quinta-feira, abril 30, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Pecege avalia que mudanças tributárias devem reduzir rendimentos das usinas

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
27 junho, 2022
em Bioenergia, Economia, Política e Governo
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Segundo estudo, as alterações provocariam uma redução de 7% no preço do etanol recebido pelas usinas

O impacto da aprovação das alterações tributárias, com redução do ICMS sobre a gasolina e etanol, além da desoneração dos tributos federais, pode resultar num cenário de redução dos rendimentos das usinas em até 7%.

Leia mais

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

Lula promulga acordo Mercosul-UE e diz que texto é reação dos blocos a Trump

Supressão vegetal não dá conta de garantir biomassa a usinas de etanol

É o que apontam os estudos realizados pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege) apresentados no seminário “Expedição Custos da Cana”, realizado na quinta-feira, dia 23.

Raphael Delloiagono, analista econômico do Pecege, informa que na avaliação do Programa, o impacto dessa redução, tanto do ICMS para gasolina e etanol e de uma forma geral a desoneração até o final do ano dos impostos federais, como PIS/Cofins, o valor acumulado até o encerramento da safra, do etanol hidratado, estimado em média de R$ 3,28, cairia para R$ 3,04, ou seja, uma queda de quase 25 centavos, representando uma redução próxima de 7%.

“Algo semelhante ocorreria com o etanol anidro que de R$ 3,75 cairia para algo em torno de R$ 3,46, novamente uma variação em torno de 7%.  Em termos de ATR, se nós consideramos esse cenário onde o que está sendo discutido seja aprovado, e começa a ser aplicado já a partir de julho, o efeito na matéria-prima deve ser em torno também de 7%, reduzindo em quase nove centavos, esse número de R$ 1,20 para R$ 1,11”, informou.

Segundo Delloiagono, isso representa uma queda significativa no preço da matéria-prima do setor e também no rendimento monetário de todas as usinas. “Caso essas medidas tributárias sejam todas aprovadas, provavelmente o que nós teremos é uma paridade reduzida do etanol, com o açúcar voltando a se sobrepor sobre o biocombustível, ou seja, aquela visão que foi apresentada de um mix mais alcooleiro durante toda essa safra, pode mudar ligeiramente”, explicou.

Em relação às perspectivas de produtividade da atual safra, o analista do Pecege avalia que será um pouco mais produtiva do que a anterior, porém com uma qualidade menor. Nestes dois primeiros meses de safra os números apontam uma produtividade 2,6% acima e um ATR com 5,2% de queda, com um aumento no mix para o etanol em 5,2%.

A expectativa é que a safra atinja uma moagem estimada em 542,5 milhões de toneladas, o que representa uma variação de 3,6% percentuais acima, em comparação a anterior que foi de 523,5 milhões/t.

“Como eu disse, uma recuperação modesta e isso deve resultar numa produção mais ou menos nesse nível em termos de qualidade da matéria-prima. Nossas projeções apontam para um ATR médio de 136,93 kg por tonelada de cana-de-açúcar, ou seja, uma redução nessa qualidade de 4,16%. Já o ATR total deve permanecer praticamente na mesma faixa da safra passada, com uma pequena redução de 0,67%”, informou.

Com relação ao mix de etanol, o Pecege espera, sem considerar as mudanças tributárias, que um litro de etanol gira em torno de 58,54% da matéria-prima sendo destinado ao biocombustível, o que representa um aumento de 3,56 pontos percentuais sobre o realizado na safra passada, resultando numa produção menor de açúcar e ligeiramente menor também do etanol anidro e uma produção um pouco maior de etanol hidratado.

Quanto ao açúcar, esperam uma redução de quase 9%, com a produção durante a safra girando em torno de 29 milhões de toneladas. “A produção de etanol da cana-de-açúcar, deve passar de 27,5 milhões para quase 28 milhões de litros. Essa é a impressão que observamos nesses dois primeiros meses de safra. Uma produtividade um pouco mais elevada sendo compensada por uma qualidade da cana-de-açúcar um pouco menor e uma tendência para um mix levemente mais alcooleiro “, avaliou.

