quarta-feira, agosto 26, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Demanda global por SAF pode chegar a 520 bilhões de litros até 2050 e abre nova fronteira para o etanol

Maria Reis por Maria Reis
27 maio, 2026
em Bioenergia
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Em palestra no Seminário da Indústria 2026, Lucas Rodrigues, da UNICA, destacou que o combustível sustentável de aviação e o transporte marítimo ampliam oportunidades para a bioenergia, mas colocam o etanol em competição direta com outras rotas renováveis

Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da UNICA durante o Seminário da Indústria 2026 promovido pelo CEISE Br. | Foto: Fábio Palaveri

A demanda global por SAF, sigla em inglês para Combustível Sustentável de Aviação, pode chegar a 520 bilhões de litros até 2050 e abrir uma nova fronteira para o etanol brasileiro, segundo avaliação apresentada por Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), durante o Seminário da Indústria 2026, promovido pelo CEISE Br em Sertãozinho. O evento reuniu especialistas para discutir bioenergia, transição energética, setor sucroenergético, políticas públicas e novas oportunidades para a cadeia produtiva.

Leia mais

Usinas do Nordeste têm ganhos de até 92,8% na produtividade da cana com irrigação

Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

Na apresentação, Rodrigues afirmou que o Brasil estará sujeito, a partir de 2027, a dois movimentos simultâneos: o início do mandato nacional de SAF e os limites de emissões para voos internacionais no âmbito do CORSIA, sigla em inglês para Esquema de Compensação e Redução de Carbono da Aviação Internacional. O CORSIA é conduzido pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI, ou ICAO na sigla em inglês) e funciona como um mecanismo global voltado à redução e compensação de emissões da aviação internacional.

Segundo o especialista, a projeção da OACI indica que, para alcançar emissões líquidas zero em 2050, seriam necessários cerca de 520 bilhões de litros de SAF no mundo. Na rota que utiliza etanol como base, ele explicou que cada litro de combustível sustentável de aviação demandaria aproximadamente 1,4 litro de etanol, volume que evidencia o tamanho do desafio industrial e agrícola para atender esse mercado.

No curto prazo, Rodrigues citou uma estimativa de cerca de 7 bilhões de litros de etanol destinados ao atendimento da meta projetada para o Brasil. O número reforça o potencial de crescimento para o setor sucroenergético, mas também acende um ponto de atenção: a disputa não será apenas contra o querosene fóssil de aviação, e sim contra diferentes rotas renováveis capazes de entregar descarbonização com menor custo e maior eficiência.

SAF coloca o etanol em nova disputa tecnológica

A Lei do Combustível do Futuro instituiu o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), voltado ao incentivo à pesquisa, produção, comercialização e uso do SAF na matriz energética brasileira. Pela política, os operadores aéreos deverão reduzir emissões de dióxido de carbono a partir de 2027, começando em 1% e avançando até 10% em 2037.

A UNICA destaca que o SAF pode ser produzido a partir de diferentes matérias-primas, como etanol, óleos, graxas e resíduos agrícolas e florestais. Entre as rotas certificadas, uma das mais promissoras é a Alcohol to Jet (ATJ), tecnologia que usa o etanol como base para a produção do combustível sustentável de aviação.

Para o setor sucroenergético, esse cenário amplia o valor estratégico do etanol de cana e de milho. A possibilidade de transformar o biocombustível em insumo para a aviação cria uma ponte entre usinas, biorrefinarias, companhias aéreas, distribuidores e investidores interessados em combustíveis de baixa intensidade de carbono.

Rodrigues, porém, ressaltou que o avanço desse mercado exigirá competitividade. “A competição são com outras rotas de produção de SAF. Tem que entregar a descarbonização da forma mais barata e mais eficiente”, afirmou durante a palestra.

Transporte marítimo surge como nova oportunidade

Além da aviação, Lucas apontou o transporte marítimo como outra fronteira para o etanol e outros biocombustíveis. Segundo ele, trata-se de um setor de difícil redução de emissões, com demanda crescente e forte dependência da logística mundial de combustíveis. Hoje, apenas 2% da frota em operação utiliza combustíveis alternativos ou renováveis, mas os navios em construção já mostram avanço nessa direção.

