domingo, novembro 1, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Mercados da Ásia e da Europa, SAF e navios entram no radar de FS e Inpasa

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
18 junho, 2026
em Mercado
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Mercado
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Com exportações no menor patamar desde 2017 e novas usinas entrando em operação, maiores produtoras de etanol de milho veem aumento da mistura na Ásia e, mais à frente, oportunidades em aviação e transporte marítimo como novos destinos para o biocombustível brasileiro

Com novas usinas de etanol de milho entrando em operação a todo momento e expandindo a produção brasileira, o mercado começa a se perguntar: Para onde vai todo esse etanol adicional?

Leia mais

A Solenis e a NCH Corporation uniram forças

Lucro líquido da Bunge sobe 91,6% no 3º trimestre, para US$ 318 milhões; ações caem

Açúcar reage nas bolsas, mas ainda acumula perdas na semana; mercado interno mantém valorização

Petrobras (PETR4) bate recorde de produção de petróleo e gás no 3T26, com alta de 11,7% em um ano

Hoje, o etanol de milho já responde por cerca de 20% de toda a produção brasileira de etanol e, segundo projeções da consultoria L.E.K. Consulting, pode representar um terço dos 30 bilhões de litros de biocombustíveis estimados para o país até 2030.

Para FS e Inpasa, os maiores produtores de etanol de milho do país, parte da resposta está no mercado externo. E o destino, tanto geográfico quanto do uso, tem uma ordem que se começa a desenhar: primeiro, a Ásia amplia a mistura de etanol na gasolina; depois, aviação e transporte marítimo podem se transformar em novos destinos para o biocombustível brasileiro.

Nesta terça-feira, 16, durante o evento Argus Biofuels & Feedstocks Latin America Conference, executivos das companhias afirmaram que o etanol brasileiro reúne características que o colocam em posição privilegiada para capturar a demanda internacional por combustíveis de menor intensidade de carbono.

O desafio é particularmente relevante porque o mercado externo ainda absorve uma parcela relativamente pequena da produção nacional. As exportações brasileiras de etanol somaram 1,6 bilhão de litros em 2025, queda de 14,6% em relação a 2024 e o menor volume embarcado desde 2017.

Durante um painel no evento, o diretor comercial de etanol da FS, Paulo Trucco, citou que vê a região asiática como uma das oportunidades imediatas para expandir as exportações brasileiras do biocombustível.

Ele relembra que países como Vietnã, Filipinas, Japão, Tailândia e Indonésia discutem atualmente aumentos nos mandatos de mistura de etanol à gasolina, em um movimento que combina descarbonização com segurança energética.

“Nessas regiões, a discussão começa pela redução da dependência dos combustíveis fósseis. São países altamente importadores de energia e que procuram alternativas para diversificar o abastecimento”, afirma.

Para o executivo, a Índia funciona hoje como uma espécie de laboratório para a região. O país já opera com mistura E20 e passou a servir de referência para outros mercados asiáticos, que hoje trabalham com patamares mais baixos, como E5 ou E10, mas já discutem percentuais mais elevados no longo prazo.

A leitura dele é que, assim como o Brasil, os Estados Unidos também serão peça central nesse processo.

Os norte-americanos, enquanto maior produtor global de etanol, oferecem escala. Já o Brasil combina crescimento de produção – impulsionado principalmente pelo etanol de milho – com uma pegada de carbono menor pelo uso de biomassa como fonte energética nas usinas, diferente dos EUA, onde é utilizado o gás natural.

“Etanol de cana, de milho e o etanol dos Estados Unidos não são concorrentes. Todos serão necessários para atender os volumes que esses mercados demandarão”, afirmou Trucco.

Na esteira do acordo entre União Europeia e Mercosul, o Velho Continente também aparece no radar dos produtores brasileiros.

Segundo o diretor de trading da Inpasa, Renato Zicardi, o etanol vem ganhando espaço por lá não apenas como ferramenta de descarbonização do transporte rodoviário, mas também como um instrumento de diversificação energética em meio às tensões geopolíticas dos últimos anos.

“O etanol se mostrou uma opção de baixo custo para descarbonizar, mas também uma alternativa para reduzir riscos de abastecimento”, afirmou, citando a atual guerra no Oriente Médio.

Na avaliação do executivo, um dos movimentos mais relevantes é a discussão em alguns mercados sobre a substituição do MTBE (aditivo fóssil utilizado na gasolina) por etanol. Ao mesmo tempo, a baixa intensidade de carbono do biocombustível produzido na América Latina vem elevando sua atratividade no continente.

Zicardi também menciona o acordo entre os blocos econômicos como um potencial catalisador adicional para esse fluxo comercial. Segundo ele, a redução das tarifas de importação – que estão na mesa para serem discutidas – pode tornar o etanol brasileiro mais competitivo e fortalecer o corredor de exportação entre América do Sul e Europa.

Enquanto os embarques de etanol já podem crescer no curto-prazo para ser utilizado de forma direta, seu destino para outros fins – SAF e bunkering – ainda pode demorar um pouco mais.

