quinta-feira, outubro 22, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Governo quer ´novos´ ativos no RenovaBio

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
5 setembro, 2022
em Leia mais, Mercado, Mundo Agro, Negócios, Política e Governo
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

O Ministério de Minas e Energia apresentou na última semana um plano que prevê inserir no RenovaBio novos combustíveis na estratégia de descarbonização dos transportes e até outros ativos ambientais que não os relacionados a combustíveis renováveis, o que na prática vai reduzir o papel que os bicombustíveis têm no programa. Ao mesmo tempo, o ministério vai transferir o ônus do custo do carbono, que hoje recai sobre as distribuidoras, para os fornecedores de combustíveis fósseis – no caso atual, principalmente a Petrobras.

Antecipadas ao setor privado em reunião na última quinta-feira, as mudanças devem integrar uma sugestão de medida provisória. O governo pediu que as entidades que representam os setores envolvidos deem um parecer sobre as propostas já nesta segunda.

O plano de mudança surge após pressão das distribuidoras, sobretudo as regionais, que se queixam da incerteza da oferta de Créditos de Descarbonização (CBios) – que equivalem a 1 tonelada de carbono que deixa de ser emitida – e do custo do programa. As reclamações ganharam corpo em junho, quando o preço dos CBios disparou, saindo de cerca de R$ 100 para mais de R$ 200. Segundo especialistas, as distribuidoras regionais têm mais dificuldade de repassar o valor dos CBios aos combustíveis fósseis, o que diminuía suas margens, que já são apertadas.

Na parte da oferta de créditos, o ministério quer incluir entre os combustíveis capazes de emitir CBios os fósseis processados junto com biocombustíveis. Hoje, a Petrobras é a única refinaria que possui patente de um combustível do tipo, o HBio, diesel com 5% de origem renovável (vegetal ou gordura). Na mudança, a fatia de 5% seria a emissora de CBio.

A Pasta quer incluir também os combustíveis sintéticos (ou “e-combustíveis”), que podem ser obtidos do processamento de carvão vegetal, biomassa, biogás, água e até do gás carbônico. A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento em grandes petroleiras e empresas de energia.

Produtores e importadores desses “novos” combustíveis ainda teriam um bônus de 20% sobre sua nota de eficiência energético-ambiental, que é o que determina quantos CBios cada produtor pode emitir. A lei do RenovaBio já prevê esse bônus para produtores de biocombustíveis com emissão negativa de carbono em seu ciclo de vida.

O Ministério de Minas e Energia quer ainda que os mandatos também possam ser cumpridos com a aquisição de outros ativos ambientais não relacionados a combustíveis, como créditos de carbono em geral e Cédulas de Produtor Rural (CPRs) Verde – instrumentos de garantia de crédito ligados à conservação e recuperação de vegetações nativas.

Para especialistas, essas alterações mudariam a estrutura do programa, já que incluiriam novos elementos de oferta de ativos. Isso faria com que o RenovaBio deixasse de ser um programa voltado apenas ao estímulo dos biocombustíveis como estratégia de descarbonização dos transportes.

Em proposta relacionada à demanda, o ministério quer desobrigar as distribuidoras da compra de CBios e de outros ativos ambientais, passando esse mandato às refinarias e importadores de combustíveis fósseis. A justificativa da Pasta é que a mudança reduziria os preços ao consumidor final. Não há consenso no mercado, porém, sobre o impacto do valor dos CBios no preço final dos combustíveis.

Essa mudança retira o ônus que hoje recai sobre as três maiores distribuidoras (Vibra, Raízen e Ipiranga), que respondem por cerca de dois terços do mandato de CBios, e sobre as cerca de cem distribuidoras médias e pequenas em operação. A responsabilidade passa a ser da Petrobras e dos compradores de refinarias da estatal, como o fundo árabe Mubadala e a distribuidora Atem, além de importadores de fósseis, que dependem da paridade de preços de importação para atuar no Brasil.

Na prática, as mudanças propostas pelo Ministério de Minas e Energia colocam a Petrobras nos dois lados do mercado: como emissora de CBios, por meio de seu HBio, e como principal compradora dos créditos, com mais de 50% das obrigações.

