Na Fenasucro & Agrocana, companhia destacou eficiência operacional, novas demandas por sustentabilidade e oportunidades ligadas ao etanol de cana e de milho
Com mais de um século de história, a Dedini – Indústrias de Base reforçou durante a Fenasucro & Agrocana sua estratégia de manter inovação, adaptação e proximidade com os clientes como pilares para acompanhar as transformações da agroindústria. Em entrevista à Visão Agro, a superintendente corporativa Cloé Dedini destacou o avanço das demandas por sustentabilidade e eficiência operacional e apontou a bioenergia como um dos principais caminhos para o desenvolvimento futuro da companhia e do próprio setor.
Para Cloé, a longevidade da Dedini está relacionada à capacidade de evoluir sem perder a conexão construída com o mercado ao longo de sua trajetória. “Eu acredito que são alguns pilares. Os pilares principais são inovação, adaptação e, claro, entender como fazer toda essa engrenagem girar”, afirmou. Segundo a executiva, esse processo passa também pela construção diária de uma relação de confiança com os clientes, acompanhando de perto suas necessidades e as mudanças que chegam às operações industriais.
Entre essas transformações está uma pressão cada vez maior por processos mais sustentáveis, produtivos e eficientes. Na avaliação da superintendente, justamente nesse cenário surgem novas oportunidades para fornecedores capazes de entregar tecnologia e conhecimento à indústria. “Hoje em dia, o cliente pede cada dia mais por sustentabilidade, produção e, principalmente, eficiência operacional. E eu acho que é aí que está a nossa oportunidade”, destacou.
A inovação, segundo Cloé, não aparece como um movimento isolado dentro da companhia, mas como parte constante da estratégia. Essa evolução esteve representada no próprio estande da Dedini na Fenasucro & Agrocana, que reuniu referências às primeiras peças de moagem e às transformações tecnológicas incorporadas ao longo dos anos. A exposição também mostrou como a empresa vem acompanhando a diversificação das matérias-primas, com soluções direcionadas ao milho sem deixar de manter a cana-de-açúcar entre as principais bases de sua atuação industrial.
Bioenergia no centro
Essa diversificação acompanha uma mudança mais ampla do mercado. Para a executiva, a bioenergia assume posição cada vez mais estratégica na economia e abre espaço para que empresas com experiência industrial participem da transformação energética. “Eu enxergo que a bioenergia está cada vez mais como o ponto central da nossa economia e nós temos plenamente muito conhecimento para participar dessa transformação”, afirmou.
Ao projetar os próximos anos, Cloé espera uma Dedini mais tecnológica e conectada, mas mantendo a bioenergia como referência para suas decisões. A visão envolve acompanhar a modernização das plantas, as novas exigências por produtividade e eficiência e o surgimento de oportunidades em diferentes rotas de produção. “Eu vejo a Dedini cada vez mais tecnológica, cada vez mais conectada e sempre nesse prumo da bioenergia”, resumiu.
Sobre o comportamento do mercado nas próximas safras, a superintendente observou um ambiente de maior cautela entre as empresas. Segundo ela, parte dos clientes demonstra insegurança diante do cenário governamental, levando produtores e fornecedores a adotarem posições mais conservadoras em suas decisões. Ainda assim, a avaliação é de que os fundamentos de longo prazo da bioenergia continuam oferecendo perspectivas positivas para investimentos e desenvolvimento industrial.
Nesse contexto, o etanol aparece como uma das principais frentes observadas pela companhia, tanto pela expansão da produção a partir do milho quanto pela força histórica da cana-de-açúcar. “O mundo está olhando para o etanol, seja ele de milho, principalmente, seja ele da cana-de-açúcar. Então eu vejo muito promissor”, afirmou Cloé. Para a Dedini, a combinação entre experiência acumulada, inovação e diversificação tecnológica sustenta a estratégia de continuar participando das mudanças de uma indústria que amplia seu papel na produção de energia renovável e na transição para processos mais eficientes.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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