Paulo Trucco, da FS, cita que o movimento ainda está em fase inicial e deve se materializar em uma escala mais relevante apenas no médio e longo prazo. Ainda assim, projetos pilotos já estão em andamento e o mercado parece ter incorporado a ideia de que esses setores farão parte da próxima fronteira de crescimento do biocombustível.

Na avaliação do executivo, o desafio agora é de construir mercados e mecanismos de precificação. Ele explicou que o etanol ainda é negociado majoritariamente de forma regional, enquanto aviação e navegação operam com dinâmicas globais próprias.

Na Inpasa, a aposta é mais enfática em relação ao transporte marítimo. Segundo Renato Zicardi, a indústria de bunkering representa uma “fronteira muito latente” para o biocombustível brasileiro.

“Se você olhar para a demanda global de combustíveis marítimos, estamos falando de cerca de 300 milhões de toneladas por ano. Uma mistura de apenas 1% já exigiria algo próximo de 6 milhões de metros cúbicos de etanol. É uma avenida de crescimento gigantesca”, afirmou.

O executivo destacou que mais da metade do abastecimento marítimo (bunkering) global ocorre em Singapura, mercado que vem ampliando discussões sobre combustíveis de menor intensidade de carbono. Na visão da Inpasa, o etanol chega à disputa com algumas vantagens relevantes: a tecnologia já está disponível, há escala de produção e o custo é competitivo.

“Esse mercado vai precisar ser atendido por diferentes rotas, seja etanol de milho, de cana ou até de outros países. O etanol precisa ser visto como solução, não como problema. Ele tem que conseguir entregar competitividade, descarbonização e segurança de abastecimento”, afirmou.

Já no caso do SAF, embora a rota alcohol-to-jet (álcool-para-querosene de aviação) esteja aprovada e também avance em projetos-piloto, a percepção dos executivos é que a navegação marítima pode se transformar em uma oportunidade comercial mais imediata para o etanol, justamente pela escala da demanda e pela pressão crescente sobre o setor para reduzir emissões.

Por: Gustavo Lustosa | Fonte: AgFeed

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Safra atual deve ser uma das piores para o setor sucroenergético

Próximo post

Jalles prevê moagem de cana 10% maior na safra 2026/27

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

A Solenis e a NCH Corporation uniram forças

A Solenis e a NCH Corporation uniram forças

30 outubro, 2026
bunge

Lucro líquido da Bunge sobe 91,6% no 3º trimestre, para US$ 318 milhões; ações caem

30 outubro, 2026

Açúcar reage nas bolsas, mas ainda acumula perdas na semana; mercado interno mantém valorização

30 outubro, 2026
Petrobras (PETR4) bate recorde de produção de petróleo e gás no 3T26, com alta de 11,7% em um ano

Petrobras (PETR4) bate recorde de produção de petróleo e gás no 3T26, com alta de 11,7% em um ano

29 outubro, 2026
Vibra e Petrobras: O que a reeleição de Lula muda na disputa pela marca BR

Vibra e Petrobras: O que a reeleição de Lula muda na disputa pela marca BR

28 outubro, 2026
Subsídios e barreiras comerciais transformam açúcar e etanol em instrumentos geopolíticos

Subsídios e barreiras comerciais transformam açúcar e etanol em instrumentos geopolíticos

28 outubro, 2026
Lula diz que, se dependesse de dinheiro do governo, agronegócio de SC deveria ‘se ajoelhar’ para ele

Após reeleição, veja o que o novo governo Lula propõe para os biocombustíveis

27 outubro, 2026
“Ninguém imaginou” preço do petróleo, diz presidente da Petrobras

“Ninguém imaginou” preço do petróleo, diz presidente da Petrobras

26 outubro, 2026
Lula consolida maioria no segundo turno e assegura novo mandato presidencial

Lula consolida maioria no segundo turno e assegura novo mandato presidencial

25 outubro, 2026
Governo arrecada R$ 12,9 bilhões com imposto de exportação de petróleo em 2026

Governo arrecada R$ 12,9 bilhões com imposto de exportação de petróleo em 2026

23 outubro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Setor bioenergético discute integração entre agrícola, indústria e suprimentos em evento técnico em Sertãozinho

Jalles prevê moagem de cana 10% maior na safra 2026/27

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Trabalhador de 51 anos morre em acidente na Usina Carolo, em Pontal (SP)

Trabalhador de 51 anos morre em acidente na Usina Carolo, em Pontal (SP)

27 outubro, 2026
Usina São Martinho inicia expansão bilionária de R$ 1,1 bi em Goiás para produzir mais 270 milhões de litros de etanol de milho por ano

Usina São Martinho inicia expansão bilionária de R$ 1,1 bi em Goiás para produzir mais 270 milhões de litros de etanol de milho por ano

26 outubro, 2026
Incêndio atinge tanque de etanol da Viralcool em Pitangueiras, no interior de SP [VEJA VÍDEOS]

Incêndio atinge tanque de etanol da Viralcool em Pitangueiras, no interior de SP [VEJA VÍDEOS]

26 outubro, 2026
Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

Safra 2027/28 pode atingir 650 milhões de toneladas de cana

27 outubro, 2026
Mubadala e FS avaliam a compra de dívida da Raízen, dizem fontes

Mubadala e FS avaliam a compra de dívida da Raízen, dizem fontes

29 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36