quinta-feira, outubro 22, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Inpasa vê mercado “tirando o pé”, mas mantém plano de abertura de novas usinas

Maria Reis por Maria Reis
1 junho, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Setor bioenergético Usinas
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Em entrevista exclusiva ao AgFeed, vice-presidente de negócios de originação da empresa, Flávio Peruzo Gonçalves, confirma início da produção em Rio Verde (GO) para dezembro deste ano e prevê alta de 38% nas exportações de DDGS

O boom do etanol de milho no Brasil segue forte, com a abertura de novas usinas, puxada principalmente pela gigante do setor, a Inpasa, considerada a maior da América Latina. A empresa inaugurou no final de março uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães (BA) e está prestes a iniciar a produção em mais duas localidades – Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT).

Leia mais

Enfim com vento a favor, Raízen Energia ganha fôlego para remar na maior RE da história e na B3

Raízen Energia obtém aval da CVM para mudar categoria de registro

Cosan aprova transferência de 20,33% da Rumo a fundo gerido pelo BTG

Be8 começa a receber trigo para nova planta de glúten e etanol no Rio Grande do Sul

Em entrevista ao AgFeed, o vice-presidente de negócios de originação da Inpasa, Flávio Peruzo Gonçalves, confirmou que a primeira fase da operação no sudoeste goiano começa em dezembro de 2026, com o processamento de “um milhão de toneladas equivalente ano de milho”.

A segunda linha de Rio Verde está prevista para fevereiro de 2027, com mais um milhão de toneladas de milho por ano. Quando as duas fases estiverem concluídas, a produção de etanol na unidade será de 950 milhões de litros.

“Em Rondonópolis, o cronograma está para março e maio nesse mesmo intervalo, de 60 dias, entre as duas fases. Então, no final do primeiro semestre (de 2027), nós vamos ter uma planta em Rondonópolis full, do mesmo tamanho de Rio Verde”, revelou Gonçalves.

A “safra” na Inpasa, vai de junho a maio, já que a indústria de etanol de milho é basicamente atendida pela segunda safra de milho do país.

O vice-presidente da empresa prevê que, na safra 2026, o consumo de milho da companhia atinja 15,3 milhões de toneladas de milho. O volume é 30% superior ao ciclo passado. Na safra 2027, a previsão é de um consumo de 18,5 milhões de toneladas de milho, ou seja, mais 25% de aumento.

Além das usinas recém-inauguradas, a Inpasa está fazendo também ampliações nas já existentes. Em Nova Mutum (MT), por exemplo, a produção anual de etanol está sendo ampliada em 350 milhões de litros, com investimento superior a R$ 700 milhões. A unidade passa a ter capacidade total de cerca de 1,4 bilhão de litros de etanol por ano.

Os investimentos em Luís Eduardo Magalhães (BA), Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) são de R$ 1,3 bilhão, R$ 2,4 bilhões e R$ 2,77 bilhões, respectivamente.

A expectativa é que a produção atual de 6,7 bilhões de litros seja ampliada para 8 bilhões de litros até 2027, quando a empresa espera já ter 10 biorrefinarias.

“Tirando o pé”

Apesar dos investimentos bilionários, Flávio Gonçalvez fez uma avaliação cautelosa do atual cenário de mercado, na conversa com o AgFeed.

“A gente segue no ritmo de conclusão do nosso projeto, mas o mercado, naturalmente, segura um pouco, tira o pé, em especial por conta do custo do dinheiro. No geral, o setor segue otimista, com um potencial alto de grandes expansões, mas é natural que muitos projetos estejam sendo revistos, estão sendo suspensos, por conta de custo do dinheiro”, afirmou.

Ele não dá detalhes sobre quais seriam os projetos “suspensos”, mas garante que na Inpasa nada mudou em relação ao planejado. A única certeza na companhia, no momento, seria a decisão de não abrir novas usinas – depois da inauguração de Rondonópolis – se não houver fatos novos em relação à demanda do etanol e seus coprodutos.

“Quando você tem já uma tecnologia consolidada, os projetos em marcha dão suporte para esses novos”, relata e avalia: “Agora, quando você tem um entrante que vai passar pela curva de aprendizado, que tange à tecnologia, isso custa para aprender e, no momento de juros, é somado à instabilidade política, à instabilidade de crise mundial; então, o pessoal naturalmente vai tirar o pé”.

A visão do executivo é algo já descrito por muitos analistas. A Inpasa tem construído e colocado em operação uma nova usina de etanol no intervalo de pouco mais de um ano. É algo inviável para empresas ou cooperativas que nunca operaram no segmento e agora buscam entrar no mercado.

Além dos juros, Gonçalves ressalta que a grande preocupação é o cenário de aumento na produção, que nem sempre é acompanhado pela elevação da demanda. “Falando do etanol, especificamente, a preocupação é com liquidez, então, a gente passa por um momento em que o mercado interno de ciclo Otto ainda tolera uma demanda maior, mas existe um limite”, ponderou.

Em artigo recente publicado no AgFeed, o especialista Clayton Melo alertou que o aumento natural da demanda tende a ser mais lento do que a expansão da capacidade industrial, especialmente porque o mercado de carros flex já estaria maduro. O setor estaria ainda muto dependente de novas políticas, como aumento da mistura obrigatória na gasolina, ou novos mercados, como os combustíveis sustentáveis, globalmente.

O executivo diz que a Inpasa tem contribuído para promover novas demandas ou “acordar demandas adormecidas”.

