sábado, abril 11, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Como ficam as exportações do agro brasileiro com as novas tarifas dos EUA?

Maria Reis por Maria Reis
24 fevereiro, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Especialista analisa cenário e produtos que devem ser beneficiados

Donald Trump e Lula — Foto: Ricardo Stuckert/PR

O agro brasileiro acompanha com atenção os movimentos recentes do comércio internacional. A reconfiguração tarifária imposta pelo presidente Donald Trump, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de suspender o tarifaço aplicado desde abril de 2025, trouxe um cenário inicial de incertezas para o mercado.

Leia mais

Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

Acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio

Na última sexta-feira (20/2), mesma data em que a Casa Branca confirmou o fim das cobranças, o governo americano formalizou uma nova tarifa de 10%, com abrangência global e entrada em vigor prevista para esta terça-feira (24/2). No dia seguinte, porém, Trump elevou para 15%, alegando a necessidade de corrigir práticas consideradas injustas contra a economia.

Apesar da imposição sobre países com os quais mantém relações comerciais, o novo desenho tarifário adotado pelos Estados Unidos pode abrir oportunidades para o Brasil, avalia Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), em entrevista à Globo Rural.

“No geral, acho que é uma notícia positiva, mas não podemos esquecer que diversos itens agropecuários já tinham saído daquela tarifa de importação majorada de 40% onde, adicionando mais 10%, totalizou aqueles inviáveis 50%. Se formos pensar em produtos que já tinham sido beneficiados anteriormente, como a carne bovina, o suco de laranja, o café em grão, o papel e a celulose, a notícia tem efeito nulo, e, se tiver algum, é bem pequeno por eles representarem, de longe, a maior fração das exportações brasileiras aos Estados Unidos”, diz.

Segmentos como os de pescados, café solúvel e de mel estão entre os que avaliaram essa nova situação de maneira positivas, vendo a possibilidade de retomar os negócios com o mercado americano. Felipe Serigatti pontua que, embora o impacto seja positivo para parte do setor, não significa uma explosão imediata nas vendas e lucros.

“Vamos ter um impacto positivo, sim. Esses produtos não tinham sido contemplados pela redução tarifária anterior, então, no agregado, o resultado é favorável, mas não é algo que vá fazer as exportações dobrarem”, pondera.

Em 2024, por exemplo, ano em que o tarifaço não estava em vigor, o Brasil exportou mais de 30 mil toneladas de pescado para os Estados Unidos. Em 2025, com a tarifa já aplicada, o volume caiu para 27 mil toneladas, segundo dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O alívio da nova configuração tarifária deve ser encarado com cautela, reforça o pesquisador da FGV Agro, uma vez que o país americano pode surpreender e majorar a alíquota de algum produto a qualquer momento.

“Podemos pensar isso como um alívio temporário, e é até mais prudente adotar essa leitura. Os mesmos argumentos jurídicos não poderão ser usados, mas isso não significa que todas as possibilidades legais tenham sido esgotadas. Um dos ministros da Suprema Corte, inclusive, fez uma lista das possíveis legislações que poderiam ser citadas para justificar uma majoração”, finaliza.

O que o Brasil exporta aos Estados Unidos?

Em 2025, os produtos florestais lideraram a lista de vendas ao país americano, representando mais de 26% no valor arrecadado, seguido por café e carnes.

“Taxa é igual para o mundo inteiro”

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, avalia que as novas tarifas não devem afetar de forma significativa as cadeias exportadoras do agro brasileiro. Na visão dele, o fato de não haver um direcionamento específico ao Brasil alivia a situação.

“Havendo taxação, vai ser igual para o mundo inteiro, o que não nos deixa nem melhor nem pior, deixa igual. Enfim, o mundo parece voltar à normalidade. Vamos ver se é isso”, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira (23/2), durante evento em Brasília.

A atuação do Brasil na negociação política com Trump para a retirada do tarifaço sobre vários setores foi “um sucesso”, disse ele. “O Brasil saiu muito bem, com altivez, enfrentou o problema. Um novo ataque do Trump, não sei qual vai ser, mas agora ficou claro que o rei não é rei, ele tem que respeitar a República, foi isso que aconteceu”, completou.

Augustin esteve nos Estados Unidos na semana passada para acompanhar a divulgação dos dados do Departamento de Agricultura americano (USDA, na sigla em inglês). Segundo ele, fica cada vez mais claro que o “problema” dos produtores americanos é a competitividade do setor produtivo brasileiro.

“Ficou muito claro que a maneira americana de convencer os outros a comprar deles, de abrir mercado, é na base do tarifaço. Essa era a política, agora vão ter que inventar outra coisa. É triste ver isso”, relatou. “Quem é que está no calo deles ou, na maioria das vezes, acima deles é o Brasil: na soja, na carne, no algodão Estamos batendo eles em vários produtos. Espero que daqui a alguns anos até no milho a gente vá fazer esse trabalho de bater os Estados Unidos”, completou.

Por: Daniela Walzburiech e Rafael Walendorff | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Exportação de etanol dos EUA em dezembro sobe 4% ante novembro, para 833,84 mi L

Próximo post

Estiagem prolongada desafia produtores de cana em Alagoas

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

10 abril, 2026
Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

3 abril, 2026
Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

31 março, 2026
Como o acordo Mercosul-UE beneficia o Brasil? Entenda

Acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio

25 março, 2026
Sob pressão, governo anuncia hoje medidas para deter greve de caminhoneiros

Sob pressão, governo anuncia hoje medidas para deter greve de caminhoneiros

18 março, 2026
Lula defende decisão técnica sobre horário de verão

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

13 março, 2026
Como o acordo Mercosul-UE beneficia o Brasil? Entenda

Acordo Mercosul-UE deve gerar mais valor do que volume ao açúcar e etanol do Brasil

13 março, 2026
Brasil firma acordos com Coreia do Sul para cooperação bilateral no agro

Brasil firma acordos com Coreia do Sul para cooperação bilateral no agro

2 março, 2026
Uruguai e a Argentina são primeiros países a ratificarem acordo Mercosul-EU

Uruguai e a Argentina são primeiros países a ratificarem acordo Mercosul-EU

27 fevereiro, 2026
Brasil adota cautela frente à decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifaço

Brasil adota cautela frente à decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifaço

23 fevereiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Estiagem prolongada desafia produtores de cana em Alagoas

Estiagem prolongada desafia produtores de cana em Alagoas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36