde os trabalhadores foram encontrados – nunca foi sua fornecedora de cana.

Na prática, o acordo extrajudicial fixa, por meio de dez cláusulas, obrigações de fazer, de não-fazer e pagar, com a finalidade de solucionar a grave lesão à dignidade dos trabalhadores e corrigir as irregularidades identificadas pelos auditores-fiscais do Trabalho no decorrer da operação de resgate. O documento também visa, sobretudo, à proteção de futuros trabalhadores contratados para a execução dos serviços rurais.

Entre os compromissos assumidos pelos empregadores estão o pagamento das verbas rescisórias – valores relacionados à remuneração pelo plantio das mudas de cana-de-açúcar, férias e 13º proporcionais – que somam pouco mais de R$ 215 mil, e o devido registro previdenciário dos trabalhadores.

O acordo ainda determina que o empregador não mantenha o empregado trabalhando sob as condições análogas à de escravo, ou com idade inferior a 16 anos; forneça, gratuitamente, equipamentos de proteção individual aos trabalhadores; disponibilize, nas frentes de trabalho, instalações sanitárias compostas de vasos sanitários e lavatórios; local adequado para preparação de alimentos; abrigos que os protejam de intempéries durante as refeições e forneça roupas de cama adequadas às condições climáticas.

O descumprimento do acordo resultará em multa no valor de R$ 2,5 mil, por obrigação descumprida e por trabalhador prejudicado, cumulativamente aplicada a cada constatação pelos fiscais do acordo.

Débora Ricalde
Fonte:  Valor Econômico

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Após mudanças, programa de etanol da Califórnia perde adesão de usinas brasileiras

Próximo post

Hugo Cagno Filho é eleito presidente da UDOP

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Moagem de cana-de-açúcar cresce no Norte e Nordeste na safra 2026/27

Moagem de cana-de-açúcar cresce no Norte e Nordeste na safra 2026/27

21 outubro, 2026
Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre bioenergia e biocombustíveis

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre bioenergia e biocombustíveis

20 outubro, 2026
Bagaço de cana ajuda a limpar águas e vira adubo para hortas de Jundiaí (SP)

Bagaço de cana ajuda a limpar águas e vira adubo para hortas de Jundiaí (SP)

20 outubro, 2026
Setor de biocombustíveis teme retrocessos em políticas públicas

Setor de biocombustíveis teme retrocessos em políticas públicas

20 outubro, 2026
Pecege projeta moagem de 629,5 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, com 31,6 milhões de toneladas bisadas

Pecege projeta moagem de 629,5 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, com 31,6 milhões de toneladas bisadas

19 outubro, 2026
Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre mercado de capitais

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre mercado de capitais

15 outubro, 2026
Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora

Flávio Bolsonaro precisará de equilíbrio em negociações do agro com EUA e China, diz senadora

14 outubro, 2026
AGU pede ao STF suspensão de precatórios de usinas que podem custar R$ 255 bilhões

AGU pede ao STF suspensão de precatórios de usinas que podem custar R$ 255 bilhões

13 outubro, 2026
Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

13 outubro, 2026
Governo prepara prorrogação de subsídios para gasolina e etanol às vésperas das eleições

Governo prepara prorrogação de subsídios para gasolina e etanol às vésperas das eleições

13 outubro, 2026
Carregar mais
Próximo post

Hugo Cagno Filho é eleito presidente da UDOP

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

25 setembro, 2026
Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

20 outubro, 2026
Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

16 setembro, 2026
Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

20 outubro, 2026
Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

19 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36