quinta-feira, agosto 20, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
20 agosto, 2026
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Preços mudaram de rota no início do mês com efeitos do fenômeno na oferta

O El Niño já começa a afetar os principais polos de produção de açúcar do mundo, o que levou fundos especulativos a reverem suas apostas na bolsa e fez o preço da commodity disparar para o maior nível em 16 meses em Nova York, segundo acompanhamento do Valor Data. O impacto maior do fenômeno é no clima de Índia e Tailândia, dois importantes produtores globais — mas o Centro-Sul do Brasil não está imune.

Leia mais

Índia avalia reduzir tarifa sobre importação de açúcar para conter preços, dizem fontes

Jalles direciona moagem para açúcar em MG e vê safra mais açucareira em 2027/28

Adecoagro tem alta de 170% no lucro do 2º trimestre, com destaque para fertilizantes

Com menor receita em açúcar e etanol de milho, lucro da Cerradinho cai 93,7%

Ontem, os contratos mais negociados do açúcar demerara, com vencimento em outubro, fecharam a 17,47 centavos de dólar a libra-peso, o maior valor desde abril de 2025. Em uma sessão, a alta foi de 60 pontos, e no acumulado do mês, a valorização atingiu 281 pontos. Até 31 de julho, os preços ainda estavam abaixo de 15 centavos de dólar a libra-peso, como em boa parte dos 12 meses anteriores. O contratos para março, por sua vez, fecharam a 18,46 centavos de dólar a libra-peso.

O movimento concretiza o que analistas vinham aguardando há muito tempo: que os preços começassem a refletir os fundamentos de oferta mais apertada. Nos últimos meses, as consultorias já vinham prevendo uma demanda maior do que a oferta por causa dos impactos do El Niño, mas essas previsões ainda não haviam mudado o sentimento do mercado.

“Agora mudou a percepção. Vários fatores estão trazendo uma outra visão para o mercado”, afirmou Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting. As notícias mais recentes giraram em torno da Índia. Ontem, a Reuters informou que o governo indiano avalia medidas para importar açúcar sem tarifa, o que representaria uma inversão do papel da Índia nos últimos anos, quando o país foi um exportador de açúcar relevante.

A medida pode aliviar o aperto previsto na oferta local. Após o El Niño ser confirmado em junho, as chuvas diminuíram em julho. Normalmente, episódios de El Niño forte estão relacionados a menos chuvas de monções, como as que ocorrem na Índia. Em julho, algumas localidades em Maharastra, principal Estado produtor de cana da Índia, já registravam seca “excepcional”, e na última semana a situação repetiu-se em Uttar Pradesh, outro importante Estado produtor do país, de acordo com o India Drought Monitor.

Em meio a perspectivas ruins, as usinas da Índia indicaram que anteciparão o início da moagem de cana de outubro para agosto, o que ajudou a elevar os preços.

Na Tailândia, segundo maior exportador de açúcar, atrás do Brasil, o receio é que o El Niño interrompa as chuvas na próxima semana, no momento de desenvolvimento da cana, como indicou a usina local Khon Kaen Sugar (KKS). Analistas também apontam para previsões de produção menores em outros países da Ásia e até na Europa, dado o impacto do calor extremo nas lavouras de beterraba.

No Centro-Sul do Brasil, o El Niño deve começar a ter efeito na produção a partir de agora, ao ganhar força, segundo Fábio Marin, professor de engenharia de Biossistemas da Esalq/USP e coordenador do Sistema Tempocampo.

Mas, antes mesmo da formação do El Niño, o interior de São Paulo já vinha com mais chuvas acima da média desde o início do ano, provocando interrupções na colheita e reduzindo o teor de sacarose. Segundo Marin, a colheita já está atrasada em 28 dias no Centro-Sul. “Em setembro deve voltar a chover, aí talvez não se consiga colher o que falta e vai ter cana bisada [deixada para moer em 2027]”, afirmou.

Além disso, o menor teor de sacarose dificulta a produção de açúcar. Porém, Marin observou que as chuvas ajudam a melhorar a produtividade por hectare, o que tem efeito compensatório. Segundo ele, dados históricos mostram que o El Niño favorece os canaviais do Centro-Sul. “Em 90% dos anos de El Niño forte, a produtividade fica acima da média”, disse.

Ontem, Mark Bowman, da ADM Investor Services, mencionou em relatório dados do Ministério da Agricultura que indicam que a moagem de cana da segunda quinzena de julho no Centro-Sul do Brasil foi 8,4% menor na comparação anual, enquanto a produção de açúcar foi 17,6% inferior. A região já produziu 2,4 milhões de toneladas a menos de açúcar nesta safra.

