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Etanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores na Bahia

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
2 setembro, 2024
em Biocombustíveis, Sustentabilidade
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia Biocombustíveis
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Um projeto da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) quer promover a diversificação tecnológica para produtores baianos de sisal. A iniciativa quer destinar a maior parte da matéria-prima que não é aproveitada na produção de etanol e melhorar a realidade do setor.

Tapetes e cordas são algumas das variedades de produtos artesanais que são obtidos por meio do sisal, a fibra produzida a partir da planta Agave sisalana. É a partir dela que muitas famílias se sustentam no chamado Território do Sisal, localizado no semiárido do nordeste da Bahia, que abrange 20 municípios.

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De acordo com uma pesquisa da Unicamp em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano, apenas 4% da planta é aproveitada, ou seja, 96% do vegetal não é utilizado. Essa pode ser uma oportunidade de reaproveitar o material descartado, fazendo o uso na fabricação de biocombustível, bioetanol, além de outros produtos como bioinseticidas e ração, por exemplo.

A diretora de economia sustentável da ABDI, Perpétua Almeida, explica que o projeto foi idealizado após pesquisa científica. “Nós fomos procurados, no ano passado, pelo professor Gonçalo Pereira, da Unicamp e ele trouxe uma pesquisa que eu fiquei encantada, que é exatamente uma pesquisa de como a agave pode produzir biocombustível, etanol especificamente”, disse Almeida.

Segundo ela, o professor conseguiu identificar que a produção do agave ocupa menos espaço do que a cana-de-açúcar, logo, ele pode substituir a cana-de-açúcar na entressafra, quando a produção de etanol diminui.

Replanta Agave


Batizado de Replanta Agave, o projeto da ABDI em parceria com o governo da Bahia será realizado em 18 meses, com projeções de beneficiar pelo menos 400 trabalhadores. O valor do convênio é de R$ 2,6 milhões.

“O projeto envolve a formação dos trabalhadores com novas técnicas e a profissionalização desses trabalhadores, desde o trabalho da terra – como é que vai ser o plantio – ao armazenamento e como que eles vão se modernizar nesse processo da nova colheita”, explica Perpétua Almeida.

Ela detalha: “Nós vamos pegar desde preparação do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercialização. É um processo inicial para você profissionalizar, você levar nova tecnologia para esses trabalhadores”.

De acordo com a ABDI, o Brasil é o maior produtor de fibra de sisal do mundo. A Bahia corresponde sozinha por 90% do montante produzido, seguido pelos estados da Paraíba e Pernambuco. Além disso, a agricultura familiar é a principal responsável pelos cultivos.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Valente, Luiz Delfino, o projeto traz esperança aos produtores, já que o setor passa por dificuldades e desvalorização. “Estas pessoas ficam, às vezes, à margem de ações e desenvolvimento, pois o sisal ainda é subutilizado, então, é uma grande esperança que vem com esse debate, para realmente abraçar a causa do sisaleiro, abraçar a causa do semiárido nordestino”, conta Delfino.

De acordo com ele, os produtores precisam de apoio governamental em diversas ações. “Na hora da crise, precisamos de um preço mínimo subsidiado pelo governo e a compra do produto para, assim, socorrer à indústria de uma forma geral. Estamos precisando, com urgência, da construção de armazém de sisal, depósito de sisal, para, assim, absorver o excesso nos períodos que não tem exportação”, explica.

Em queda


Apesar do potencial produtivo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2012 a 2022, houve uma redução da área plantada, passando de 258,96 mil hectares para pouco mais de 98,79 mil ha.

A redução também impactou na queda de 150 mil postos de trabalhos diretos e indiretos. De acordo com a Embrapa, diferentes estimativas apontam que cerca de 700 mil pessoas vivem da renda do sisal na Bahia.

Para o pesquisador da Embrapa Algodão, Gilvan Barbosa Ferreira, estudos com o Agave Tequilano, endêmico no México, podem aprimorar a produção e eficácia da matéria-prima para a fabricação do etanol.

“[É preciso] ajudar na produção e na redução de custo na Bahia, pois o negócio está bem feio. O preço do sisal caiu e os produtores estão bem desestimulados nesse momento”, afirma e completa: “Esse formato que a gente está pensando em desenvolver e introduzir no Brasil é essa tecnologia do Agave Tequilano para produção de álcool. Vamos usar essa nova demanda que a sociedade tem por álcool para nossos agaves, os que nós já temos no campo”.

Fonte: Nova Cana

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