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Tereos inicia safra 2026/27 e projeta moagem de 18 milhões de toneladas de cana

Maria Reis por Maria Reis
23 abril, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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Companhia afirma que realizou a renovação de “parte significativa” de sua frota agrícola para a safra 2026/27, com a aquisição de 23 tratores e 11 colhedoras

A Tereos começa a safra 2026/27 em suas unidades com projeção de moagem de 18 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. De acordo com a sucroenergética, o número é apoiado em uma estratégia que combina otimização operacional, melhoria contínua de processos e excelência agrícola, com uso de tecnologia e práticas sustentáveis no campo.

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Para reforçar sua competitividade, a companhia consolidou sua operação em cinco unidades industriais, localizadas no noroeste do estado de São Paulo – a usina Andrade, em Pitangueiras (SP), foi vendida para o grupo Viralcool em janeiro.

Segundo a Tereos, “a reorganização do modelo operacional garante maior otimização das operações agrícolas, industriais e logísticas, além do fortalecimento de sua estrutura de capital”.

A Tereos também divulga que investiu em um planejamento agrícola estruturado para enfrentar a maior variabilidade climática e reduzir os impactos de períodos de estiagem. “O plano já vem capturando ganhos de produtividade e integra tecnologia e práticas sustentáveis às operações agrícolas”, afirma, em nota.

Nesse contexto, a companhia alega que tem ampliado a adoção de soluções como a aplicação localizada de vinhaça, que aumenta a eficiência no uso de nutrientes e reduz a necessidade de fertilizantes minerais; controle biológico de pragas e aplicação de maturadores com apoio de drones; e uso de sensores em equipamentos para identificação de falhas no plantio, aumentando a precisão e a eficiência das operações no campo.

“Mesmo em um contexto desafiador, marcado pela tendência de preços baixos no mercado de açúcar, iniciamos a safra 2026/27 confiantes em nossa capacidade de entregar resultados sólidos e agregar valor ao negócio”, comenta o diretor-presidente da Tereos Brasil, Pierre Santoul.

Ele complementa: “Sustentamos nossas operações em um modelo de gestão forte, construído ao longo dos últimos ciclos e ancorado em nosso compromisso com a segurança, as pessoas, a inovação e sustentabilidade de nossos processos”.

Atuação sustentável

Durante a safra 2025/26, a Tereos buscou fortalecer sua atuação sustentável por meio da renovação e conquista de certificações, como a ISCC Corsia Low LUC Risk. Com o certificado, a empresa acredita atestar que a produção do biocombustível na unidade certificada – a Mandu, localizada em Guaíra (SP) – não provoca emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao impacto indireto de uso da terra.

A companhia também avançou no número de fornecedores de cana certificados pela plataforma FSA-SAI (Farm Sustainability Assessment); atualmente, são 26 fornecedores certificados, que somam mais de 3 milhões de toneladas de cana certificada.

“Essa evolução reflete o comprometimento com a construção de uma cadeia produtiva sustentável de ponta a ponta, garantindo avanços consistentes em sua atuação responsável – ao todo, 68,19% da cana processada pela companhia é atestada como sustentável”, afirma a Tereos.

Inteligência e confiabilidade operacional

Uma das principais novidades da safra é a incorporação da torre de tratos ao Centro de Operações Agroindustriais (COA). Segundo a Tereos, com essa integração, informações capturadas diretamente dos equipamentos agrícolas – como mapas de aplicação, velocidade e tempo de motor ocioso – passam a alimentar análises estratégicas em tempo real.

“A iniciativa possibilita identificar falhas ou sobreposições de aplicação, por exemplo, permitindo a tomada de decisões mais ágeis e assertivas para otimizar operações e ampliar a produtividade no campo”, explica a empresa.

A companhia também realizou a renovação de parte significativa de sua frota agrícola para a safra 2026/27, com a aquisição de 23 tratores e 11 colhedoras em suas unidades. O objetivo é assegurar que os ativos operem dentro da melhor janela econômica e técnica, reduzindo falhas, aumentando disponibilidade e mantendo um ritmo operacional mais estável.

Fonte: Tereos

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