Faltam
00 Dias
|
00 Horas
|
00 Minutos
|
00 Segundos
para o
21º Prêmio Visão Agro Brasil
quarta-feira, janeiro 21, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Novo governo e impactos em petróleo, gás e biocombustíveis

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
5 dezembro, 2022
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

O contexto externo permanece adverso e incerto. As principais economias do mundo continuam enfrentando um ambiente inflacionário desafiador, mantendo em curso uma política monetária restritiva e com uma perspectiva de redução na atividade econômica – ou até mesmo uma possível recessão.

E o Brasil? Após o término das eleições, iniciou-se o processo de transição de governo, que aumenta a ansiedade de diversos segmentos da sociedade em relação às possíveis mudanças de direção. E não poderia ser diferente para o setor de energia, em especial de petróleo, gás natural e biocombustíveis, que continuam em evidência em função da crise energética global.

Leia mais

Incêndio atinge usina de etanol da Raízen em Caarapó (MS) – Veja Vídeo

Com R$ 350 milhões do BNDES, Rumo vai expandir logística do etanol de milho

Eduardo Leão assume diretoria de estratégia e novos negócios da Unica

Porto de Santos registra maior movimentação da história e açúcar é o 2º principal produto

É preciso segurança jurídica para preservar os investimentos já realizados e atrair novos investimentos

Diversos avanços foram conquistados nos últimos anos. Entre os destaques, no upstream (exploração e produção de petróleo), o destravamento do setor, possibilitando investimentos diretos e indiretos de cerca US$ 428 bilhões para os próximos 10 anos, segundo plano decenal de expansão de energia da empresa de pesquisa energética EPE.

Entre os principais avanços no setor está a manutenção de um calendário de leilões de áreas exploratórias, que oferece previsibilidade e estabilidade para os investimentos em exploração, e que, mais recentemente, está sendo substituído pelo programa de oferta permanente. De acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), esse programa conta, hoje, com 1.068 áreas disponíveis e, num futuro próximo, pretende adicionar mais 1.018 – incluindo áreas terrestres, offshore convencional (fora do polígono do pré-sal) e no pré-sal.

O destravamento do setor se deu, em grande parte, por conta de novas resoluções sobre Exploração e Produção de Petróleo (E&P) e Conteúdo Local, publicadas entre 2017 e 2018, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Paralelamente, o Congresso publicou novas leis, como a extensão do Repetro por mais 20 anos (um regime fiscal favorável) e a lei que desobrigou a Petrobras a ser a operadora única do pré-sal (porém, com o direito de preferência), além do governo resolver o impasse em relação ao contrato da cessão onerosa com a Petrobras.

No âmbito regulatório, a ANP publicou resoluções de redução de royalties para produção incremental de campos marginais e para pequenas e médias empresas, além de medidas para apoiar o programa de desinvestimentos da Petrobras em áreas terrestres e águas rasas, entre outras iniciativas para estimular novos investimentos no setor.

Com o início de um novo governo, a expectativa é que não haja grandes alterações nas políticas e regulação já estabelecidas no upstream – em particular, projetos de exploração e desenvolvimento da produção em áreas já contratadas. Porém, pode haver impactos no plano de desinvestimentos da Petrobras, principalmente em áreas terrestres e em águas rasas, bem como na exploração em áreas com maior sensibilidade ambiental, como é o caso da exploração na margem equatorial. Nesta região, em particular, a Petrobras anunciou, recentemente, que pretende intensificar os esforços de exploração com investimentos de US$ 2 bilhões – cerca 38% do orçamento para exploração até 2026.

Já no midstream (refino/gás natural), o movimento de desinvestimentos da Petrobras pode sofrer impactos significativos com a entrada do novo governo. É muito pouco provável que aconteça recompra de ativos já desinvestidos, embora possa haver desaceleração ou até a paralisação do processo de desinvestimentos.

É importante destacar que o plano de desinvestimentos da Petrobras foi motivado por mudanças na estratégia da empresa em direcionar seus investimentos para segmentos estratégicos e com maior retorno de capital, sendo que grande parte desse movimento foi provocado pelo TCC (Termo de Conduta de Cessão), assinado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), em 2019.