O ministério planeja ainda mudanças na forma de comercialização dos CBios. A Pasta acatou demanda das distribuidoras e pretende estipular um prazo para a venda dos CBios após a escrituração. Segundo a proposta, a medida evitaria manipulação de mercado ao inibir a retenção da oferta por parte dos produtores. Também se pretende colocar o mercado de CBios sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Valor apurou que alguns itens do plano estavam em um “cardápio de propostas” que Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Vibra e Ipiranga apresentaram ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, em 12 de julho. Uma delas é o prazo de venda de CBios.

Diretora de downstream do IBP, Valéria Lima defendeu que estabelecer esse prazo cria uma “simetria de obrigações” em relação à parte que é obrigada a comprar os ativos a cada ano. Ela disse que vê “como bastante positiva” a atitude do governo de adotar o que considera como “melhorias no programa”.

Fonte: Valor Econômico

Leia mais

Renegociação de dívida rural começa a ganhar tração, diz Banco do Brasil

Preço do diesel dispara 6,67% em outubro e chega a R$ 7,20 por litro, aponta pesquisa

Petróleo fecha sem direção entre negociações Rússia-Ucrânia e tensão no Oriente Médio

Brasil reduz emissões de gases do efeito estufa pelo terceiro ano consecutivo

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Diesel e safrinha de milho ´cheia´ vão sustentar preços do frete

Próximo post

Preço da gasolina acumula queda de 30% desde cortes de impostos

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Renegociação de dívida rural começa a ganhar tração, diz Banco do Brasil

Renegociação de dívida rural começa a ganhar tração, diz Banco do Brasil

22 outubro, 2026
Preço do diesel dispara 6,67% em outubro e chega a R$ 7,20 por litro, aponta pesquisa

Preço do diesel dispara 6,67% em outubro e chega a R$ 7,20 por litro, aponta pesquisa

22 outubro, 2026
Petróleo fecha sem direção entre negociações Rússia-Ucrânia e tensão no Oriente Médio

Petróleo fecha sem direção entre negociações Rússia-Ucrânia e tensão no Oriente Médio

22 outubro, 2026
Brasil reduz emissões de gases do efeito estufa pelo terceiro ano consecutivo

Brasil reduz emissões de gases do efeito estufa pelo terceiro ano consecutivo

22 outubro, 2026
Preços do etanol e do açúcar sobem com chuvas prejudicando a oferta

Preços do etanol e do açúcar sobem com chuvas prejudicando a oferta

21 outubro, 2026
Receita com exportação do agronegócio paulista recua 14,6% no mês de setembro, diz Faesp

Receita com exportação do agronegócio paulista recua 14,6% no mês de setembro, diz Faesp

21 outubro, 2026
Brasil importou 15 mil toneladas de agrotóxicos proibidos na UE, diz Oxfam

Brasil importou 15 mil toneladas de agrotóxicos proibidos na UE, diz Oxfam

21 outubro, 2026
Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre bioenergia e biocombustíveis

Agro e eleições: O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre bioenergia e biocombustíveis

20 outubro, 2026
Setor de biocombustíveis teme retrocessos em políticas públicas

Setor de biocombustíveis teme retrocessos em políticas públicas

20 outubro, 2026
Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

20 outubro, 2026
Carregar mais
Próximo post

Preço da gasolina acumula queda de 30% desde cortes de impostos

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

Etanol de milho deve crescer 17% em 2026/27 e amplia interesse por usinas flex, mas conversão exige integração de processos

25 setembro, 2026
Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

Mobilidade das frentes agrícolas leva usinas a rever estruturas de apoio no campo

20 outubro, 2026
Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

Grupo SIBIUM Analytics passa a fazer parte do grupo xFarm Technologies e amplia atuação no setor sucroenergético

16 setembro, 2026
Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

Etanol de milho abre novo ciclo para a bioenergia brasileira, veja a palestra de Guilherme Nastari

20 outubro, 2026
Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

Modelo de negócios da Agrion une economia circular à redução de custos e à rentabilidade no agro

19 outubro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Destaques
  • Editorias
  • Eventos Visão Agro
  • Eventos Visão Agro
  • Formulário de Oportunidades – Visão Agro
  • Home
  • Home teste
  • Home-antiga
  • Manutenção
  • Paywall Assinatura
  • Paywall Login
  • Paywall Perfil
  • Paywall Registrar
  • Política de privacidade
  • Política de Privacidade – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Sobre a Visão Agro
  • Termos de Serviço – Aplicativo Tabulação Prêmio Visão Agro
  • Termos de Uso

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36