China planejam cortar taxas sobre milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farelos

China e Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias, em um acordo que inclui produtos agrícolas americanos. A Casa Branca divulgou uma lista com mais de 1.600 produtos, considerados “não sensíveis”. A lista não incluiu a soja em grão, um dos produtos agrícolas americanos mais afetados pela guerra comercial entre os dois países.
A relação indica que a China planeja reduzir tarifas sobre milho, trigo, sorgo e laticínios. Incluiu farelo e óleo de soja e sementes de soja e arroz. Entre os produtos das agroindústrias constam açúcar de beterraba, açúcar de cana, frutose, cacau em pó, manteiga de cacau, pasta de cacau, chocolates, entre outros.
No capítulo de carnes, foram incluídas carne bovina, de frango e suína, incluindo miúdos. Entre os pescados, foram incluídas as carnes de tilápia, atum, salmão, camarão, lagosta, ostras, entre outros.
O anúncio da lista ocorre poucos dias após um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nos Estados Unidos. Em nota, Jamieson Greer, representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), disse que o acordo busca melhorar o acesso para 30% das exportações dos EUA à China.
Reportagem da agência de notícias Reuters informa que o acordo prevê a prorrogação da trégua comercial entre os dois países até 10 de janeiro. Uma das listas divulgadas pela Casa Branca parece ter sido planejada para ajudar a China a cumprir o compromisso de comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Os dois países também criarão um grupo de trabalho agrícola no âmbito de um conselho comercial. Segundo a agência, a primeira reunião deve ocorrer antes do fim do ano, com discussões sobre acesso bilateral aos mercados e regulamentação.
Por: Mariana Letizio e Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural
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