Entretanto, a principal motivação continua sendo desenvolver um mercado de petróleo, gás natural e biocombustíveis mais dinâmico, competitivo e aberto em todos os elos da cadeia. Acredita-se que o mercado aberto e competitivo possa atrair mais investimentos do setor privado e gerar maior impacto socioeconômico no médio/longo prazo.

No downstream (distribuição/revenda), a maior preocupação é com a atual política de preços da Petrobras, que utiliza a paridade internacional (Preço de Paridade de Importação, PPI), atualizando os preços de combustíveis de acordo com as variações internacionais do petróleo e do câmbio.

A preocupação do novo governo com a volatilidade dos preços dos combustíveis e seu impacto para a sociedade é legitima e merece atenção. Entretanto, é importante destacar que a Petrobras é uma empresa de economia mista, com ações listada nas bolsas do Brasil e Estados Unidos e, por isso, precisa respeitar as regras estabelecidas nestes mercados. Em um passado não muito distante, a empresa enfrentou uma das maiores crises de sua história em razão de uma política de preços equivocada e corrupção, que resultou em prejuízos significativos de imagem e financeiros, o que motivou mudanças importantes na governança e estatuto da empresa.

O cobertor é curto e, de fato, a Petrobras precisa ter lucro, remunerar adequadamente seus acionistas, ter capacidade de investimentos em áreas estratégicas e ser competitiva. Mas, por ter o governo como seu principal acionista, também precisa equilibrar estes interesses com os anseios da sociedade, especialmente em momentos de crise.

A prática adotada recentemente pela empresa de administrar os preços de combustíveis dentro de uma banda de valores de mercado parece sensata, desde que consiga manter os preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, garantindo assim o abastecimento nacional e evitando repassar grandes volatilidades externas (oscilações nos preços do petróleo e taxa de câmbio) aos consumidores.

Seja qual for a orientação do novo governo para o setor, precisa garantir a estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica para preservar os investimentos já realizados e continuar atraindo novos investimentos. O processo de transformação do segmento em um mercado aberto, competitivo e dinâmico é a nossa garantia de maior segurança energética, ampliação da nossa vantagem competitiva como nação e, certamente, uma contribuição mais significativa para a prosperidade da nossa sociedade.


Fonte: Valor Econômico

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Fundos aumentam apostas na alta dos preços de soja e de milho na semana até 29/11

Próximo post

Verde Agritech pede à ANTT autorização para construir ramal ferroviário em MG

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Incêndio atinge usina de etanol da Raízen em Caarapó (MS) – Veja Vídeo

Incêndio atinge usina de etanol da Raízen em Caarapó (MS) – Veja Vídeo

21 janeiro, 2026
BNDES

Com R$ 350 milhões do BNDES, Rumo vai expandir logística do etanol de milho

21 janeiro, 2026
Eduardo Leão assume diretoria de estratégia e novos negócios da Unica

Eduardo Leão assume diretoria de estratégia e novos negócios da Unica

21 janeiro, 2026
Porto de Santos registra maior movimentação da história e açúcar é o 2º principal produto

Porto de Santos registra maior movimentação da história e açúcar é o 2º principal produto

21 janeiro, 2026
Vietnã pretende ampliar mistura de etanol à gasolina a partir de junho

Vietnã pretende ampliar mistura de etanol à gasolina a partir de junho

21 janeiro, 2026
Confira a lista das 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2024

Confira a lista das 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro em 2024

20 janeiro, 2026
Amaury Pekelman segue como membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e reforça a presidência da senadora Tereza Cristina

Amaury Pekelman segue como membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e reforça a presidência da senadora Tereza Cristina

19 janeiro, 2026
Presidente do Sindaçúcar-AL é nomeado para integrar Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Presidente do Sindaçúcar-AL é nomeado para integrar Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

19 janeiro, 2026
Agroindústrias anunciaram R$ 60 bilhões em investimentos em 2025

Agroindústrias anunciaram R$ 60 bilhões em investimentos em 2025

19 janeiro, 2026
Tecnologia da UFPB utiliza cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em aplicações para o setor de energia solar

Tecnologia da UFPB utiliza cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em aplicações para o setor de energia solar

19 janeiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
AGRITECH

Verde Agritech pede à ANTT autorização para construir ramal ferroviário em MG

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36