terça-feira, abril 21, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

CerradinhoBio deixa IPO em aberto e milho já representa 80% do etanol

Maria Reis por Maria Reis
24 novembro, 2025
em Usinas
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Bioenergia Usinas
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Foto: Divulgação

Dentro do universo sucroenergético, uma empresa se destaca pela diversificação. A ideia da CerradinhoBio é simples: aproveitar o máximo das sinergias entre os negócios de etanol de cana-de-açúcar e milho para multiplicar seus resultados.

Fundada em 1974 como uma companhia agrícola, a CerradinhoBio começou a tomar sua forma atual em 2010, quando enfrentou um processo de reinvenção.

Leia mais

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

Inpasa embarca 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

“O futuro do setor depende de suas raízes”, diz Aryl Lyra, diretor presidente da Caeté

VLI renova contrato com BP Bioenergy e projeta expansão no escoamento de açúcar

Naquele ano, a empresa desinvestiu em São Paulo e direcionou seus investimentos para Goiás, iniciando uma nova fase de expansão e modernização. Desde então, a companhia cresce de 16% a 17% ao ano.

“Nós temos na cana uma diversificação com bastante mix de açúcar, além de toda representatividade do milho para o negócio como um todo. É algo ímpar no setor”, explica o CEO Renato Pretti, ao Money Times.

Entre 2010 e 2018, a empresa operava essencialmente etanol de cana-de-açúcar e energia. A grande mudança veio em 2015, quando, após estudos e viagens dos executivos aos EUA, a empresa começou a avaliar o investimento em etanol de milho.

Dois anos depois, a CerradinhoBio mergulhou de vez no segmento e inaugurou sua primeira planta de etanol de milho em novembro de 2019.

A grande virada para a CerradinhoBio e a possibilidade de um IPO

Foi com a inauguração dessa planta que o etanol de milho se materializou na grande virada da companhia, sem deixar a cana de lado.

“Nos posicionamos de forma antecipada no mercado de etanol de milho, uma das primeiras dentro do setor energético. A planta começou a gerar caixa e nós começamos a crescer no segmento, de forma que o etanol de milho passou a ser o nosso principal business”.

A empresa conta com plantas de unidades industriais em Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS). Apesar da migração para o Centro-Oeste, sua sede administrativa fica em Catanduva (SP).

Em Chapadão do Ceú, a CerradinhoBio conta com uma unidade de produção de etanol de cana, uma fábrica de açúcar e uma unidade de produção de etanol a partir do milho, da sua subsidiária Neomille.

“O modelo de Chapadão do Céu não é um modelo de usina flex puro (que pode processar duas ou mais matérias-primas), porque a planta de milho opera o ano todo e o único suprimento que abastece a usina é o vapor e a energia. Tirando isso, ela é independente, e cada uma tem um CNPJ diferente”, explica.

Em Maracaju, funciona uma unidade industrial de produção de etanol a partir do milho, também da Neomille, além de um terminal de transbordo, em Chapadão do Sul.

Recentemente, a companhia anunciou uma expansão da sua indústria de etanol de milho em Chapadão do Sul, com um investimento de R$ 140 milhões que vai permitir que a moagem saia de 860 mil para 1,2 milhão de toneladas por ano

Nos seis primeiros meses da safra 2025/2026, a companhia produziu 469 mil m³ de etanol. Atualmente, 80% da produção do biocombustível é feita com milho, com os outros 20% a partir da cana-de-açúcar.

“Estamos muito felizes com os seis primeiros meses da nossa operação na safra, mas sabemos que teremos desafios em termos de preços do etanol e do açúcar no próximo ano. Apesar disso, nos vemos bem preparados para lidar com momentos mais tensos”.

Registrada na CVM na Categoria A, a empresa chegou a estudar um IPO em agosto de 2021, com a liderança do Itaú BBA. No entanto, em fevereiro de 2022, a empresa decidiu desistir da operação dada a conjuntura de mercado da época.

“Somos uma empresa de capital aberto sem ações emitidas, e, naturalmente, por estarmos operando dessa forma, temos a pretensão de abrir capital um dia. Acho que estamos vivendo bem sem o IPO, mas é algo que sem dúvida está sempre no nosso radar”.

Pretti explica que a empresa pertence integralmente à família Sanches Fernandes, controladora da Cerradinho Participações.

A holding conta também com a Cerradinho Terra, Cerradinho Log, W7 Energia e a Neomille, subsidiária da CerradinhoBio com foco na produção de etanol de milho e DDGs (Grãos Secos de Destilaria). 

Não vemos Fla-Flu entre milho e cana’

O CEO explica que cada um dos negócios de etanol conta com sua política de gestão de risco e seus pontos fortes.

