A produção brasileira de cana-de-açúcar está estimada em 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, com São Paulo na liderança do ranking estadual. O estado deve colher 370,9 milhões de toneladas e responder por 52,3% de todo o volume previsto para o país, enquanto Minas Gerais e Goiás aparecem nas posições seguintes.
A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) representa crescimento de 5,3% em relação às 673,3 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. O avanço combina expansão de 1,9% na área colhida e recuperação de 3,4% na produtividade média dos canaviais brasileiros.
Confira o ranking
1º — São Paulo: 370,9 milhões de toneladas
2º — Minas Gerais: 82,6 milhões de toneladas
3º — Goiás: 79,8 milhões de toneladas
4º — Mato Grosso do Sul: 55,3 milhões de toneladas
5º — Paraná: 36,2 milhões de toneladas
6º — Mato Grosso: 19,4 milhões de toneladas
7º — Alagoas: 18,5 milhões de toneladas
8º — Pernambuco: 13,6 milhões de toneladas
9º — Paraíba: 7 milhões de toneladas
10º — Bahia: 6,5 milhões de toneladas
Os três primeiros colocados reúnem 533,3 milhões de toneladas, equivalentes a 75,2% da safra nacional. Quando considerados os dez estados do ranking, a participação alcança 97,3%, demonstrando a forte concentração da matéria-prima nos principais polos sucroenergéticos.
Entre os líderes, São Paulo deverá ampliar a produção em 6,6%, Minas Gerais em 7,1% e Mato Grosso do Sul em 7,2%. Goiás é a exceção entre os quatro primeiros, com recuo projetado de 0,4%, apesar de permanecer como o terceiro maior produtor do país.
Oferta para usinas
O volume paulista mantém o estado como principal referência para o abastecimento das unidades produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade. Minas Gerais e Goiás também preservam participação estratégica, formando com São Paulo o núcleo responsável por mais de três quartos da cana brasileira.
A maior disponibilidade de matéria-prima pode ampliar o ritmo de moagem e a oferta de derivados, mas o resultado industrial dependerá do mix definido pelas usinas. Preços do açúcar, demanda por etanol, condições climáticas e qualidade da cana continuarão influenciando o direcionamento da safra.
Para produtores, fornecedores e indústrias, o ranking indica onde estarão concentradas as principais demandas por corte, transbordo e transporte, manutenção, peças, automação e serviços agrícolas. Os números são estimativas feitas em abril de 2026 e poderão ser atualizados nos próximos levantamentos da Conab.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro com informações da Conab. Nota: estimativa em abril de 2026.
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