quarta-feira, agosto 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Centro-Sul fecha safra com 611,15 milhões de toneladas e etanol ganha peso no planejamento das usinas

Maria Reis por Maria Reis
28 maio, 2026
em Cana de Açúcar
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Culturas Cana de Açúcar
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Em palestra no Seminário da Indústria 2026, Lucas Rodrigues, da UNICA, apontou maior produtividade, avanço do etanol de milho e pressão sobre preços como fatores centrais para a safra 2026/2027

O Centro-Sul fechou a safra 2025/2026 com 611,15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, e o etanol ganha peso no planejamento das usinas diante de um novo ciclo marcado por maior produtividade, avanço do milho e pressão sobre preços, segundo avaliação apresentada por Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), durante o Seminário da Indústria 2026, promovido pelo CEISE Br.

Leia mais

Nova estimativa da Conab prevê 705,2 milhões de toneladas de cana em 2026/27

Nova estimativa da Conab prevê 705,2 milhões de toneladas de cana em 2026/27

Moagem de cana cai 8,4% no Centro-Sul, açúcar recua 17,6% e produção de etanol avança

Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Na apresentação, Rodrigues destacou que o ciclo 2025/2026 registrou produção próxima de 40 milhões de toneladas de açúcar e 34 bilhões de litros de etanol. Dados da UNICA confirmam que a região produziu 40,43 milhões de toneladas de açúcar e 33,72 bilhões de litros de etanol, resultado que manteve o Centro-Sul entre os maiores patamares históricos do setor.

Para a safra 2026/2027, o especialista apontou um cenário com expectativa de maior área e produtividade, mas também com incertezas relevantes para a tomada de decisão das usinas. Entre os fatores citados estão clima, petróleo, política de combustíveis, preços de açúcar e etanol e o avanço de novas fontes de oferta.

Rodrigues afirmou que o regime de chuvas mais favorável tende a beneficiar a produtividade agrícola da cana-de-açúcar. Por outro lado, ele ponderou que esse movimento pode vir acompanhado de menor qualidade da matéria-prima, medida pelo ATR, sigla para Açúcar Total Recuperável. Mesmo assim, a produtividade maior ajuda a diluir custos fixos e pode reduzir o custo de produção de açúcar e etanol.

Etanol de milho amplia oferta e muda lógica do mix

O etanol de milho foi um dos pontos centrais da análise. Na safra 2025/2026, a produção a partir do cereal chegou a 9,19 bilhões de litros, alta de 12,26%, e passou a representar 27,28% do biocombustível produzido no Centro-Sul, segundo a UNICA.

De acordo com Rodrigues, a participação do etanol de milho deve superar 30% na safra 2026/2027, ampliando a oferta do biocombustível no mercado brasileiro. Esse crescimento muda a dinâmica do setor porque as unidades de milho são autônomas, ou seja, produzem etanol e não têm a alternativa de redirecionar matéria-prima para açúcar.

O especialista também lembrou que, no setor canavieiro, cerca de 20% das usinas não produzem açúcar. Com isso, aproximadamente 40% da produção nacional de etanol já é considerada fixa, sem mobilidade entre açúcar e biocombustível. Para Rodrigues, essa característica traz um efeito positivo do ponto de vista da segurança de abastecimento, mas reduz a flexibilidade industrial em momentos de mudança de preço.

No mercado de açúcar, a leitura apresentada foi de pressão nos preços internacionais, com o mercado antecipando superávit global. Já o etanol, apesar de ter mostrado recuperação, ainda deve operar abaixo dos valores observados na safra anterior. Para a tomada de decisão das usinas, a comparação precisa ser feita na mesma base de remuneração da matéria-prima, considerando açúcar e etanol em reais por quilo de ATR.

Maior oferta pode exigir queda de preço

Na abertura da safra, segundo Rodrigues, o etanol apareceu pagando ligeiramente mais do que o açúcar em média para o estado de São Paulo, embora essa relação varie conforme região, logística e posição comercial de cada unidade. A avaliação reforça a possibilidade de maior direcionamento da cana para o biocombustível no curto prazo.

O avanço da produção, porém, traz um desafio de demanda. Na safra passada, o etanol hidratado representou 23,3% do consumo de combustíveis leves, dentro do chamado ciclo Otto, que reúne motores usados principalmente em veículos leves flex e a gasolina. Com mais cana destinada ao etanol e expansão do milho, Rodrigues indicou que a oferta adicional pode chegar a cerca de 4 bilhões de litros.

