No entanto, segundo analistas, o impacto da demanda será limitado pela existência de cotas que o mercado europeu deve manter para produtos locais
No agro, o Brasil se beneficiará do acordo Mercosul/União Europeia com crescimento das exportações de carnes, oleaginosas, açúcar e etanol, e suco de laranja. Mas o impacto de demanda será limitado, pela existência de cotas que o mercado europeu ainda vai manter para produtos do agronegócio local, um segmento ainda muito protegido, diz Leandro Giglio, pesquisador do Insper Agro Global, que pondera, entretanto, que o acordo é positivo.
“O agro se beneficia, mas as exportações de carne bovina, por exemplo, para a União Europeia ainda enfrentam severas restrições, sobretudo devido à existência de cotas tarifárias. As cotas disponíveis hoje são de aproximadamente 115 mil toneladas, que correspondem a menos de 2% do consumo aproximado de 6,2 milhões de toneladas anuais de carne bovina pelo bloco” explica o pesquisador, dizendo que mesmo com o aumento da cota o impacto é pequeno para a dimensão do país.
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O pesquisador afirma que o Mercosul e a União Europeia são formados por países com características bem protecionistas. Então, o meio termo para um acordo final foi um texto mais “desidratado”.
Segundo divulgado pelo Canal Rural, o etanol industrial terá tarifas zeradas gradualmente, com cota de 450 mil toneladas sem tributo quando o acordo entrar em vigor. Já o etanol combustível e para outros usos se valerá de tarifas zeradas gradualmente, com cota de 200 mil toneladas, com um terço da tarifa europeia (6,4 euros ou 3,4 euros a cada cem litros), com volume crescente em seis estágios até cinco anos após a entrada em vigor do acordo
O açúcar, por sua vez, terá tarifas zeradas gradualmente, cota de 180 mil toneladas com tarifa zero e tarifas atuais, entre 11 euros e 98 euros por tonelada, sobre o que ultrapassar a cota. Além disso, terá cota específica de 10 mil toneladas para o Paraguai, com alíquota zero.
Por: João Sorima Neto Fonte: O Globo
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