Cacau recua após sequência de altas; algodão opera em queda, enquanto açúcar tem alta
O café arábica abre com leve alta, de 0,51%, nesta segunda-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento para setembro operam a US$ 3,5725 por libra-peso, condicionados por incertezas de condições climáticas que dificultam a oferta imediata no mundo, puxado pelos países asiáticos, ao passo que a colheita no Brasil segue firme, apesar de chuvas e parques cafeeiros de conilon mais avançados que os de arábica.
De acordo com os analistas do setor, Joseph Reiner e Eduardo Carvalhaes, o mercado reage a sinais contrastantes: de um lado, as ofertas seguem esparsa, especialmente no Brasil, enquanto do outro há pressão por colheitas mais volumosas no Vietnã. O dólar mais fraco também dá suporte ressonante, mantendo o café em compasso de espera.
Os lotes de cacau para setembro caem nesta manhã e operam a US$ 9.420 a tonelada, mesmo com o recuo de 0,23%, os preços seguem sustentados por preocupações com suprimento na África Ocidental e possíveis atrasos logísticos.
Apesar da leve correção, o quadro fundamental segue firme: a desaceleração na exportação da Costa do Marfim e o prolongamento da seca no oeste da África mantêm o viés altista no horizonte, segundo a consultoria americana de commodities Barchart.
O açúcar demerara dá sinais de recuperação, após queda acentuada nos últimos meses, em meio a expectativas de estoques elevados e excesso de oferta global. Os papéis com entrega para julho, que são os contratos de mais liquidez, operam a 16,95 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,59%. Os preços refletem a expectativa de safra global, especialmente no Brasil e Índia, pressionando os preços, embora parte do movimento seja reflexo de correção técnica após recentes quedas, segundo a Barchart.
Já o algodão opera em leve queda, de 0,31%, nos lotes mais negociados, que são os de dezembro, e custam 68,00 centavos de dólar por libra-peso.
Os investidores seguem de olho no ritmo das vendas externas —ainda contidas — e no comportamento correlato dos preços do petróleo e dólar, que influenciam custos de produção e margem do setor têxtil, informa o boletim da Barchart.
Por: Isadora Camargo | Fonte: Globo Rural
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