sexta-feira, abril 17, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biomassa ameaça ritmo das usinas

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
16 janeiro, 2026
em Biocombustíveis, Biomassa, Milho
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Mercado aquece e expõe gargalos energéticos que podem definir a competitividade de novos projetos da próxima safra

Com a produção brasileira de etanol de milho em forte expansão, com estimativas indicando que o país pode alcançar cerca de 13,2 bilhões de litros na safra 2026/27, segundo dados da Datagro Consultoria, o setor entra em uma fase de crescimento que vem reconfigurando o mapa industrial do país. Esse avanço, porém, expõe um desafio que até pouco tempo era secundário e agora se torna decisivo para a competitividade das plantas: garantir energia térmica confiável, barata e sustentável para assegurar a operação crescente das usinas.

Leia mais

Petrobras firma parceria para avançar em projeto de produção de SAF com etanol

Uso de etanol reduz importações e poupa R$ 2,5 bilhões em março, diz Unica

Uso de etanol reduz importações e poupa R$ 2,5 bilhões em março

Crise geopolítica abre espaço para maior mistura de etanol e biodiesel, diz Faesp

A demanda por biomassa já dá sinais de pressão em polos importantes do Centro-Oeste, onde projetos de etanol, fertilizantes, processamento de grãos e indústrias madeireiras passaram a disputar o mesmo insumo. Em algumas regiões, agentes do setor já falam abertamente sobre o risco de “estreitamento de oferta”, fenômeno equivalente a um possível apagão de biomassa em períodos de alta demanda.

Um ponto sensível nesse contexto é a energia térmica, já que o vapor é o responsável por sustentar etapas críticas do processo industrial e responde por grande parte do custo operacional. Sem previsibilidade de preço e de suprimento, qualquer oscilação impacta diretamente margens e produtividade.

A alternativa que começa a ganhar tração no setor é a adoção de soluções térmicas flexíveis, capazes de operar com múltiplas biomassas ao longo do ano, reduzindo o risco de escassez e garantindo a continuidade da operação. Em alguns projetos industriais, já existem caldeiras aptas a trabalhar com até 14 tipos diferentes de biomassa, incluindo cavaco de madeira, bagaço de culturas regionais e resíduos agrícolas.

Nesse cenário, empresas especializadas na gestão de energia térmica passam a ocupar um espaço relevante. A ComBio, por exemplo, opera unidades dedicadas dentro de diferentes plantas industriais, assumindo integralmente a responsabilidade por suprimento, operação e desempenho das caldeiras. O modelo surgiu como alternativa para mitigar a volatilidade no mercado de biomassa e dar previsibilidade a setores que dependem de grandes volumes de vapor. Na prática, a empresa funciona como uma gestora térmica de longo prazo, capaz de adaptar a matriz de combustível conforme a disponibilidade regional e reduzir o impacto das oscilações do mercado.

Segundo Ricardo Blandy, diretor comercial da ComBio, essa flexibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser condição básica de segurança energética:
“Para o produtor de etanol de milho, a atenção ao suprimento de biomassa é vital, pois a usina simplesmente não funciona sem ela. Em várias regiões do país, já há um risco concreto de escassez desse insumo. Por isso, adotar caldeiras que operem com diferentes tipos de biomassa deixou de ser opção e se tornou uma exigência para garantir segurança e continuidade operacional”.

O consumo elevado do setor também exige novas formas de organizar a cadeia. Uma única usina pode demandar 300 mil a 400 mil toneladas de biomassa por ano, volume que pressionará ainda mais o mercado conforme novos projetos entrem em operação. Para garantir estabilidade, especialistas defendem o uso de contratos de longo prazo, rastreabilidade da origem da biomassa e desenvolvimento de novas cadeias regionais.

A discussão energética também se conecta à pauta climática. Em 2025, soluções térmicas baseadas em biomassa evitaram a emissão de centenas de milhares de toneladas de CO₂ no país, reforçando a narrativa de sustentabilidade que acompanha a expansão do etanol de milho.

Para Blandy, o setor vive um momento de tomada de decisão estratégica. “Vale a pena pensar em flexibilidade e em desenvolver novas biomassas. A região que hoje não tem oferta pode ter daqui a cinco ou dez anos. E o projeto térmico precisa estar preparado para isso”, afirma.

Com novos projetos prestes a sair do papel e a competição global por biocombustíveis de baixo carbono aumentando, a forma como o setor lidará com sua matriz térmica pode definir não apenas o ritmo de expansão, mas quem conseguirá manter competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Fonte: Assessoria de Imprensa – ComBio

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bilhões, diz BNDES

Próximo post

Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Solução desenvolvida pela USP pode reduzir perda de produção de etanol por contaminação

Petrobras firma parceria para avançar em projeto de produção de SAF com etanol

16 abril, 2026
Setor de etanol do Brasil aposta em menor pegada de carbono para competir com os EUA no Japão

Uso de etanol reduz importações e poupa R$ 2,5 bilhões em março, diz Unica

15 abril, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Uso de etanol reduz importações e poupa R$ 2,5 bilhões em março

14 abril, 2026
Setor de etanol do Brasil aposta em menor pegada de carbono para competir com os EUA no Japão

Crise geopolítica abre espaço para maior mistura de etanol e biodiesel, diz Faesp

10 abril, 2026
Etanol: hidratado sobe 1,39% e anidro recua 0,51% na semana

Em meio à disparada do petróleo, produção de etanol no Brasil deve saltar 16% nesta safra

9 abril, 2026
Etanol/ANP: preço sobe em 10 Estados e no DF, cai em 12 e fica estável 4

Vendas de E15 aumentam 23% nos EUA em 2025, estabelecendo novo recorde

8 abril, 2026
ETANOL: Indicadores seguem em queda

Produção de etanol sobe no Norte e Nordeste mesmo com recuo na moagem

7 abril, 2026
Etanol de milho tem momento ‘menos favorável’, avalia XP

Etanol de milho safrinha impulsiona SAF e reduz impacto ambiental, diz Agroicone

7 abril, 2026
Etanol: Anidro e Hidratado fecham a semana em baixa

Produção de etanol em Mato Grosso deve ter alta de 17,8% em 2026/27, projeta Imea

6 abril, 2026
Produção de etanol dos EUA recua 4,52% na semana, para 1,055 milhão de barris por dia

Uso de milho para etanol nos EUA sobe 1% em fevereiro, para 10,8 milhões de toneladas

6 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Hugo Cagno Filho é designado membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Sócios da Raízen resistem a aporte maior e pedem nova proposta aos bancos

Sócios da Raízen resistem a aporte maior e pedem nova proposta aos bancos

13 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen tem reunião com credores, que não gostam da ideia de converter dívida em ações

9 abril, 2026
Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

9 abril, 2026
Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

16 abril, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

13 abril, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36