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Integração entre etanol de cana e milho impulsiona nova fase dos biocombustíveis no Brasil

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
20 abril, 2026
em Biocombustíveis, Cana de Açúcar, Milho
Tempo de leitura: 3 minutos
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Home Biocombustíveis
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A integração entre as cadeias de etanol de cana-de-açúcar e etanol de milho foi destaque no 3º painel da 3ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, realizada nesta quinta-feira em Cuiabá (MT).

Com o tema “Sinergia entre Etanol de Cana e Milho”, o debate abordou como a complementaridade entre as duas matérias-primas vem fortalecendo a competitividade do setor de biocombustíveis no Brasil.

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O painel foi moderado por Marco Orozimbo Freer Rosas, diretor executivo da ALD Bioenergia Deciolândia, e reuniu Bruno Wanderley de Freitas, economista sênior da DATAGRO; Mauro Arnaud de Queiros Mattoso, chefe de Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES; e Renata Fernandes, especialista em Desenvolvimento de Negócios da ICM.

Durante sua participação, Mauro Mattoso destacou a ampliação do apoio do BNDES ao setor. Segundo ele, em 2025 o banco destinou R$ 5,1 bilhões para projetos ligados a biocombustíveis, sendo R$ 2,5 bilhões voltados ao etanol de milho. No ano anterior, foram aprovados R$ 6,4 bilhões em crédito para 13 projetos de biocombustíveis, dos quais 10 ligados à produção de etanol de milho.

Mattoso ressaltou ainda que o banco já identificava, desde 2014, os benefícios da integração entre as duas rotas produtivas, especialmente por meio de plantas flex. Segundo ele, esse modelo permite ampliar a utilização dos ativos industriais, garantir produção mais estável de etanol ao longo do ano e agregar valor com coprodutos como DDG e energia de biomassa.

Na sequência, Bruno Wanderley destacou o impacto estrutural da indústria de etanol de milho sobre a cadeia do cereal no Brasil. Segundo o economista, a nova demanda industrial elevou a atratividade econômica do milho, agregando valor ao produto e fortalecendo sua comercialização em regiões produtoras do Centro-Oeste.

Conforme os dados da DATAGRO, o Brasil possui 32 plantas de etanol de milho em operação, sendo 13 flex, além de 19 em construção e outras 17 em desenvolvimento. Para Wanderley, essa expansão também contribuiu para reduzir a sazonalidade da oferta de etanol no mercado brasileiro, garantindo abastecimento mais constante ao consumidor.

O analista também destacou que o setor já avalia novas oportunidades de mercado para o etanol, como sua utilização na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e bunker marítimo renovável, ampliando o potencial de demanda para os próximos anos.

Encerrando o painel, Renata Fernandes afirmou que a eficiência tecnológica será determinante para sustentar a nova onda de investimentos no setor. Segundo ela, a volatilidade dos mercados exige que as plantas sejam projetadas para máxima eficiência operacional, flexibilidade tecnológica e capacidade de adaptação a diferentes cenários econômicos.

A executiva destacou que usinas modernas precisam operar com elevada disponibilidade anual, aproveitar ao máximo o potencial energético do milho processado e estar preparadas para incorporar novas tecnologias conforme a evolução do mercado.

O consenso entre os participantes foi de que a sinergia entre etanol de cana e milho deve seguir como um dos principais vetores de expansão dos biocombustíveis no Brasil, reforçando o papel do país como potência global na transição energética.

Fonte: DATAGRO

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