
Durante a 9ª Abertura de Safra DATAGRO, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, concedeu entrevista à imprensa e ressaltou a importância da recuperação de áreas degradadas, além de medidas preventivas contra incêndios no estado. Segundo ele, o Brasil ainda possui 100 milhões de hectares de pastos degradados, o que representa uma grande oportunidade para o país expandir a produção agrícola sem a necessidade de novos desmatamentos. “Ninguém tem uma oportunidade como a nossa de, ao mesmo tempo, aumentar a produção, preservar o meio ambiente e mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou.
O secretário destacou que São Paulo já conseguiu recuperar 1,5 milhão de hectares degradados por meio de uma parceria com a RGRPF (Reserva Geral de Reflorestamento e Produção Florestal). Ele reforçou que o governo estadual tem expandido essa cooperação entre agroindústrias e assentados para fortalecer a produção de etanol no estado.
Questionado sobre os desafios climáticos e os impactos dos incêndios, Piai garantiu que o Governo de São Paulo está estruturando um plano preventivo para reduzir os danos ambientais e proteger a produção agrícola. “Vai ter um trabalho preventivo do Governo do Estado em parceria com a iniciativa privada. Um comitê já foi formado para o combate aos incêndios, e há atas publicadas para a locação de aeronaves”, explicou. Segundo ele, a Secretaria de Meio Ambiente, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outras entidades estão se unindo para executar ações coordenadas.
Além disso, o governo está distribuindo kits de combate a incêndio para os municípios, trabalhando em conjunto com usinas, cooperativas e entidades como a Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) para minimizar os impactos aos produtores rurais em 2025.
O futuro da matriz energética e o papel do etanol
Piai também abordou a transição energética e defendeu o ciclo energético híbrido, que inclui o etanol como peça-chave. Para ele, o modelo 100% elétrico não se mostrou viável, reforçando que o futuro da mobilidade deve passar pelo híbrido associado ao etanol.
“O elétrico não funcionou, isso já está mais do que comprovado. O caminho é o híbrido e o híbrido junto com o etanol”, declarou o secretário, destacando o potencial do setor sucroenergético como um dos principais aliados na busca por uma matriz energética mais sustentável.
Fonte: Fábio Palaveri – Visão Agro
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