Com relação às projeções para o mercado, o analista do Pecege informou que a valorização do açúcar, cuja produção mundial está estimada em 181 milhões de toneladas, nas últimas semanas ficou abaixo da soja e do milho. A avaliação, porém, é de que os agentes dos fundos especulativos do mercado de açúcar, enxergam pouco espaço para aumento de preços.

Na avaliação da rentabilidade e custos de produção do setor sucroenergético, o economista do Pecege, Haroldo Torres, destacou a expressiva receita advinda com o mercado de CBios, que nos últimos meses teve uma valorização de mais de 225%.

Para Torres, nas últimas três safras o setor bioenergético conseguiu ter uma excelente geração de caixa. “Como se fosse um trem com dois vagões subindo uma montanha, sendo o primeiro vagão o preço e o segundo os custos. Com o preço na frente dos custos nas últimas três safras, o setor entregou margens de lucro líquidas de mais de 25%. Se olharmos para 5 ou 6 anos atrás, tinha produtor entregando margem líquida negativa”, lembrou.

De acordo com ele, isso permitiu novos investimentos e ampliação de portfólio do setor, seja em outros produtos como o biogás, levedura, CO2 ou até mesmo em processos na área agrícola, aplicação de vinhaça localizada, investimento no campo e melhoria do nosso manejo.

Segundo Torres, a parte ruim agora, é que esse trem começa a descer a montanha, e quem está na frente é vagão dos custos com os preços ficando para trás. “Isso significa que nós vamos começar a observar uma redução de margens para safra 2022/23, observou.

O consultor ressalta que algumas usinas têm caminhado para suavizar este impacto “deste soco no estômago” vindo justamente da alta de insumos, caminhando para o uso de adubação orgânica, insumos biológicos e aplicação de vinhaça. “Ou seja, é muito importante uma discussão de melhoria muito forte dos processos. Por outro lado, a gente não pode incorrer nos erros que cometemos em safras passadas da nossa história, cortando investimentos, cortando manejo, reduzindo a produtividade”, reforçou.

Para ele, o importante é aproveitar a boa rentabilidade e essa boa geração de caixa das últimas safras e convertê-la em novos projetos, principalmente visando suavizar esse impacto de elevação dos custos.

Fonte: PECEGE

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Alemanha declara crise de abastecimento de gás enquanto Rússia reduz fluxo à Europa

Próximo post

ANP: Etanol continua mais competitivo do que gasolina em GO, MT, MG e SP

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

30 abril, 2026
Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

30 abril, 2026
Lula promulga acordo Mercosul-UE e diz que texto é reação dos blocos a Trump

Lula promulga acordo Mercosul-UE e diz que texto é reação dos blocos a Trump

30 abril, 2026
Supressão vegetal não dá conta de garantir biomassa a usinas de etanol

Supressão vegetal não dá conta de garantir biomassa a usinas de etanol

30 abril, 2026
Tereos reduz em 41% acidentes com afastamento e reforça “cultura de segurança”

Tereos reduz em 41% acidentes com afastamento e reforça “cultura de segurança”

29 abril, 2026
Avança em PL que isenta pagamento de royalties para produtores de cana com até 150 t

Usina é alvo de ações que cobram quase R$ 140 milhões por danos ambientais em Goiás

29 abril, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

E32 reduz pressão sobre hidratado e pode enxugar oferta de açúcar em 1,6 mi t

29 abril, 2026
Programa para navegação sustentável prevê linhas de créditos “verdes” via fundos

Programa para navegação sustentável prevê linhas de créditos “verdes” via fundos

29 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen envia nova proposta a credores, mas resiste à saída de Ometto, dizem fontes

28 abril, 2026

São Martinho aprova emissão de R$ 1,1 bilhão em debêntures

28 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post

ANP: Etanol continua mais competitivo do que gasolina em GO, MT, MG e SP

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

30 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen confirma negociações com credores, mas diz que não há definição

24 abril, 2026
Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

23 janeiro, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36