O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), acredita que o cronograma de 15% de mistura de biodiesel ao óleo diesel deve ser aprovado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em até dois meses.
A afirmação foi feita em encontro com empresário na sede do Lide em São Paulo, nesta segunda-feira, 24.
O parlamentar associou o aumento no preço do óleo de soja a uma redução na produção de óleo de palma na Indonésia e à safra frustrada no ano passado. Segundo ele, esses fatores já haviam sido explicados ao governo.
Moreira destacou que a lei do Combustível do Futuro poderia tirar do papel cerca de R$ 200 bilhões em investimentos. No entanto, para isso, seria um cenário de maior previsibilidade, com uma taxa de juros básica mais baixa e política fiscal mais sólida, ressaltou, destacando ainda a decisão do CNPE de suspender a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil, de 14% para 15%.
Para o parlamentar, o governo usou o aumento na bomba de R$ 0,01 como “bode expiatório” para voltar atrás. “O Brasil precisa aprender que, para se fazer uma conversa produtiva, tem de ter um acerto antes de começar”, afirmou. “Depois vai para a divergência e quase sempre a divergência desaparece no caminho”.
O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde e relator da Lei do Combustível do Futuro, acredita que o governo tenha entendido errado os acréscimos na soja.
Segundo ele, o preço do óleo de soja já diminuiu 11%. “O problema não é o biodiesel, é um contexto internacional, de cenário inflacionário nosso e câmbio”, avaliou. “Quando nós sinalizamos o movimento, inserimos previsibilidade para consumo de grãos. O cenário que precisamos para o etanol e para a soja é proceder e estimular demandas”.
Por: Audryn Karolyne | Fonte: Nova Cana
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