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AGCO reverte prejuízo e lucra US$ 95,5 milhões no quarto trimestre de 2025

Maria Reis por Maria Reis
9 fevereiro, 2026
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Tempo de leitura: 4 minutos
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A AGCO, fabricante norte-americana de máquinas agrícolas de marcas como Valtra e Massey Ferguson, reportou lucro líquido de US$ 95,5 milhões, ou US$ 1,30 por ação, no quarto trimestre de 2025.

O resultado reverte o prejuízo de US$ 255,7 milhões, ou US$ 3,42 por ação negativo, reportado em igual período de 2024. Em termos ajustados, o lucro por ação avançou de US$ 1,97 para US$ 2,17. As vendas líquidas da companhia somaram US$ 2,92 bilhões no período, alta de 1,1% ante o reportado no quarto trimestre de 2024.

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O CEO da AGCO, Eric Hansotia, destacou que a empresa entregou resultados sólidos no quarto trimestre, alcançando margem operacional ajustada de 10,1%, o que reflete a capacidade da equipe de entregar resultados mesmo diante das pressões contínuas sobre a renda agrícola e das dinâmicas do comércio global que influenciaram a atividade geral da indústria.

“Mesmo neste ambiente, aumentamos nossa participação de mercado global, incluindo nossos maiores ganhos de participação na América do Norte em equipamentos agrícolas de grande porte”, afirmou.

Hansotia acrescentou que a aplicação de um planejamento disciplinado de produção permitiu que a AGCO encerrasse 2025 com estoques da empresa e de concessionárias significativamente menores em comparação aos níveis do ano anterior.

“Nossa margem operacional ajustada do ano completo de 7,7% foi quase o dobro do desempenho registrado no fundo do último ciclo”, disse, ressaltando que a forte gestão de capital de giro também apoiou um fluxo de caixa livre recorde, representando aproximadamente 188% de conversão de fluxo de caixa livre.

No ano completo de 2025, as vendas líquidas foram de aproximadamente US$ 10,1 bilhões, queda de 13,5% em comparação com 2024. O lucro reportado no ano foi de US$ 9,75 por ação, enquanto o lucro ajustado foi de US$ 5,28 por ação. Esses resultados se comparam ao prejuízo reportado de US$ 5,69 por ação e ao lucro ajustado de US$ 7,50 por ação em 2024. A empresa gerou fluxo de caixa operacional de US$ 988 milhões e fluxo de caixa livre recorde de US$ 740 milhões.

Na América do Norte, as vendas da AGCO caíram 8,5% no quarto trimestre de 2025 ante igual período de 2024, excluindo o impacto da conversão cambial favorável, somando US$ 466 milhões. Vendas mais fracas do setor e níveis de produção abaixo da demanda do mercado final contribuíram para vendas menores, com as quedas mais significativas ocorrendo em pulverizadores e tratores de médio porte.

Já as vendas na América do Sul recuaram 9,3%, excluindo o impacto cambial, para US$ 259,9 milhões. Na Europa e Oriente Médio, as vendas chegaram a US$ 2,018 bilhões, queda de 0,7% em moeda constante. Na região que reúne Ásia, Pacífico e África, houve alta de 2,8%, para US$ 176,8 milhões.

Em relatório, a companhia destacou que as vendas de tratores no varejo da indústria norte-americana diminuíram 10% em 2025, com os declínios mais pronunciados ocorrendo nas categorias de maior potência, particularmente nos meses recentes. As vendas de colheitadeiras caíram 27% na comparação anual.

“A economia agrícola atual, a evolução da demanda por exportação de grãos e os custos elevados de insumos devem continuar a pressionar a demanda da indústria ao longo de 2026, especialmente para equipamentos maiores”, afirmou a AGCO.

Além disso, as vendas de tratores no varejo da indústria brasileira diminuíram 2% em 2025, disse a AGCO, refletindo demanda mais fraca por tratores maiores, parcialmente compensada por demanda melhorada para tratores pequenos e médios.

“Embora a produção agrícola tenha permanecido saudável e certos desenvolvimentos comerciais tenham proporcionado oportunidades para os agricultores, a demanda por equipamentos maiores ainda não mostrou crescimento renovado”, explicou. Altos custos de financiamento, crédito apertado e dinâmicas políticas mais amplas devem continuar a restringir a demanda em 2026.

Já na Europa Ocidental, as vendas de tratores no varejo da indústria diminuíram 7% em 2025 em comparação com o ano anterior, com quedas porcentuais de dois dígitos na maioria dos mercados, exceto Espanha e Itália, que apresentaram crescimento. “Renda agrícola relativamente saudável em 2026, impulsionada principalmente pelos produtores de laticínios e pecuária, bem como uma frota envelhecida, devem apoiar a demanda da indústria ligeiramente acima dos níveis de 2025”, disse.

Para 2026, a companhia projetou que as vendas líquidas devem variar entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões. As margens operacionais ajustadas estão projetadas para ficar entre 7,5% e 8%. Os volumes de produção devem permanecer relativamente estáveis, com controles de custos e preços positivos contribuindo para os resultados.

Com base nessas premissas, o lucro por ação de 2026 está previsto em aproximadamente US$ 5,50 a US$ 6,00. Essas estimativas incorporam o impacto esperado das tarifas em vigor em 5 de fevereiro de 2026, juntamente com as estratégias de mitigação da AGCO.

“Em 2026, permaneceremos dedicados ao avanço de nossa estratégia agricultor em primeiro lugar”, disse Hansotia. “Nosso pipeline de inovação permanece robusto, com uma lista completa de novos lançamentos de produtos projetados para ajudar a tornar os agricultores mais produtivos e lucrativos. Este nível de inovação, aliado às nossas iniciativas contínuas de redução de custos, demonstra a força de nossa execução”, concluiu.

Por: Leandro Silveira | Fonte: Agência Estado

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