A Case IH está estudando sua colhedora de cana movida a etanol, que já alcança 400 kW de potência em testes, número muito próximo dos 420 kW entregues pelo motor diesel original. A máquina, ainda em fase de validação, foi um dos destaques da marca na 30ª edição da Agrishow, onde Ednilson Novello, especialista em Colhedora de Cana da marca, revelou detalhes inéditos sobre a inovação.
O protótipo em teste é uma Austoft 9000 de duas linhas, equipada com um motor Cursor 13 Ciclo Otto, desenvolvido pela FPT Industrial. A tecnologia é baseada em motores automotivos a gasolina, adaptada para operar exclusivamente com etanol. Segundo Novello, o desempenho registrado até agora comprova que o motor tem capacidade para sustentar operações agrícolas intensas, mesmo sem estar com a curva de potência totalmente otimizada.
A máquina passou por testes reais no campo no final da safra 2024, em parceria com a São Martinho, em Pradópolis (SP). Ao todo, mais de 5 mil toneladas de cana foram colhidas, com resultados técnicos considerados bastante promissores. Para o especialista, o diferencial vai além da potência: “É sustentabilidade com viabilidade. O produtor usa o etanol que ele mesmo produz, num ciclo energético fechado e mais limpo.”
Confira a entrevista completa com Ednilson Novello clicando no vídeo abaixo:
Apesar do sucesso inicial, a colhedora não será lançada comercialmente em 2025. O projeto ainda enfrenta desafios técnicos, especialmente relacionados à menor capacidade calorífica do etanol em comparação ao diesel, cerca de 60% inferior. Isso exige ajustes finos na eficiência energética e na autonomia da máquina, fundamentais para garantir a viabilidade econômica do equipamento.
O desenvolvimento da colhedora faz parte de uma estratégia mais ampla da Case IH voltada à descarbonização das operações agrícolas. Além da Austoft movida a etanol, a empresa também está desenvolvendo um trator da linha 230 com o mesmo tipo de motorização. No entanto, o trator está em estágio mais inicial e deve iniciar seus testes de campo ao longo de 2025.
Fonte: Fábio Palaveri – Visão Agro
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