Faltam
00 Dias
|
00 Horas
|
00 Minutos
|
00 Segundos
para o
21º Prêmio Visão Agro Brasil
sexta-feira, janeiro 16, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

O caminho do etanol muda com políticas de Trump? Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen (RAIZ4), defende SAF ‘Made in Brazil’

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
23 julho, 2025
em Biocombustíveis, Política e Governo
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Foto: iStock.com/Fahroni

O mercado do SAF (Combustível Sustentável de Aviação) está em alerta, de olho nas políticas anunciadas por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos (EUA), após assumir o comando da Casa Branca, cortou incentivos para renováveis e limitou estímulos para o SAF apenas para produtores e matérias-primas do país, que se concentra no etanol de milho.

Fora isso, Trump também anunciou tarifas de 50% para o etanol brasileiro. Segundo a Cogo Inteligência em Agronegócio, o Brasil representa 75% das importações norte-americanas de etanol. A tarifa pode representar um acréscimo de US$ 200 a US$ 250 por mil litros, tornando o etanol brasileiro praticamente não competitivo no mercado americano.

Leia mais

Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biomassa ameaça ritmo das usinas

Fazendeiros franceses protestam com 350 tratores contra acordo entre UE e Mercosul

Preço do etanol hidratado supera R$ 3 por litro pela primeira vez na safra 2025/26

Ações de usinas de etanol sobem após acordo UE-Mercosul

Segundo Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen (RAIZ4) e líder do SB COP30 (Sustainable Business COP30), iniciativa do setor produtivo liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o mercado de etanol brasileiro já vem perdendo espaço nos últimos anos para os EUA. Isso porque a Califórnia vem mudando suas regras de contagem de carbono.

“O principal destino do etanol brasileiro sempre foi Japão e União Europeia. Nesse sentido, o aumento das tarifas afeta pouco o nosso mercado. Por outro lado, a mudança da Coca-Cola para açúcar de cana pode trazer um volume adicional para o mercado brasileiro“, disse, em entrevista ao Money Times.

O impacto das tarifas e perspectivas para o etanol no Brasil

Mussa lembra que o Brasil estava exportando etanol, E2G (etanol de segunda geração) e sebo bovino para os EUA, que era convertido em SAF e reexportado para a Europa. Apesar de não ser uma rota natural por motivos logísticos, o programa de incentivo norte-americano permitia esse fluxo, ainda que em volumes pequenos.

“O mercado europeu quer ver a origem do produto. O que eu acho que deve acontecer é o Brasil atrair investimentos para produção de SAF local, mas nenhuma discussão agora sobre fechar mercado não é boa porque somos exportadores. Mas de forma geral, não vejo um impacto muito grande, muito relevante para o mercado de etanol brasileiro e nem para o mercado de exportação de SAF”.

Para ele, a discussão que precisa mais uma vez ser levantada é a produção de SAF no Brasil com destino para União Europeia.

“Com essa trade war, alguns países da Europa e Ásia, como Singapura e Japão, deveriam olhar para o Brasil de forma diferente. O Brasil deveria atrair mais investimento dos que os próprios Estados Unidos como fonte de suprimento de SAF para essas regiões. Mas para isso é preciso investimentos, estabilidade e juros mais baixos para o mercado se animar e investir no SAF aqui”.

Por fim, perguntado se esses fatores poderiam acelerar um novo aumento de etanol na gasolina, Mussa acredita que não, já que o volume destinado para o SAF ainda é pequeno para os próximos anos.

“A frota do Brasil ainda vai crescer e como não temos produção de gasolina, há uma demanda crescente por etanol no mercado local. Com a guerra tarifária, dificilmente teremos importação de etanol americano para o Nordeste. Para aquele produtor de etanol de milho lá em Mato Grosso, isso deve sacramentar o mercado Norte e Nordeste com menos competição para o produto dos EUA. Lembrando que o etanol de cana ainda tem uma demanda pelo açúcar, vamos ver o crescimento de demanda pelo etanol de milho”. 

O mercado de SAF

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o SAF pode contribuir com cerca de 65% da redução de emissões necessária para o transporte aéreo atingir a neutralidade de CO2 em 2050.