“A região Nordeste é um belo exemplo. A gente foi para uma região em que eu tenho uma dificuldade um pouco maior na aquisição da minha matéria-prima. Em contrapartida, eu tenho um mercado carente, que era importador de etanol anidro, e nem estou falando de etanol hidratado. Dois terços dos postos do Maranhão, por exemplo, nem têm bomba ou tanque para hidratado”, frisou.

A Inpasa inaugurou uma unidade em Balsas (MA) no ano passado, com investimentos de R$ 2,5 bilhões. “Sendo produtor na região Nordeste, a gente está contribuindo para que colocar essa demanda que não existia, deixar de ser importador de anidro e colocar hidratado nas bombas para os veículos”, completa.

Golçalves também confia em oportunidades futuras, como o uso do etanol para produzir combustível marítimo, o SAF (combustível sustentável de aviação), além das máquinas agrícolas que vêm sendo adaptadas ao biocombustível.

“Uma vez que isso aconteça, a gente não sabe se isso vai acontecer em cinco ou dez anos, eu acho que abre uma nova janela de uma demanda elástica e podem vir novos projetos com mais tranquilidade”, reforçou.

Enquanto isso, o momento é de “insegurança, instabilidade política, dinheiro muito caro e um cenário que você enxerga um limite para a demanda no mercado interno”, segundo ele.

Planos futuros

Qual seria o próximo destino da Inpasa depois de Rondonópolis? O executivo da Inpasa desconversa, diz que não há novas prospecções.

“A gente entende que o próximo passo depois desse (Rondonópolis) depende de abertura de novos mercados. Depende de fato de geração de novas demandas robustas, porque a gente entra em um risco bastante relevante, o que a gente sempre fez e vai continuar fazendo cada vez com mais frequência, investimento, é a verticalização”, afirma.

Os sinais são de que a Inpasa, por ora, deve priorizar essa “verticalização”, que passa pela oferta de novos produtos. Um dos destaques, lembrou Peruzo, tem sido o chamado etanol neutro. É um produto especial usado na indústria farmacêutica e no setor de bebidas. Já são 600 mil metros cúbicos por dia e a maior parte tem como destino a exportação.

“A gente vem buscando agregar valor, verticalizar cada um dos nossos produtos, transformando em produtos de valor agregado, além de inovações tecnológicas dentro da indústria para você fazer mais com menos ou fazer de forma mais sustentável”, disse.

Um dos esforços recentes tem sido reduzir a quantidade de biomassa necessária para produzir um litro de etanol. “A gente já reduziu mais de 30% nos últimos seis anos e estamos muito focados nisso”, completa.

Outro mercado promissor, desde que a China começou a importar, é o DDG, um coproduto da produção de etanol de milho que funciona como ingrediente para ração animal com alta proteína. A Inpasa produz um tipo específico, que é o DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis, na sigla em inglês) e já exporta 30% da produção.

“Já foram cinco navios para a China. Então, esse ano a gente deve exportar mais ou menos 1,1 milhão de toneladas de DDGS”, disse ele. O volume, se confirmado, representa um acrescimento de quase 38% em relação ao que foi exportado na última safra.

Por: Alessandra Mello | Fonte: AgFeed

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Novo proprietário da usina Laranjeiras promete quitar débitos com fornecedores

Próximo post

Raízen terá que repactuar parte de seus R$ 25 bilhões em pendências tributárias

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Raízen Energia aprova mudanças no estatuto para avançar em conversão de registro na CVM

Enfim com vento a favor, Raízen Energia ganha fôlego para remar na maior RE da história e na B3

21 outubro, 2026
Raízen Energia obtém aval da CVM para mudar categoria de registro

Raízen Energia obtém aval da CVM para mudar categoria de registro

20 outubro, 2026
Cosan aprova transferência de 20,33% da Rumo a fundo gerido pelo BTG

Cosan aprova transferência de 20,33% da Rumo a fundo gerido pelo BTG

20 outubro, 2026
Be8 começa a receber trigo para nova planta de glúten e etanol no Rio Grande do Sul

Be8 começa a receber trigo para nova planta de glúten e etanol no Rio Grande do Sul

16 outubro, 2026
ANP exclui biomassa de área denunciada e anuncia auditoria em unidade da BP Bioenergy no Tocantins

ANP exclui biomassa de área denunciada e anuncia auditoria em unidade da BP Bioenergy no Tocantins

16 outubro, 2026
Tereos amplia alcance de tecnologia própria para impulsionar eficiência em cinco usinas

Tereos amplia alcance de tecnologia própria para impulsionar eficiência em cinco usinas

15 outubro, 2026
Zilor obtém certificação internacional para fornecimento ao setor de navegação

Zilor obtém certificação internacional para fornecimento ao setor de navegação

15 outubro, 2026
Zilor faz primeira emissão de CPR-Fs em busca de R$ 500 milhões para operação de cana

Zilor faz primeira emissão de CPR-Fs em busca de R$ 500 milhões para operação de cana

14 outubro, 2026
Usinas tentam barrar pedido para que STF suspenda ações de preço e precatórios do setor

Usinas tentam barrar pedido para que STF suspenda ações de preço e precatórios do setor

14 outubro, 2026
Ações de usinas de etanol subiram na B3 com aumento no subsídio

Ações de usinas de etanol subiram na B3 com aumento no subsídio

14 outubro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Raízen terá que repactuar parte de seus R$ 25 bilhões em pendências tributárias

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

25 setembro, 2026
Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

16 setembro, 2026
Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

20 outubro, 2026
Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

20 outubro, 2026
Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

19 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36