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Precisamos “sair do vício do petróleo”, diz presidente do Ibama na COP30

Maria Reis por Maria Reis
17 novembro, 2025
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Tempo de leitura: 4 minutos
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Brasília (DF), 17/06/2025 – Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, participa do programa A Voz do Brasil. | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

País-sede da 30ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), o Brasil adotou transparência quanto aos seus planos de abrir novas frentes de exploração de petróleo: já no primeiro dia da Cúpula dos Líderes, o país assumiu suas contradições, ao mesmo tempo em que pautou o debate sobre o afastamento global dos combustíveis fósseis no evento em Belém.

O tempo dirá se a estratégia vai dar certo e se, no final de duas semanas de negociações, os 195 países conseguirão avançar no tema mais crucial para o combate ao aquecimento global. O anúncio da liberação dos testes da Petrobras na margem equatorial, a 170 quilômetros da costa amazônica, ocorreu apenas três semanas antes do início da COP.

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“Está todo mundo na contradição. Está todo mundo aqui pedindo um mundo diferente, pedindo hidrogênio, pedindo energia limpa, mas é um mundo que ainda queima carvão, petróleo e uma série de coisas fósseis”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

O órgão esteve sob forte pressão do governo Lula para acelerar a autorização. “A gente precisa sair desse vício do petróleo”, apontou.

Com o acordo assinado, Agostinho defende um procedimento “rigoroso”, após 11 anos de análises, testes e ações complementares, como a instalação de uma nova base de operações de emergência no Oiapoque, além da existente em Belém.

“Todas as modelagens apontam que, em mais de 90% dos momentos, se tiver um vazamento de óleo, esse óleo vai para mar aberto em vez de vir para a nossa costa. Mas sempre existe risco”, reconhece.

O presidente do Ibama salienta que estes riscos são menores na foz do Amazonas do que em outras frentes de exploração petrolífera no país, como o pré-sal no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. “São muito mais vulneráveis a um acidente do que bloco 059”, disse, referindo ao ponto que recebeu a autorização para os testes, na margem equatorial.

No total, são mais de 200 blocos mapeados, onde a Petrobras pensa haver reservas de petróleo em águas profundas. O 059 fica no Amapá, a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.

“O pré-sal é muito mais próximo, e em acidentes naquela região, o óleo tende a vir para o litoral, por conta da corrente do Brasil. É diferente daqui da margem equatorial, que é a maior parte do tempo, as modelagens apontam que a maior probabilidade é que esse óleo vá para o alto-mar”, argumenta.

Ex-deputado federal pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), Agostinho fez carreira como ambientalista e assumiu a presidência do Ibama no início do governo Lula.

Ele destaca que o órgão federal dispõe de tecnologia avançada para monitorar o óleo em toda a costa brasileira: uma parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) permite detectar manchas “quase em tempo real”, com imagens de satélite.

“Agora, durante a perfuração de pesquisa da Petrobras, a gente está exigindo novos simulados para a gente ir testando isso à exaustão”, complementa.

Transição energética lenta

Ao ser questionado sobre as incoerências do governo Lula nesta questão, salienta que a transição energética precisa ser acelerada no país e não está acontecendo na velocidade que deveria.

“A gente tem hoje, no Brasil, 124 milhões de veículos, dos quais 70% são flex, mas só 30% estão usando álcool. Então, o problema também está com o consumidor”, apontou. “O consumidor, que podia estar usando um combustível limpo, não está”.

A COP30 em Belém traz estes temas para o debate nacional e poderá impulsionar avanços na conscientização ambiental dentro do país, constata. Mas Agostinho pondera que a grande frente de batalha do Brasil na transição ecológica é o combate ao desmatamento.

A devastação das florestas é responsável por 42% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2024, após uma queda recorde de 10% em relação ao ano anterior. “Mesmo que a gente mude a matriz energética, se a gente não mantiver floresta em pé, a gente vai perder tudo”, resume.

Por: Lúcia Müzell | Fonte: RFI

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