Segundo o Rabobank, caso 100% do biocombustível seja produzido a partir do etanol, a produção de SAF no Brasil iria demandar 3,5 bilhões de litros em 2037, o que não seria um grande fator em termos de volume, já que o Brasil produz 30 bilhões de litros de etanol por ano. No entanto, a produção local pode evoluir para uma espécie de “mercado premium”.

A maior parte do SAF produzido no mundo vem a partir dos óleos vegetais via Ácidos Graxos e Ésteres Hidroprocessados ​​(HEFA, em inglês). Além dessa “rota”, há a produção via alcohol-to-jet (ATJ), com uso do etanol para produção do SAF.

Atualmente, há apenas uma planta alcohol-to-jet (ATJ) no mundo, da LanzaJet, na Georgia (EUA), lançada em 2024, e que usa etanol brasileiro, pelo baixo carbono, como matéria-prima.

A estimativa do Rabobank é de que a planta demande 60 milhões de litros de etanol por ano, o que representa uma parcela pequena das nossas exportações (2,5 bilhões de litros).

Segundo Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, no mercado brasileiro, o principal fator de incentivo para o etanol brasileiro fica para a lei do Combustível do Futuro. Ele também menciona um novo mandato para redução de emissões dos combustíveis utilizados nas viagens aéreas, que começa em 2027.

“O mercado brasileiro deve encontrar soluções para a redução das emissões que deve ocorrer principalmente através do uso do SAF. Devemos observar o mercado brasileiro demandando mais SAF ao longo dos próximos anos. Os principais projetos para SAF no Brasil são via HEFA, mas apesar de não termos projetos ATJ, o etanol de cana tem um incentivo maior para o uso de SAF porque ele gera uma maior redução das emissões frente ao HEFA. No futuro, devemos ver o Brasil ampliando seus projetos para o ATJ”.

Por: Pasquale Augusto | Fonte: Money Times

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Etanol de milho preocupa indústria da cana

Próximo post

Proteína de bactéria que vive entre o solo e pilhas de bagaço de cana pode aumentar produtividade do etanol de segunda geração

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Safra 2025-2026 terá menos etanol de cana e mais de milho

Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biomassa ameaça ritmo das usinas

16 janeiro, 2026
Fazendeiros franceses protestam com 350 tratores contra acordo entre UE e Mercosul

Fazendeiros franceses protestam com 350 tratores contra acordo entre UE e Mercosul

15 janeiro, 2026
Preços do etanol recuam em São Paulo com menor demanda de distribuidoras

Preço do etanol hidratado supera R$ 3 por litro pela primeira vez na safra 2025/26

14 janeiro, 2026
Ações de usinas de etanol sobem após acordo UE-Mercosul

Ações de usinas de etanol sobem após acordo UE-Mercosul

13 janeiro, 2026
JBS investe na transformação de resíduos animais em combustível sustentável

Brasil adota gasolina E30 e diesel B15 e já projeta E35

12 janeiro, 2026
Saiba quem são as três maiores produtoras de etanol de milho no Brasil

Etanol de milho pressiona usinas e reabre debate sobre mais açúcar

12 janeiro, 2026
Petrobras poderá usar biodiesel puro (B100) em termelétrica em Canoas

Petrobras poderá usar biodiesel puro (B100) em termelétrica em Canoas

9 janeiro, 2026
Etanol: hidratado sobe 1,39% e anidro recua 0,51% na semana

Exportações de etanol em 2025 foram as menores em oito anos

9 janeiro, 2026
ETANOL: Indicadores seguem em queda

Safra 2026-2027 de cana-de-açúcar terá maior oferta de etanol

8 janeiro, 2026
Etanol/Cepea: Hidratado se valoriza 9,3% na safra 24/25

Do frenesi do etanol de milho à promessa do B16, setor de biocombustíveis mantém o pé no acelerador

7 janeiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Bioenergia já é 30% de toda a matriz energética do Brasil

Proteína de bactéria que vive entre o solo e pilhas de bagaço de cana pode aumentar produtividade do etanol de segunda geração

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36