As unidades produtoras do Centro-Sul encerraram a safra 2025/2026 com 611,15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, queda de 10,78 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, quando a moagem foi de 621,93 milhões de toneladas. Segundo a UNICA, a produtividade agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, retração de 4,1%, enquanto a qualidade da matéria-prima atingiu 137,79 kg de ATR por tonelada, recuo de 2,34%.
Apesar da queda, o ciclo ficou entre os maiores da série histórica. Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial, Regulação e Competitividade da UNICA, afirmou que a redução já era esperada por causa das condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura. Ainda assim, a safra registrou a quarta maior moagem histórica do Centro-Sul e a segunda maior produção de açúcar e etanol.
A produção de açúcar somou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável diante das 40,18 milhões de toneladas do ciclo anterior. Já a produção de etanol alcançou 33,72 bilhões de litros, queda de 3,56%. O etanol de milho manteve trajetória de crescimento, com 9,19 bilhões de litros produzidos, alta de 12,26%, passando a representar 27,28% do biocombustível fabricado na região.
No mercado interno, as vendas de etanol hidratado chegaram a 20,34 bilhões de litros no acumulado da safra, enquanto o etanol anidro somou 13,04 bilhões de litros, avanço de 7,08%. Segundo a UNICA, o consumo de etanol no ciclo gerou economia estimada de R$ 4 bilhões aos proprietários de veículos flex-fuel e evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
Na primeira quinzena de abril de 2026, início da safra 2026/2027, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, ante 16,68 milhões de toneladas no mesmo período do ciclo anterior, o que corresponde a alta aproximada de 17,3% pelos volumes informados. O novo ciclo começou com maior direcionamento da cana para o etanol: apenas 32,93% da matéria-prima foi destinada ao açúcar, cuja produção caiu 11,94%, para 647,21 mil toneladas, enquanto a fabricação de etanol avançou 33,32%, chegando a 1,23 bilhão de litros.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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