sexta-feira, junho 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Clima melhora perspectivas de moagem para 2025/26 – Por: Marcos Fava Neves

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
23 janeiro, 2025
em Cana de Açúcar
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Culturas Cana de Açúcar
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

BOLETIM CANA30: Reflexões dos fatos e números do agro em dezembro/janeiro e o que acompanhar em fevereiro

Na cana, a moagem acumulada da safra 2024/25 atingiu 613,6 mi de t até 1º de janeiro, uma queda de 4,7% em relação às 644,2 mi de t do mesmo período do ciclo anterior, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). 

Leia mais

Bicudo da cana: veja as principais formas de controle da praga

Safra atual deve ser uma das piores para o setor sucroenergético

Moagem de cana cai no Norte e Nordeste, mas produção de etanol cresce

Centro-Sul fecha safra com 611,15 milhões de toneladas e etanol ganha peso no planejamento das usinas

O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) acumulado alcançou 141,28 kg/t, um leve aumento de 1,2% em relação ao ciclo anterior. Já em relação ao mix de produção, a posição acumulada é de 48,16% para o açúcar (queda) e 51,84% (alta) para o etanol. 

A safra de cana-de-açúcar 2024/25 no Centro-Sul encerrou dezembro com produtividade média de 78 t/ha, queda de 10,8% frente à safra anterior (87,5 t/ha). Ainda assim, o valor supera em 1,4 t a média das últimas dez safras. O teor de açúcar total recuperável (ATR) subiu para 136,3 kg/t, 1,8 kg/t acima da safra passada, mas em dezembro houve redução na qualidade da matéria-prima e na produtividade agrícola em relação ao ciclo anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

A safra 2025/26 de cana-de-açúcar deverá ser marcada por menor moagem, estimada entre 581 mi e 620 mi de t na região Centro-Sul, em consequência do clima adverso e dos incêndios ocorridos em 2024. 

No açúcar, a produção somou 39,8 mi de t, uma queda de 5,4% em relação às 42,0 mi de t do ciclo anterior. 

Quanto as exportações do adoçante, o Brasil embarcou 2,8 mi de t em dezembro, uma redução de 25,2% frente ao ano anterior, de acordo com dados do Mapa.

Enquanto isso, o valor exportado foi de R$ 1,3 bilhão, ou seja, 33,4% menor na comparação anual. Os preços médios de exportação também sofreram queda, de 10,9%, ficando em US$ 479/t. No entanto, olhando para o acumulado do ano de 2024, a quantidade exportada somou 38,4 mi de t (+22,2%), resultando em um montante financeiro de R$ 18,6 bilhões (+18,1%), devido a produção recorde em 2023/24 (45,7 mi de t) aliada a produção fraca em outros mercados. 

O Brasil deve consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar em 2025, beneficiado por preços firmes no mercado interno e externo. No cenário doméstico, a possibilidade de arbitragem com o mercado global e um crescimento econômico moderado sustentam valores em patamares elevados. Além da fronteira, a forte demanda de países emergentes (como Paquistão e Indonésia), a redução dos estoques mundiais e a manutenção do câmbio em nível favorável impulsionam as exportações brasileiras, com preços podendo superar 18 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures. Além disso, tensões comerciais entre grandes potências podem abrir mais oportunidades de negócios para o Brasil, tanto em açúcar quanto em etanol, reforçando a posição do país como protagonista no setor. 

Os preços globais do açúcar registraram nova queda mensal nos principais pontos de negociação. Em Nova York, o contrato para mar/25 estava cotado em 18,22 centavos de dólar por libra-peso na data de fechamento da nossa coluna; era de 19,8 cents/lbp há um mês. Já os contratos para mai/25, jul/25 e out/25 fecharam em 17,08 cents/lbp, 16,80 cents/lbp e 16,93 cents/lbp, respectivamente. Em Londres, o contrato mais próximo, de março, fechou em US$ 481,50/t. Já no mercado interno, segundo dados do Cepea/Esalq, o Açúcar Cristal Branco ficou em R$ 153,41/sc (50 kg), queda mensal de 4,9%.

No etanol, a produção acumulada do biocombustível alcançou 32,4 bilhões de litros, um crescimento de 3,1% frente ao ciclo anterior. Deste total, 20,6 bilhões de litros foram de etanolhidratado (+9,8%) e 11,8 bilhões de litros de anidro (-6,9%). 