“A biomassa, de fato, já é um dificultador para expansão da oferta de etanol de milho, que, diferente da cana, usa essa biomassa para ser autossuficiente na produção, uma barreira relevante. Mas a cana hoje tem custos maiores, algo que pode mudar pela dinâmica de preços do milho”.

O milho representa algo entre 70% a 80% do custo do etanol, e, pelo cenário atual de preços, o grão é muito mais competitivo que a cana para a produção de etanol.

“Por outro lado, a cana te dá a possibilidade de produzir açúcar de forma representativa, com um bom hedge, o que dá uma maior previsibilidade. É uma competição sadia do ponto de vista de entender oportunidades de cada um dos lados e não ficar num clássico Fla-Flu. Acho que isso não faz sentido.”

O grande diferencial da companhia é poder acelerar investimentos em etanol de milho quando ele remunera melhor e aproveitar momentos de fortes preços do açúcar dentro da operação da cana, segundo o executivo.

“Somos o terceiro maior player de etanol de milho [atrás apenas de Inpasa e FS Bioenergia], mas a gente consegue ser bem competitivo em termos de custos. E na cana idem, com capacidade de moer mais de 6 milhões de toneladas de cana. A somatória dos negócios nos ajuda a ser mais competitivos”.

Quando ao DDG (Grãos Secos de Destilaria), subproduto da produção de etanol de milho, Pretti enxerga uma demanda adormecida a ser explorada no mercado interno e afirma que o crescimento da indústria do biocombustível feito através do grão estimulará ainda mais o uso do insumo.

A CerradinhoBio no 2T26

Na semana passada, a CerradinhoBio divulgou um lucro líquido de R$ 102,52 milhões no segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26), uma alta em relação aos R$ 72,31 milhões do mesmo período do ciclo passado.

A moagem total da companhia – considerando cana-de-açúcar e seu equivalente em milho – teve alta de 1,9% no período, totalizando 4,27 milhões de toneladas.

A produção total de etanol caiu 23,2% em relação ao segundo trimestre do ano-safra 2024/25, somando 243 milhões de litros. A produção de açúcar, por sua vez, foi de 207 mil toneladas.

No ciclo atual, segundo o CEO, 90% do milho já foi adquirido para produção do etanol, enquanto que para o ciclo 26/27, 15% do total já foi adquirido

No final da safra 2025/2026, a expectativa é de que a receita líquida cresça 20% em relação ao ciclo anterior, enquanto a moagem e produção de etanol avancem 5% no mesmo comparativo

Por: Pasquale Augusto | Fonte: BrasilAgro

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Turbina 100% a etanol inaugura nova etapa da geração térmica no Brasil

Próximo post

Raízen faz acordo para processo de impor preço a postos da Shell

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, ao menos R$ 12 bi em usinas de etanol de milho

Inpasa embarca 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

20 abril, 2026
“O futuro do setor depende de suas raízes”, diz Aryl Lyra, diretor presidente da Caeté

“O futuro do setor depende de suas raízes”, diz Aryl Lyra, diretor presidente da Caeté

17 abril, 2026

VLI renova contrato com BP Bioenergy e projeta expansão no escoamento de açúcar

17 abril, 2026
Grupo Santo Antônio ampliou produção de açúcar na safra 2024/25 mesmo com menor moagem de cana

Grupo Santo Antônio ampliou produção de açúcar na safra 2024/25 mesmo com menor moagem de cana

17 abril, 2026
Grupo Santo Antônio avança na mecanização da colheita e quer ampliar área colhida por máquinas

Grupo Santo Antônio avança na mecanização da colheita e quer ampliar área colhida por máquinas

15 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen tem reunião com credores, que não gostam da ideia de converter dívida em ações

9 abril, 2026
BTG revisa recomendação para ações de São Martinho, Jalles e Adecoagro

BTG revisa recomendação para ações de São Martinho, Jalles e Adecoagro

9 abril, 2026
Usina Coruripe conclui migração para novo sistema de gestão e avança na transformação digital

Usina Coruripe conclui migração para novo sistema de gestão e avança na transformação digital

7 abril, 2026
Cocal vence leilão e usará biometano para gerar eletricidade

Cocal vence leilão e usará biometano para gerar eletricidade

7 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen faz acordo para processo de impor preço a postos da Shell

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Cade aprova venda de usinas da Raízen para Thopen em operação de até R$ 600 milhões

Credores da Raízen propõem injeção de R$ 8 bilhões e saída de Rubens Ometto, dizem fontes

20 abril, 2026
Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

Dedini vence Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste na categoria “Melhores Empresas” da área industrial

16 abril, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
Agrishow 2024 fecha com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios e aposta em melhor experiência ao cliente

Agrishow consolida protagonismo do Brasil na segurança alimentar global

17 abril, 2026
Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

9 abril, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36