domingo, julho 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Brasil visa salto nas exportações de DDGs com demanda chinesa

Maria Reis por Maria Reis
2 dezembro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Com produção em alta e habilitação de plantas para vender à China, Brasil passa a disputar um mercado até então dominado pelos Estados Unidos

Neste ano, o Brasil entrou em uma corrida que promete redefinir fluxos globais. Pela primeira vez, passa a disputar com os Estados Unidos um mercado que, até pouco tempo atrás, parecia consolidado.

Leia mais

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

Governo autoriza pagamento da equalização de juros no Plano Safra 2026/27

ANP passa a aceitar I-REC como evidência de energia renovável no RenovaBio

CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

Durante anos, o comércio internacional de DDG e DDGS – coprodutos do processamento de etanol de milho, usados em rações animais – foi um território dominado quase exclusivamente pelos norte-americanos. A concentração era tão grande que, só em 2024, a China importou 99,6% de tudo o que consumiu diretamente dos EUA, movimentando cerca de US$ 65 milhões na compra desses insumos.

O Brasil decidiu entrar nesse jogo, que promete, a partir de 2026, impulsionar as exportações do setor. “Existe um apetite enorme das grandes companhias chinesas para comprar volumes expressivos do DDGs brasileiros”, afirma o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco.

Ao Agro Estadão, Nolasco salientou que, desde maio – quando Pequim autorizou a abertura do mercado chinês para os DDGs do Brasil –, delegações estatais e de empresas privadas da China têm vindo ao país visitar as unidades produtoras dos coprodutos.

No início de novembro, houve a homologação das primeiras cinco indústrias brasileiras para exportação à China. “Acredito que devem os primeiros embarques ocorrer a partir do início de 2026”, disse o dirigente da Unem. Além das unidades já autorizadas, outras onze plantas aguardam análise da administração geral das alfândegas chinesas.

Etanol impulsiona DDGs

O interesse chinês no DDGs brasileiro coincide com o avanço da indústria de etanol de milho no país. O centro dessa transformação está em Mato Grosso, onde a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 54,2 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

A oferta robusta de grãos sustenta tanto a produção de etanol quanto a de coprodutos utilizados na nutrição animal. No mercado interno, o DDG é disputado por bovinocultura, suinocultura e avicultura, que absorvem a maior parte da oferta.

Mas a demanda brasileira encontra limites. Segundo a Scot Consultoria, as cotações do DDG giraram entre R$ 1.130 e R$ 1.173 por tonelada nos estados centrais, enquanto a oferta no mercado à vista encolheu – vendedores cumprem contratos antigos e novas entregas só são negociadas para janeiro em diante. O cenário reforça a avaliação de que parte do crescimento deve vir das exportações.

Inclusive, dados compilados pela Scot Consultoria mostram embarques em ascensão. No acumulado deste ano, até outubro, o Brasil exportou 714,9 mil toneladas de DDG e DDGS – o maior volume já registrado para o período.

O desempenho consolida uma curva de crescimento: em 2019, os embarques eram praticamente residuais. Porém, em sete anos, a exportação do coproduto avançou 15,9 vezes – e a tendência é de novo recorde em 2025, projeta a consultoria.

Os números mostram também que Turquia (34,7%), Vietnã (28,7%), Nova Zelândia (13,9%) e Espanha (12,2%) lideraram as compras até outubro.

Por que a China quer DDG?

Para entender o movimento chinês, é preciso olhar para a matriz alimentar do país asiático. Como maior produtora e consumidora de carne suína do planeta, a China depende de um fluxo gigantesco e constante de ração. Milho e farelo de soja são os pilares desse sistema, mas também representam vulnerabilidades: volatilidade de preços, pressões geopolíticas e a alta dependência de fornecedores externos.

Nesse contexto, o DDG oferece um caminho alternativo por oferecer diversificação da formulação de rações, sem perda de proteína. O uso como nutrição animal vai além dos suínos. Pode ser oferecido igualmente para aves e bovinos, garantindo uma eficiência nutricional.

Por isso, em relatório recente, o Insper Agro Global avaliou que a abertura do mercado chinês ao DDG brasileiro “é menos um gesto de boa vontade e mais parte de uma política ativa de reorganização das cadeias de insumo”. Segundo a instituição, a ação da China busca reduzir riscos geopolíticos e diversificar fornecedores.

O tamanho da oportunidade

Embora os 7 milhões de toneladas demandadas anualmente pela China superem toda a produção brasileira prevista para este ano, estimada em cerca de 5,5 milhões de toneladas, segundo a Unem, o setor trabalha com metas graduais.

A entidade estima que entre 20% e 35% da produção nacional poderá ser destinada ao mercado internacional no médio prazo – sem comprometer a oferta doméstica. “Nosso grande mercado continuará sendo o interno”, ressalta Nolasco, destacando que a demanda chinesa deve, sim, ampliar o total das exportações do setor.

Ao mesmo passo, internamente, o Brasil também projeta crescer. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção nacional de DDG e DDGS pode alcançar 6 milhões de toneladas até a safra 2030/31.

Para transformar esse potencial em vantagem competitiva, entretanto, o Insper Agro Global avalia que será preciso avançar além da capacidade industrial. “Para que o DDG e DDGS nacional se firme como player competitivo globalmente, será necessário ir além da produção: investir em logística, certificações, inteligência comercial e diálogo institucional com mercados estratégicos”, indica o relatório.

Por: Sabrina Nascimento | Fonte: Agência Estado

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Preço nos postos: Etanol deixa de ser competitivo na média nacional

Próximo post

Petrobras mantém previsão de investimento em etanol e espera anúncios em 2026

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

24 julho, 2026
Crédito rural da safra 2024/2025 já soma R$ 330,9 bilhões, com alta de 11% em maio

Governo autoriza pagamento da equalização de juros no Plano Safra 2026/27

24 julho, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

ANP passa a aceitar I-REC como evidência de energia renovável no RenovaBio

24 julho, 2026
CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

CEO da Stellantis reforça produção nacional e mantém plano de investir no Brasil

24 julho, 2026
Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

23 julho, 2026
Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

Ministro diz que nova tarifa dos EUA deve ser anunciada na sexta-feira, 24

23 julho, 2026
Unem realiza missão comercial na Tailândia para fortalecer exportações de DDG e DDGS

China amplia compras e se torna principal destino do DDG brasileiro

22 julho, 2026
Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

22 julho, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

El Niño favorece produtividade da cana no Centro-Sul, mas pode atrasar colheita

21 julho, 2026
Manejo eficiente pode reduzir emissões de óxido nitroso no setor sucroenergético

Ministério da Agricultura estuda dar acesso para Agro Brasil+Sustentável a compradores

21 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Petrobras estuda projetos de etanol, mas ainda não definiu matéria-prima

Petrobras mantém previsão de investimento em etanol e espera anúncios em 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Com impacto de provisões para perdas, Raízen teve prejuízo de R$ 27 bilhões na safra 2025/26

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

20 julho, 2026
Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

22 julho, 2026
Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

23 julho, 2026
Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

21 julho, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36