O etanol a partir do milho mostrou forte desempenho, com produção acumulada alcançando 6,0 bilhões de litros, um avanço de 30,8%. Na segunda metade de dezembro, 82,7% do etanol total produzido foi oriundo do milho, somando 402,1 mi de litros (+43,9% na comparação anual).

Em dezembro, as vendas de etanol totalizaram 2,9 bilhões de litros (+2,5%). O mercado interno foi responsável por 1,8 bilhão de litros de hidratado (-1,7%) e 1,0 bilhão de litros de anidro (+15,5%). No acumulado da safra até 1º de janeiro, as vendas somaram 26,8 bilhões de litros, um aumento de 11,8%, com destaque para os 17,3 bilhões de litros de hidratado (+20,3%), enquanto o anidro alcançou 9,5 bilhões de litros (-0,9%). Isso porque apesar da menor oferta de cana-de-açúcar, as vendas foram sustentadas pelo etanol produzido a partir do milho, menor nível de exportação, estoques de passagem mais elevados no início da safra 2024/25 e menor proporção da cana destinada ao açúcar. 

No mercado de CBios, em 2024, 50,0 mi de Créditos de Descarbonização (CBios) foram disponibilizados para negociação, superando a meta compulsória de 38,8 mi. Após o cumprimento das metas, restaram mais de 16 mi de créditos disponíveis para negociação em 2025, o equivalente a 1/3 da nova meta, segundo dados da B3.

O etanol de milho segue crescendo de forma expressiva no país. Estimativas recentes da Unem (União Nacional do Etanol de Milho) indicam uma produção de 8,2 bilhões de litros até o final de 2024/25, 200 mi de litros acima da previsão inicial. Este volume é 30% superior ao da safra 2023/24, quando foram produzidos 6,4 bilhões de litros. Entre janeiro e março de 2025, a Unem prevê que sejam ofertados 2 bilhões de litros de etanol de milho, garantindo a oferta do biocombustível durante a entressafra da cana, quando, tradicionalmente, os preços do etanol cresciam, em vista da menor oferta. A organização também estima uma produção de 4 mi de t de farelos de milho, dos quais, 800 mil t devem ser exportadas.

Os preços do etanol, no relatório divulgado pela SCA do Brasil, estavam em R$ 3,360/l para o hidratado e R$ 3,260/l para o anidro, queda mensal de 0,3% e alta mensal de 0,3%, respectivamente. Os valores consideram a praça de Ribeirão Preto (SP) como referência e já incluem os impostos.

Valor do ATR: no último mês de 2024, o valor do Açúcar Total Recuperável (ATR), divulgado pelo Consecana, ficou em R$ 1,2872/kg, crescimento mensal de 4,7%. O histórico da safra 2024/25 é composto por: abr/24, R$ 1,1879/kg; mai/24, R$ 1,1684/kg; jun/24, R$ 1,1635; jul/24, R$ 1,1759/kg; ago/24, R$ 1,1730/kg; set/24, R$ 1,1507/kg; out/24, R$ 1,1716/kg; nov/24 R$ 1,2294 e dez/24 em R$ 1,2872/kg. No acumulado da safra, o valor do ATR está em R$ 1,1776/kg. Nossa sugestão é de que feche entre R$ 1,18 e 1,19/kg no final de março. 

Para concluir, os cinco principais fatos para acompanhar em fevereiro na cadeia da cana:

  1. Estimativas para a safra 2025/26, especialmente em vista das atualizações recentes com o clima. As chuvas no final de 2024 e início desse ano, trouxeram uma visão otimista do setor e algumas consultorias já falam em 620 a 630 mi de t moídas, acima das 600 previstas anteriormente (Safras & Mercado).
  2.  Neste período de entressafra (apesar de ainda termos usinas em operação), vamos acompanhar a oferta de etanol no mercado e os impactos nos preços. Segundo a UNEM, neste 1º trimestre de 2025, devem ser produzidos cerca de 2 bilhões de litros de etanol de milho.
  3. Avaliar se as vendas do etanol seguem aquecidas neste início de ano, especialmente com a tendência de queda nos preços do petróleo. Dezembro foi mais um mês de alta para o anidro e o hidratado; e na safra atual, acumulamos alta de 12% nas vendas do biocombustível.
  4. Em relação ao petróleo, voltou a passar os US$ 80/barril no último mês, mas a tendência é de baixa com a posse do presidente Donald Trump, que promete participar diretamente das negociações envolvendo Rússia e Ucrânia; e também deve divulgar medidas na área energética. No fechamento da nossa coluna, o Brent estava em US$ 79,73/barril (alta mensal de 10,2%), enquanto o Crude estava em US$ 76,58/barril (+ 10,6%).
  5. Por fim, no açúcar, observar os preços com as estimativas que virão do Brasil e dos outros grandes produtores. Se a atual defasagem dos preços dos combustíveis for corrigida no Brasil, é um fator de alta.

