sexta-feira, junho 12, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Mercado de milho segue travado no Brasil e sofre pressão com melhora da safra nos EUA

Maria Reis por Maria Reis
12 junho, 2025
em Milho
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Culturas Milho
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Panorama nacional: ritmo lento e preços sem reação nos principais estados produtores

O mercado físico de milho segue travado nas principais regiões produtoras do Brasil, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. A baixa movimentação é marcada pela resistência de compradores e vendedores em ajustar os preços, além de fatores climáticos que seguem no radar do setor.

Leia mais

El Niño já muda plano de empresas do agro antes do início da safra de grãos 2026/27

Demanda interna de milho no Brasil deve atingir recorde

Unem realiza missão comercial na Tailândia para fortalecer exportações de DDG e DDGS

Milho: Mercado tem ampla capacidade de recuperação após pressão da safrinha, diz analista

No Rio Grande do Sul, as negociações continuam escassas. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços se mantêm estáveis, com valores entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca em diferentes praças, como Santa Rosa, Ijuí, Marau e Lajeado. Os pedidos de venda para entrega em junho variam entre R$ 65,00 e R$ 68,00, sem espaço para negociação, já que os produtores não demonstram urgência para fechar negócios.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante, apesar de uma safra considerada excepcional. O mercado está paralisado por falta de consenso entre compradores e vendedores. No Planalto Norte, por exemplo, há pedidos de R$ 82,00/saca, mas as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o cenário é ainda mais travado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00, frente a ofertas CIF de até R$ 80,00. A média estadual fechou a última semana em R$ 71,00, com variações como R$ 77,13 em Chapecó e R$ 62,00 em Palma Sola.

No Paraná, o mercado segue lento mesmo com a colheita avançando. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com pedidos pontuais chegando a R$ 80,00. Já as propostas CIF para entrega em junho estão em torno de R$ 73,00/saca, voltadas para a indústria de ração.

No Mato Grosso do Sul, os preços também estão em queda e o mercado continua travado. A saca é negociada por R$ 51,98 em Dourados, R$ 55,00 em Campo Grande e Sidrolândia, R$ 57,00 em Maracaju e R$ 50,82 em Chapadão do Sul. A oferta limitada reflete a expectativa dos compradores por um avanço mais robusto na colheita da segunda safra.

Mercado internacional: melhora nas lavouras dos EUA pressiona Chicago

Os preços futuros do milho recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira (10), influenciados pela melhora nas condições das lavouras norte-americanas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 71% da safra está em boas ou excelentes condições — acima dos 69% da semana anterior e da estimativa de 70% do mercado. Cerca de 87% das lavouras já emergiram, superando os 83% registrados no mesmo período de 2024.

Com isso, os contratos futuros registraram queda generalizada. Por volta das 10h01 (horário de Brasília), o vencimento julho/25 estava cotado a US$ 4,33 (-9,25 pontos), setembro/25 a US$ 4,21 (-11,75 pontos), dezembro/25 a US$ 4,37 (-12 pontos) e março/25 a US$ 4,53 (-11 pontos).

Desempenho na B3: milho recua com influência externa e interna

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho também começaram a terça-feira no campo negativo. Às 10h07, o julho/25 era cotado a R$ 63,74 (-0,72%), setembro/25 a R$ 64,64 (-0,60%), novembro/25 a R$ 67,85 (-0,45%) e janeiro/26 a R$ 71,74 (-0,50%).

Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento acompanha a desvalorização em Chicago e a queda do dólar, que já acumula recuo de 2,73% no mês. A pressão adicional vem do avanço da colheita da segunda safra brasileira, dos gargalos logísticos e das expectativas de aumento da produção global.

De acordo com o Cepea, os preços internos do milho seguem em queda desde meados de abril. A retração dos compradores diante da crescente oferta — com estimativa da Conab apontando produção de 99,8 milhões de toneladas, 11% acima da safra anterior — contribui para esse cenário. Além disso, a baixa do dólar e dos preços internacionais prejudica a competitividade das exportações. Em maio, o Brasil exportou apenas 39,92 mil toneladas de milho, contra 413 mil toneladas no mesmo mês de 2023, segundo a Secex.

Na B3, o contrato julho/25 fechou a última segunda-feira (9) a R$ 64,11, com baixa de R$ 0,49 no dia, mas alta semanal de R$ 1,38. O setembro/25 encerrou a R$ 68,16, com recuo diário de R$ 0,74 e ganho semanal de R$ 0,63.

Em resumo, o mercado de milho enfrenta forte pressão por fatores tanto internos quanto externos, e os preços tendem a seguir voláteis diante do avanço da colheita no Brasil e da melhora climática nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Processamento de soja avança em abril e ABIOVE mantém projeções para 2025

Próximo post

Colheita de café alcança 13,7% na área de atuação da Cooxupé

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

3tentos amplia usina de etanol de milho em 30%; projeto vai a quase R$ 1,2 bilhão

El Niño já muda plano de empresas do agro antes do início da safra de grãos 2026/27

5 junho, 2026
Confira como estão os preços do milho

Demanda interna de milho no Brasil deve atingir recorde

20 maio, 2026
Unem realiza missão comercial na Tailândia para fortalecer exportações de DDG e DDGS

Unem realiza missão comercial na Tailândia para fortalecer exportações de DDG e DDGS

19 maio, 2026
Milho sobe na B3 e em Chicago

Milho: Mercado tem ampla capacidade de recuperação após pressão da safrinha, diz analista

21 abril, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Integração entre etanol de cana e milho impulsiona nova fase dos biocombustíveis no Brasil

20 abril, 2026
Etanol de milho ou cana-de-açúcar? Entenda a diferença e as vantagens

Etanol de cana ou milho? Entenda por que o Brasil aposta nos dois

20 março, 2026
Inpasa envia primeira carga de DDG de milho brasileiro à China

Inpasa envia primeira carga de DDG de milho brasileiro à China

23 fevereiro, 2026
Confira como estão os preços do milho

Maior estado produtor de milho dos EUA quer E15 liberado o ano inteiro

20 fevereiro, 2026
Ranking dos maiores produtores de milho do mundo na safra 2025/26

Ranking dos maiores produtores de milho do mundo na safra 2025/26

26 janeiro, 2026
Saiba quem são as três maiores produtoras de etanol de milho no Brasil

Etanol de milho chega a quase 80% da produção em dezembro, cana ainda domina no acumulado

23 janeiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Café/Cepea: Chuvas devem aliviar cafezais

Colheita de café alcança 13,7% na área de atuação da Cooxupé

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen reforça operação da Usina Vale do Rosário e desmente boatos sobre venda ou hibernação

Raízen vende ativos na Argentina para Mercuria e Integra Capital por US$ 1,4 bilhão

8 junho, 2026
Empresário foragido acusado de ligação com o PCC pode ter comprado usinas de cana em esquema

Justiça do Trabalho deve julgar ação sobre excesso de carga no transporte de cana

11 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Feplana prevê fim do setor canavieiro no Nordeste se governo Lula ceder aos EUA

8 junho, 2026
O desperdício energético dos nossos canaviais

O desperdício energético dos nossos canaviais

9 junho, 2026
Justiça dos EUA impede que Raízen pare de fornecer combustível à Azul

JetBio garante área em Paulínia (SP) para construir planta de SAF a partir de etanol

9 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36