
Crédito: Victor Affaro
O “crescimento indiscriminado” da recuperação judicial no agronegócio brasileiro preocupa a presidente do Rabobank Brasil, Fabiana Alves. O número de pedidos disparou, principalmente entre os pequenos produtores.
Na visão dela, trata-se de um instrumento legítimo, mas usado de forma inadequada. Muitos casos, avalia a executiva, poderiam ser resolvidos por meio de reestruturação de dívida.
“O número de recuperações judiciais está crescendo mais do que faz sentido. Então, mais do que uma preocupação com a inadimplência ou com os clientes que estão financeiramente pressionados, temos uma preocupação sistêmica quanto à segurança jurídica da recuperação judicial”, afirmou ao Estadão/Broadcast, durante passagem pela cidade de Nova York.
A executiva defende um “freio de arrumação” no agro, que carece de maior conscientização sobre o impacto da recuperação judicial na “bancabilidade” futura dos tomadores. No Rabobank, ela diz não haver grande preocupação com o portfólio.
Ambição de US$ 20 bi pode atrasar
Depois de crescer 10% na safra 2024/25, o Rabobank prevê desaceleração do crédito no ciclo atual. “Esperamos uma boa safra, talvez não nos níveis recordes”, diz Alves.
Com isso, a meta de alcançar um portfólio de US$ 20 bilhões na América do Sul pode atrasar. Hoje, o total é de US$ 16 bilhões, sendo US$ 12 bilhões no Brasil.
Por: Aline Bronzati, Leandro Silveira, Gabriel Azevedo e Isadora Duarte | Fonte: Agência Estado
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