Como combustível tem demanda pouco elástica, o especialista avaliou que a absorção desse volume deve exigir preços mais competitivos na bomba. Na prática, isso significa que a paridade do etanol em relação à gasolina precisa cair para estimular maior consumo e evitar desequilíbrio entre produção e mercado.

Outro ponto de atenção é a política de combustíveis. Rodrigues citou a incerteza gerada por medidas de desoneração da gasolina. Em maio, a Medida Provisória 1.358/2026 estabeleceu subvenção para gasolina e diesel, com objetivo de aliviar a alta de preços provocada pelo conflito no Oriente Médio; no caso da gasolina, o teto informado foi equivalente a R$ 0,89 por litro de tributos federais.

Setor sucroenergético reforça papel como produtor de energia

Na segunda parte da apresentação, Rodrigues afirmou que o setor sucroenergético já é essencialmente um negócio de energia. Ao converter açúcar, etanol e bioeletricidade para uma mesma base energética, ele destacou que a parcela correspondente ao etanol cresce, em média, 8,5% ao ano desde 1975, enquanto a do açúcar avança 4% ao ano.

A análise também amplia o papel do agronegócio na matriz energética nacional. Segundo Rodrigues, com base em estudo da Fundação Getulio Vargas a partir do Balanço Energético Nacional, cerca de 30% de toda a energia brasileira vem do agro. Quando observado apenas o universo das fontes renováveis, a participação do agronegócio chega a aproximadamente 60%.

No recorte da cana-de-açúcar, a biomassa do setor responde por quase 17% de toda a energia consumida no Brasil, patamar superior à média mundial de renováveis, citada na apresentação em 14%, e à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 13%.

Para usinas, fornecedores e indústrias da cadeia, a mensagem é que o etanol deve ganhar espaço não apenas como combustível, mas como parte de um portfólio mais amplo de bioenergia. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que a participação dos biocombustíveis no ciclo Otto pode chegar a 55% em 2035 no cenário médio e a 60% no cenário alto, reforçando o efeito da regulação e da transição energética sobre a demanda futura.

O cenário abre oportunidades, mas também exige gestão mais precisa de custos, mix de produção, logística e mercado. Para Rodrigues, a safra 2026/2027 começa com fundamentos favoráveis para maior oferta de etanol, mas a captura de valor dependerá da capacidade do setor de transformar produtividade, escala e competitividade em margem para as usinas e segurança energética para o país.

Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

CEO da Pentagro, André Lins confirma presença no Vision Tech Summit

Próximo post

Produção de etanol dos EUA cai 2% na semana, para 1,089 milhão de barris por dia

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Setor bioenergético discute integração entre agrícola, indústria e suprimentos em evento técnico em Sertãozinho

Nova estimativa da Conab prevê 705,2 milhões de toneladas de cana em 2026/27

25 agosto, 2026
SCA Brasil projeta moagem de cana 5,4% menor no Centro-Sul em 2025/26

Nova estimativa da Conab prevê 705,2 milhões de toneladas de cana em 2026/27

21 agosto, 2026
IA revoluciona o monitoramento de pragas na cana-de-açúcar

Moagem de cana cai 8,4% no Centro-Sul, açúcar recua 17,6% e produção de etanol avança

18 agosto, 2026
Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

13 agosto, 2026
Setor bioenergético discute integração entre agrícola, indústria e suprimentos em evento técnico em Sertãozinho

Nova tecnologia pode reduzir de 16 toneladas para 400 kg o material usado no plantio de um hectare de cana

12 agosto, 2026
Preço do açúcar é pressionado na ICE por previsões de chuvas no Brasil

EUA pressionam Brasil por acordo para recompor cota do açúcar

11 agosto, 2026
Mais de 600 mil hectares: veja os estados com as maiores áreas de plantio de cana na safra 2026/27

Mais de 600 mil hectares: veja os estados com as maiores áreas de plantio de cana na safra 2026/27

10 agosto, 2026
Moagem de cana no Centro-Sul cresce 10,68% na segunda quinzena de agosto, mas recua no acumulado

Moagem de cana caiu em junho no Centro-Sul e reduziu oferta de açúcar

7 agosto, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

6 agosto, 2026
Com queda do açúcar e tarifaço, usinas do Nordeste já falam em prejuízo

Déficit global de açúcar deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, diz StoneX

29 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Produção de etanol dos EUA aumenta 2% na semana, para 1,113 milhão de barris por dia

Produção de etanol dos EUA cai 2% na semana, para 1,089 milhão de barris por dia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

25 agosto, 2026
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

24 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36