sábado, setembro 5, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biomassa ameaça ritmo das usinas

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
16 janeiro, 2026
em Biocombustíveis, Biomassa, Milho
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Mercado aquece e expõe gargalos energéticos que podem definir a competitividade de novos projetos da próxima safra

Com a produção brasileira de etanol de milho em forte expansão, com estimativas indicando que o país pode alcançar cerca de 13,2 bilhões de litros na safra 2026/27, segundo dados da Datagro Consultoria, o setor entra em uma fase de crescimento que vem reconfigurando o mapa industrial do país. Esse avanço, porém, expõe um desafio que até pouco tempo era secundário e agora se torna decisivo para a competitividade das plantas: garantir energia térmica confiável, barata e sustentável para assegurar a operação crescente das usinas.

Leia mais

BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

Be8 anuncia cerca de 80% de conclusão da planta de etanol e glúten em Passo Fundo (RS)

ANP abre caminho para primeiros Certificados de Garantia de Origem de Biometano

Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

A demanda por biomassa já dá sinais de pressão em polos importantes do Centro-Oeste, onde projetos de etanol, fertilizantes, processamento de grãos e indústrias madeireiras passaram a disputar o mesmo insumo. Em algumas regiões, agentes do setor já falam abertamente sobre o risco de “estreitamento de oferta”, fenômeno equivalente a um possível apagão de biomassa em períodos de alta demanda.

Um ponto sensível nesse contexto é a energia térmica, já que o vapor é o responsável por sustentar etapas críticas do processo industrial e responde por grande parte do custo operacional. Sem previsibilidade de preço e de suprimento, qualquer oscilação impacta diretamente margens e produtividade.

A alternativa que começa a ganhar tração no setor é a adoção de soluções térmicas flexíveis, capazes de operar com múltiplas biomassas ao longo do ano, reduzindo o risco de escassez e garantindo a continuidade da operação. Em alguns projetos industriais, já existem caldeiras aptas a trabalhar com até 14 tipos diferentes de biomassa, incluindo cavaco de madeira, bagaço de culturas regionais e resíduos agrícolas.

Nesse cenário, empresas especializadas na gestão de energia térmica passam a ocupar um espaço relevante. A ComBio, por exemplo, opera unidades dedicadas dentro de diferentes plantas industriais, assumindo integralmente a responsabilidade por suprimento, operação e desempenho das caldeiras. O modelo surgiu como alternativa para mitigar a volatilidade no mercado de biomassa e dar previsibilidade a setores que dependem de grandes volumes de vapor. Na prática, a empresa funciona como uma gestora térmica de longo prazo, capaz de adaptar a matriz de combustível conforme a disponibilidade regional e reduzir o impacto das oscilações do mercado.

Segundo Ricardo Blandy, diretor comercial da ComBio, essa flexibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser condição básica de segurança energética:
“Para o produtor de etanol de milho, a atenção ao suprimento de biomassa é vital, pois a usina simplesmente não funciona sem ela. Em várias regiões do país, já há um risco concreto de escassez desse insumo. Por isso, adotar caldeiras que operem com diferentes tipos de biomassa deixou de ser opção e se tornou uma exigência para garantir segurança e continuidade operacional”.

O consumo elevado do setor também exige novas formas de organizar a cadeia. Uma única usina pode demandar 300 mil a 400 mil toneladas de biomassa por ano, volume que pressionará ainda mais o mercado conforme novos projetos entrem em operação. Para garantir estabilidade, especialistas defendem o uso de contratos de longo prazo, rastreabilidade da origem da biomassa e desenvolvimento de novas cadeias regionais.

A discussão energética também se conecta à pauta climática. Em 2025, soluções térmicas baseadas em biomassa evitaram a emissão de centenas de milhares de toneladas de CO₂ no país, reforçando a narrativa de sustentabilidade que acompanha a expansão do etanol de milho.

Para Blandy, o setor vive um momento de tomada de decisão estratégica. “Vale a pena pensar em flexibilidade e em desenvolver novas biomassas. A região que hoje não tem oferta pode ter daqui a cinco ou dez anos. E o projeto térmico precisa estar preparado para isso”, afirma.

Com novos projetos prestes a sair do papel e a competição global por biocombustíveis de baixo carbono aumentando, a forma como o setor lidará com sua matriz térmica pode definir não apenas o ritmo de expansão, mas quem conseguirá manter competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Fonte: Assessoria de Imprensa – ComBio

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bilhões, diz BNDES

Próximo post

Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

4 setembro, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Be8 anuncia cerca de 80% de conclusão da planta de etanol e glúten em Passo Fundo (RS)

2 setembro, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

ANP abre caminho para primeiros Certificados de Garantia de Origem de Biometano

2 setembro, 2026
Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

2 setembro, 2026
Mato Grosso quer permitir até 5% de uso de biomassa nativa em usinas de etanol

Mato Grosso quer permitir até 5% de uso de biomassa nativa em usinas de etanol

1 setembro, 2026
Etanol: anidro recua 3,52% e hidratado desvaloriza 0,94% na semana

Vendas de biocombustíveis em alta devem acelerar geração de CBios

28 agosto, 2026
Etanol/Cepea: Indicadores têm leve queda em SP

Etanol paulista pode receber “hub” para captura de carbono

27 agosto, 2026
ANP avalia pedido de suspensão da mistura de biodiesel ao óleo diesel

Biodiesel amplia demanda por soja e abre novas frentes para processamento e geração de valor no Brasil

25 agosto, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Safra maior de cana amplia oferta de etanol e pressiona preços

25 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Morre aos 54 anos Marcelo Gasparini, com trajetória marcada pelo agro e pela música sertaneja

Morre aos 54 anos Marcelo Gasparini, com trajetória marcada pelo agro e pela música sertaneja

31 agosto, 2026
Incêndio atinge Usina Bom Sucesso em Goiatuba, veja vídeo

Incêndio atinge Usina Bom Sucesso em Goiatuba, veja vídeo

31 agosto, 2026
COFCO acerta aquisição de duas usinas de cana-de-açúcar da Bunge em São Paulo

COFCO acerta aquisição de duas usinas de cana-de-açúcar da Bunge em São Paulo

1 setembro, 2026
Presidente da Usina Petribu, Daniela Petribu confirma presença no Vision Tech Summit Agro

Grupo Petribu arremata usina de Monte Aprazível por R$ 19,45 milhões

4 setembro, 2026
Fórmula Indy deixará de usar etanol 2G da Raízen em 2027

Fórmula Indy deixará de usar etanol 2G da Raízen em 2027

3 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36