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StoneX projeta déficit global de açúcar em 2026/27 e vê mudança estrutural no balanço

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
14 maio, 2026
em Cana de Açúcar
Tempo de leitura: 6 minutos
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Home Culturas Cana de Açúcar
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Primeira estimativa da consultoria aponta desequilíbrio entre oferta e demanda de 550 mil toneladas, com impactos do El Niño, retração produtiva na Europa e alteração nos fluxos globais de comércio

O mercado global de açúcar entrará em déficit na safra 2026/27 (outubro a setembro), com um balanço negativo estimado em cerca de 550 mil toneladas, segundo a primeira estimativa da consultoria da StoneX para o próximo ciclo.

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Segundo a companhia, o número marca uma “inflexão relevante” após dois anos de superávit e sinaliza um cenário de maior aperto estrutural, impulsionado pela combinação entre riscos climáticos, redução de área plantada e mudanças no fluxo do comércio internacional.

“Nesta primeira leitura para 2026/27, já identificamos um déficit de aproximadamente 550 mil toneladas no balanço global de açúcar, o que altera de forma importante a dinâmica do mercado em relação aos ciclos anteriores”, afirma o analista de inteligência de mercado da StoneX, Marcelo Di Bonifácio Filho.

“Esse movimento ocorre mesmo com crescimento da produção brasileira e reflete perdas relevantes na oferta de outras regiões-chave”, complementa.

stonex 130526 saldo global acucar

Europa deve voltar a importar açúcar

Um dos principais vetores do déficit projetado pela consultoria está na União Europeia, onde a produção de açúcar a partir da beterraba deve recuar de forma significativa em 2026/27. A StoneX estima queda de 6,1% na área cultivada na UE‑27, reflexo da menor rentabilidade da cultura diante de preços internacionais mais baixos nos últimos anos e de riscos fitossanitários crescentes.

Com isso, a produção do bloco, somada ao Reino Unido, deve cair para 15,3 milhões de toneladas, retração anual de 12,5%. O movimento recoloca a UE‑27 como importadora líquida de açúcar, após ciclos em que o bloco apresentou superávits relevantes na balança comercial da commodity.

“A menor produção europeia terá impacto direto sobre o mercado internacional, especialmente no segmento de açúcar branco, que deve voltar a demandar volumes maiores de importação a partir de 2027”, destaca Di Bonifácio Filho.

El Niño pressiona a oferta asiática

Na Ásia, o principal fator de risco para 2026/27 é a formação do El Niño, fenômeno climático que historicamente reduz a intensidade das monções no Sul e Sudeste Asiático e compromete a produtividade agrícola.

Na Índia, maior produtora e consumidora global, a StoneX projeta produção de 27,9 milhões de toneladas de açúcar branco em 2026/27, queda anual marginal, apesar da expectativa de expansão de área. O ponto central está na produtividade.

“Em anos de El Niño, a Índia tende a registrar monções menos intensas, o que impacta diretamente o rendimento dos canaviais. Mesmo com maior área plantada, o potencial produtivo pode ser limitado”, explica o analista.

Com estoques de passagem mais restritos e incertezas quanto à matéria-prima, a StoneX estima que a Índia terá pouco espaço tanto para exportações de açúcar quanto para um desvio mais expressivo de cana para etanol na próxima temporada, o que reduz sua capacidade de aliviar o mercado global.

Na Tailândia, segundo maior exportador mundial, o cenário também é de retração. Após uma safra 2025/26 surpreendentemente forte, a StoneX projeta para 2026/27 uma queda de 14,6% na produção de açúcar, para 10,2 milhões de toneladas, refletindo a redução de área plantada, a maior competitividade da mandioca e o impacto negativo do El Niño sobre o regime de chuvas.

As exportações tailandesas devem cair de 8,5 milhões para 7,3 milhões de toneladas, diminuindo a disponibilidade de açúcar branco no mercado internacional.

China cresce e Paquistão surpreende

A China segue trajetória distinta dentro da Ásia, segundo a consultoria. O país caminha para o terceiro ano consecutivo de crescimento da produção, com estimativa de 12,5 milhões de toneladas em 2026/27, impulsionado por estímulos governamentais e maior atratividade econômica da cana frente a culturas concorrentes.

Ainda assim, os analistas acreditam que o avanço chinês não é suficiente para compensar as perdas projetadas na Índia, Tailândia e Europa.

No Paquistão, a safra 2025/26 surpreendeu com uma recuperação relevante da oferta. O país avalia a liberação de cotas de exportação, o que pode gerar efeitos pontuais no mercado de açúcar branco, mas sem alterar de forma estrutural o balanço global.

Brasil segue como pilar da oferta

No Brasil, a StoneX projeta que o Centro-Sul produza 41,5 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27, alta de 6%, sustentada por aumento de moagem e expectativa de maior mix açucareiro ao longo do ciclo. Mesmo assim, o início da safra ocorre com perfil mais etanoleiro, reflexo da forte vantagem do biocombustível no ciclo anterior.

“O Brasil continua sendo o principal fornecedor global e terá papel fundamental no abastecimento do mercado. No entanto, o aumento esperado da produção brasileira, por si só, não é suficiente para neutralizar as perdas observadas em outras regiões produtoras”, avalia Di Bonifácio Filho.

Mercado passa a precificar aperto

Com a combinação de menor oferta europeia, queda das exportações asiáticas e déficit no balanço global, a StoneX projeta alterações relevantes no fluxo comercial internacional de açúcar.

A demanda por açúcar bruto tende a crescer entre refinadores do Oriente Médio, Norte da África e Sul da Ásia, aumentando a dependência do produto brasileiro.

“Esse efeito em cascata deve ser mais perceptível a partir do primeiro trimestre de 2027, quando a Europa já não contará com açúcar doméstico suficiente e o Brasil estará fora do pico de exportações”, explica o analista.

Estoques recuam e relação estoque-uso cai

Os estoques globais de açúcar, que crescem em 2025/26 devido ao superávit, devem recuar 0,7% em 2026/27, para 75,6 milhões de toneladas, estima a StoneX. Com isso, a relação estoque-uso deve cair para 38,9%, sinalizando menor colchão de segurança ao mercado.

“O mercado tende a passar a precificar com mais intensidade o risco de aperto ao longo de 2027, especialmente à medida que os efeitos climáticos do El Niño se materializem e o fluxo global de açúcar branco fique mais restrito”, conclui Marcelo Di Bonifácio Filho.

Fonte: StoneX

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