A relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 61,9% na semana
Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 6 a 12 de setembro:
- Os valores do etanol tiveram alta em 14 estados e no Distrito Federal os da gasolina aumentaram em 11 unidades da federação
- O consumo do biocombustível é economicamente vantajoso em 11 estados e no Distrito Federal
- O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
- Levantamento de preços da ANP foi realizado em 383 municípios, dois a menos do que na semana anterior
Entre 6 e 12 de setembro, os preços do etanol e da gasolina seguiram em alta nos postos, com o primeiro tendo uma elevação mais evidente na média nacional. O biocombustível foi negociado a R$ 4,04 por litro (+2,3%), enquanto o combustível fóssil foi vendido a R$ 6,53/L (+0,3%).
Ainda assim, o valor do etanol seguiu na faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre o preço do biocombustível e o da gasolina foi de 61,9%, superior aos 60,7% da semana precedente.
Os números divulgados pela ANP levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Na última quinta-feira, 10, a Petrobras voltou atrás em um anúncio de aumento do preço da gasolina em R$ 0,19/L às distribuidoras. A confusão na comunicação da estatal aconteceu após o governo anunciar que deixaria de prorrogar a subvenção de R$ 0,44/L de gasolina para implementar uma desoneração de R$ 0,63/L em PIS/Cofins – a diferença representa uma queda de R$ 0,19/L.
O mesmo decreto também reduziu os mesmos impostos sobre o etanol em R$ 0,19/L, zerando a tributação federal sobre o biocombustível.
Segundo o banco BTG Pactual, a redução para o fóssil deve ter impacto neutro para as produtoras de etanol. Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla expressam que, ainda que a gasolina mais barata possa reduzir a atratividade do renovável, a compensação tributária deve compensar, gerando equilíbrio.
Considerando as médias estaduais divulgadas pela ANP, o renovável é economicamente vantajoso em 11 estados e no Distrito Federal.
Relação entre o preço do etanol e o da gasolina nas últimas semanas
Evolução do indicador nos seis estados em que o etanol costuma ser mais competitivo
(em porcentagem)
De 31 de agosto a 4 de setembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,4622/L, alta de 2,6% frente aos R$ 2,3991/L da semana anterior. Já nas usinas goianas, o produto passou por uma elevação de 2,6% e, nas mato-grossenses, o incremento foi de 3,2%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação aos valores nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No intervalo mais recente, a pesquisa foi feita em 383 municípios, dois a menos que na semana anterior.
Comparativo de preço do etanol hidratado nos seis principais estados consumidores
(em reais por litro)
De acordo com a ANP, de 6 a 12 de setembro, os preços médios do etanol caíram em oito estados, aumentaram em 14 e no Distrito Federal, ficaram estáveis em três e não puderam ser avaliados no Amapá. Já os da gasolina caíram em nove estados, aumentaram em 11 e ficaram estáveis em seis.
Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa do NovaCana DATA (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Preços do etanol e da gasolina por estado e variação em relação à semana anterior
06/09 a 12/09
| Estados | Preço do etanol | Variação1 do etanol | Preço da gasolina | Variação1 da gasolina | Indicador de preços2 |
|---|---|---|---|---|---|
| São Paulo | R$ 3,760 | 1,62% | R$ 6,350 | 0,16% | 59,2% |
| Minas Gerais | R$ 4,120 | 1,73% | R$ 6,310 | 0,16% | 65,3% |
| Paraná | R$ 4,080 | 0,99% | R$ 6,600 | -0,15% | 61,8% |
| Rio Grande do Sul | R$ 4,420 | 1,14% | R$ 6,170 | 0,16% | 71,6% |
| Rio de Janeiro | R$ 4,740 | 0,85% | R$ 6,630 | 0,30% | 71,5% |
| Santa Catarina | R$ 4,310 | -0,69% | R$ 6,400 | -0,31% | 67,3% |
| Goiás | R$ 4,360 | 11,51% | R$ 6,670 | 3,57% | 65,4% |
| Bahia | R$ 4,520 | 2,96% | R$ 6,700 | 1,67% | 67,5% |
| Ceará | R$ 5,000 | 0,00% | R$ 6,980 | 0,00% | 71,6% |
| Pernambuco | R$ 4,890 | -1,21% | R$ 6,750 | -0,30% | 72,4% |
| Mato Grosso | R$ 3,820 | -1,29% | R$ 6,680 | -1,76% | 57,2% |
| Pará | R$ 4,640 | 1,98% | R$ 6,670 | 1,06% | 69,6% |
| Distrito Federal | R$ 4,380 | 2,10% | R$ 6,680 | 0,75% | 65,6% |
| Maranhão | R$ 5,030 | 0,40% | R$ 6,580 | -0,45% | 76,4% |
| Espírito Santo | R$ 4,590 | 1,10% | R$ 6,440 | -0,46% | 71,3% |
| Mato Grosso do Sul | R$ 3,890 | 0,52% | R$ 6,400 | -0,16% | 60,8% |
| Paraíba | R$ 4,630 | -0,22% | R$ 6,430 | 0,00% | 72,0% |
| Amazonas | R$ 5,280 | 4,14% | R$ 7,320 | 1,24% | 72,1% |
| Rio Grande do Norte | R$ 5,390 | 3,65% | R$ 6,900 | 2,37% | 78,1% |
| Piauí | R$ 4,800 | -0,21% | R$ 6,790 | 0,00% | 70,7% |
| Alagoas | R$ 4,960 | -0,60% | R$ 6,630 | -1,04% | 74,8% |
| Rondônia | R$ 5,120 | -1,16% | R$ 7,400 | 0,00% | 69,2% |
| Sergipe | R$ 5,340 | 0,00% | R$ 7,020 | 0,00% | 76,1% |
| Tocantins | R$ 4,970 | 0,20% | R$ 6,940 | 0,14% | 71,6% |
| Amapá | — | — | R$ 6,700 | 1,82% | — |
| Roraima | R$ 5,390 | 0,00% | R$ 7,560 | 0,00% | 71,3% |
| Acre | R$ 4,960 | -1,98% | R$ 7,470 | -0,13% | 66,4% |
Por: Gabrielle Rumor Koster | Fonte: NovaCana
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