“O El Niño pode causar uma frustração de 10 milhões de toneladas na safra [internacional] que começa em outubro”, projetou Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

As notícias recentes destravaram uma reversão de posições por parte dos fundos. Em duas semanas, eles realizaram compras líquidas de 145 mil contratos futuros, o maior volume em um intervalo de duas semanas nos últimos 20 anos, segundo a consultoria FG/A. Para o sócio Willian Hernandes, os fundos “parecem estar com receio de um El Niño muito forte”.

E o movimento pode se retroalimentar. “O mercado pode ser alimentado por uma cobertura de posições vendidas, trazendo mais volatilidade”, disse Arnaldo Corrêa. O índice de volatilidade no mercado futuro já subiu de 25% para 29%. Para ele, isso pode fomentar mais busca por proteção, levando a mais altas e o açúcar à casa dos 20 centavos de dólar.

Já Murici acredita que, com a intensidade do El Niño chegando ao ápice em outubro, os preços futuros podem subir ainda mais. “Nossa estimativa é de preços em 22 centavos de dólar em outubro, podendo ir a 25 centavos entre dezembro e primeiro trimestre do ano que vem”, afirmou.

Nesse cenário, algumas usinas já começaram a migrar para o açúcar. Foi o caso da Santa Vitória, da Jalles Machado, que desde o início de agosto está com mix mais açucareiro e avançou na fixação da produção adicional, disse Henrique Penna de Siqueira, diretor comercial da companhia, em teleconferência com analistas na segunda-feira.

Embora a valorização abra oportunidades de fixação de preço, há risco para usinas que vinham reforçando posições vendidas, segundo Corrêa. “Houve usina que, para não correr o risco de o preço cair abaixo de um mínimo, vendeu duas opções, porque não achava que o preço ia subir, e agora está vendida duas vezes”, disse. “Quem ficou vendido vai ter que recomprar posição ou comprar opções. E quando se compra mais opções, cresce a volatilidade”(Colaborou Paulo Santos, de Campina Grande)

Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios

Próximo post

Produção de etanol nos EUA cai 2,51%, para 1,089 milhão de barris por dia

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

Índia avalia reduzir tarifa sobre importação de açúcar para conter preços, dizem fontes

19 agosto, 2026
Liquidez do açúcar cristal é baixa; queda na parcial de junho é de 8%

Jalles direciona moagem para açúcar em MG e vê safra mais açucareira em 2027/28

18 agosto, 2026
Adecoagro tem alta de 170% no lucro do 2º trimestre, com destaque para fertilizantes

Adecoagro tem alta de 170% no lucro do 2º trimestre, com destaque para fertilizantes

13 agosto, 2026

Com menor receita em açúcar e etanol de milho, lucro da Cerradinho cai 93,7%

13 agosto, 2026
Petroleiras vão à Justiça e pedem liminar contra imposto sobre exportação

Petroleiras vão à Justiça e pedem liminar contra imposto sobre exportação

13 agosto, 2026
Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

13 agosto, 2026
Setor teme excesso de burocracia para registro de bioinsumos

Setor teme excesso de burocracia para registro de bioinsumos

12 agosto, 2026
Transpetro investe em tecnologia para combater furtos em dutos

Mesmo com subsídio, Petrobras mantém defasagem na venda de combustíveis

12 agosto, 2026
Maior feira mundial de bioenergia começa nesta terça-feira, dia 13, em Sertãozinho/SP

Fenasucro e Fenabio reforçam Sertãozinho como polo internacional da bioenergia

11 agosto, 2026
Conab inicia levantamento sobre safra 2025/26 de cana-de-açúcar em 19 estados brasileiros

Índia avalia limitar uso de cana para produção de etanol, diz agência

11 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
Exportação de etanol dos EUA aumenta 2% em janeiro ante dezembro, para 749,81 mi litros

Produção de etanol nos EUA cai 2,51%, para 1,089 milhão de barris por dia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação

17 agosto, 2026
Etanol de milho cresce 37% ao ano e amplia pressão por novos mercados no Brasil, diz presidente da Unem

Etanol de milho cresce 37% ao ano e amplia pressão por novos mercados no Brasil, diz presidente da Unem

14 agosto, 2026
Credores e bondholders da Raízen indicam ex-Oi e ex-Americanas para reestruturação

Justiça de São Paulo pede bloqueio de conta bancária da Raízen

12 agosto, 2026
Jalles migra para SAP S/4HANA para impulsionar crescimento pós abertura de capital

Jalles tem prejuízo de R$ 74,1 milhões no 1º trimestre da safra 2026/27

18 agosto, 2026
Brasil projeta alta de 20% nas exportações de etanol

Brasil projeta alta de 20% nas exportações de etanol

19 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36