Marcos Fava Neves
Professor Titular (em tempo parcial) da Faculdade de Administração da USP (Ribeirão Preto – SP) e da Harven Agribusiness School (Ribeirão Preto – SP). Sócio da Markestrat Group. É especialista em Planejamento Estratégico do Agronegócio. Confira textos e outros materiais em DoutorAgro.com e veja os vídeos no Youtube (Marcos Fava Neves). 

Vinícius Cambaúva
Associado na Markestrat Group e professor na Harven Agribusiness School, em Ribeirão Preto – SP. Engenheiro Agrônomo pela FCAV/UNESP, mestre e doutorando em Administração pela FEA-RP/USP. É especialista em comunicação estratégica no agro.

Beatriz Papa Casagrande
Consultora na Markestrat Group, aluna de mestrado em Administração de Organizações na FEA-RP/USP e especialista em inteligência de mercado para o agronegócio.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Cana-de-açúcar no Brasil alcança terceira maior safra

Próximo post

São Martinho capta US$ 165 milhões com IFC para fábrica de biometano na usina Santa Cruz

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Bicudo da cana: veja as principais formas de controle da praga

Bicudo da cana: veja as principais formas de controle da praga

23 junho, 2026
Safra atual deve ser uma das piores para o setor sucroenergético

Safra atual deve ser uma das piores para o setor sucroenergético

18 junho, 2026
SCA Brasil projeta moagem de cana 5,4% menor no Centro-Sul em 2025/26

Moagem de cana cai no Norte e Nordeste, mas produção de etanol cresce

2 junho, 2026
Conab inicia levantamento sobre safra 2025/26 de cana-de-açúcar em 19 estados brasileiros

Centro-Sul fecha safra com 611,15 milhões de toneladas e etanol ganha peso no planejamento das usinas

28 maio, 2026
Conab inicia levantamento sobre safra 2025/26 de cana-de-açúcar em 19 estados brasileiros

Safra de cana 2026 em SP começa antecipada e usinas ampliam aposta na produção de etanol

25 maio, 2026
Safra 2026/27 expõe pressão sobre custos no setor sucroenergético, apontam especialistas

Safra 2026/27 expõe pressão sobre custos no setor sucroenergético, apontam especialistas

22 maio, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

Moagem de cana tem queda nas regiões Norte e Nordeste

21 maio, 2026
SCA Brasil projeta moagem de cana 5,4% menor no Centro-Sul em 2025/26

Pecege revisa moagem para 635,5 milhões de toneladas, mas reduz projeção do ATR

19 maio, 2026
Cana-de-açúcar traz bons resultados para Pernambuco na safra 2022/2023

StoneX projeta déficit global de açúcar em 2026/27 e vê mudança estrutural no balanço

14 maio, 2026
Fornecedores de cana no NE pedem a Motta subvenção dentro do PL dos combustíveis

Fornecedores de cana no NE pedem a Motta subvenção dentro do PL dos combustíveis

12 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
São Martinho capta US$ 165 milhões com IFC para fábrica de biometano na usina Santa Cruz

São Martinho capta US$ 165 milhões com IFC para fábrica de biometano na usina Santa Cruz

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Zilor dribla quebra de safra, e lucro dá salto

Zilor dribla quebra de safra, e lucro dá salto

24 junho, 2026
Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

22 junho, 2026
Cocal conquista troféu “Cases de Sucesso” do Prêmio Visão Agro Centro-Sul com tecnologia que transforma vinhaça em fertilizante líquido

Cocal conquista troféu “Cases de Sucesso” do Prêmio Visão Agro Centro-Sul com tecnologia que transforma vinhaça em fertilizante líquido

19 junho, 2026
IG4 negocia compra de dívida da Raízen e mira comando da empresa reestruturada

IG4 negocia compra de dívida da Raízen e mira comando da empresa reestruturada

23 junho, 2026
Corte inédito na produção de energia preocupa usinas de cogeração no país

Corte inédito na produção de energia preocupa usinas de cogeração no país

23 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36