O movimento regulatório internacional também pressiona o setor. A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) aprovou regras para combinar limites obrigatórios de emissões e precificação de gases de efeito estufa no transporte marítimo global. A proposta inclui um padrão de combustível marítimo baseado na redução gradual da intensidade de emissões e um mecanismo econômico para embarcações que ficarem acima dos limites estabelecidos.

Na prática, esse tipo de regra tende a estimular a busca por combustíveis mais limpos, como biocombustíveis, biometano, metanol renovável e outras soluções de baixa emissão. Para o etanol, a oportunidade dependerá da capacidade de provar eficiência ambiental, disponibilidade de matéria-prima, escala produtiva e custo competitivo frente a alternativas renováveis.

Para usinas, fornecedores e indústrias da cadeia bioenergética, a fala reforça que o futuro do etanol vai além do mercado de veículos flex. O combustível pode ganhar espaço em segmentos de maior valor agregado, como aviação e transporte marítimo, desde que o setor avance em certificação, eficiência industrial, rastreabilidade de emissões e integração com novas rotas tecnológicas.

Descarbonização será medida por custo, escala e eficiência

O ponto central da avaliação de Rodrigues é que a transição energética entra em uma fase mais competitiva. Assim como ocorre no debate sobre veículos híbridos, elétricos e flex, o etanol passa a disputar espaço com outras soluções renováveis. A vantagem não estará apenas em ser biocombustível, mas em entregar redução efetiva de emissões com viabilidade econômica.

Esse movimento pode reposicionar o setor sucroenergético brasileiro como fornecedor de matéria-prima para novos mercados globais de baixo carbono. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de planejamento para evitar gargalos de oferta, infraestrutura, logística e regulação.

No fechamento da apresentação, Rodrigues reforçou que o etanol terá espaço se conseguir competir com outras rotas renováveis. Para a cadeia produtiva, o recado é direto: SAF e combustível marítimo representam novas oportunidades, mas exigem escala, tecnologia e eficiência para transformar potencial em mercado.

Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Credores já não contam mais com aporte de R$ 500 milhões de Ometto na Raízen

Próximo post

Brasil quer avançar em biocombustíveis na Europa em meio a mudança de regras

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Veja os estados com as maiores áreas de cana colhida na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

Usinas do Nordeste têm ganhos de até 92,8% na produtividade da cana com irrigação

26 agosto, 2026
Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

Opinião: Curtailment recorrente: insegurança regulatória e riscos para a bioeletricidade da cana

26 agosto, 2026
ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

26 agosto, 2026
Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

Usinas goianas ampliam negócios com produção de leveduras

25 agosto, 2026
ANP avalia pedido de suspensão da mistura de biodiesel ao óleo diesel

Biodiesel amplia demanda por soja e abre novas frentes para processamento e geração de valor no Brasil

25 agosto, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Safra maior de cana amplia oferta de etanol e pressiona preços

25 agosto, 2026

Etanol e biometano ampliam espaço na descarbonização do transporte no Brasil

25 agosto, 2026
Biometano: o que é, como é produzido e qual a diferença para o gás natural

ANP aprova resolução sobre especificação e controle da qualidade do biometano

24 agosto, 2026
Produtividade da cana cai 20% em outubro em relação a safra passada, diz CTC

Na virada do açúcar, São Martinho e Jalles disparam — commodity já subiu 19%

24 agosto, 2026
ABiogás quer alavancar R$ 216 bi em biogás e biometano até 2035

ABiogás quer alavancar R$ 216 bi em biogás e biometano até 2035

24 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
Brasil quer avançar em biocombustíveis na Europa em meio a mudança de regras

Brasil quer avançar em biocombustíveis na Europa em meio a mudança de regras

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

Lula conversa com Trump por telefone e pede mais negociações contra tarifaço

25 agosto, 2026
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026

Governo estuda nova prorrogação da subvenção à gasolina por 30 dias

24 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36