A área brasileira destinada à colheita de cana-de-açúcar deverá atingir 9,1 milhões de hectares na safra 2026/27, com São Paulo ocupando a primeira posição do ranking estadual. A projeção indica 4,5 milhões de hectares colhidos no estado, área superior à soma de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área nacional deverá crescer 1,9% na comparação com a safra anterior. O movimento representa a incorporação de aproximadamente 165,7 mil hectares ao processo de colheita, embora a expansão ocorra de maneira desigual entre as principais regiões produtoras.
Confira o ranking
1º — São Paulo: 4,525 milhões de hectares
2º — Minas Gerais: 1,058 milhão de hectares
3º — Goiás: 1,028 milhão de hectares
4º — Mato Grosso do Sul: 737,3 mil hectares
5º — Paraná: 497,1 mil hectares
6º — Alagoas: 292,5 mil hectares
7º — Pernambuco: 231,3 mil hectares
8º — Mato Grosso: 225,6 mil hectares
9º — Paraíba: 128,9 mil hectares
10º — Rio Grande do Norte: 81,6 mil hectares
Os dez estados com as maiores áreas reúnem 8,8 milhões de hectares, correspondentes a 96,5% do total nacional. O levantamento evidencia a dimensão da estrutura agrícola necessária para atender às usinas e manter o fluxo de matéria-prima ao longo do período de moagem.
Mato Grosso do Sul apresenta a maior expansão de área entre os cinco primeiros colocados, com avanço de 4,3%. Minas Gerais e São Paulo devem crescer aproximadamente 2%, enquanto Goiás registra redução de 0,3% e o Paraná mantém estabilidade, com aumento de 0,3%.
Escala agrícola
A liderança paulista está ligada à extensão do parque sucroenergético e à presença de uma cadeia consolidada de fornecedores, máquinas, implementos e serviços. A dimensão da área também amplia a necessidade de planejamento para renovação de canaviais, tratos culturais e logística de colheita.
Nos estados com crescimento mais acelerado, a expansão deverá elevar a procura por mudas, equipamentos, mão de obra especializada, soluções de monitoramento e tecnologias de agricultura de precisão. A eficiência operacional será decisiva para transformar o aumento territorial em maior volume entregue à indústria.
O ranking considera a área efetivamente prevista para colheita, e não apenas a extensão total ocupada pela cultura. As estimativas foram elaboradas pela Conab em abril de 2026 e poderão sofrer alterações conforme o clima e o desenvolvimento dos canaviais.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro com informações da Conab. Nota: estimativa em abril de 2026.
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