quarta-feira, junho 3, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Setor de biocombustíveis lança carta e propõe quadruplicar combustíveis sustentáveis até 2035

Maria Reis por Maria Reis
18 novembro, 2025
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Documento defende rota pragmática unindo etanol, biometano e eletrificação para cumprir metas climáticas

O setor brasileiro de biocombustíveis lançou a Carta de Belém, documento que propõe um esforço internacional para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. A meta segue as recomendações mais recentes da Agência Internacional de Energia (IEA).

Leia mais

JetBio planeja maior fábrica de combustível sustentável de aviação do mundo no Brasil

Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

O texto é assinado pela Anfavea, Bioenergia Brasil, Instituto MBCBrasil e Unica, que liderou a elaboração do documento. A carta apresenta um diagnóstico direto: o mundo está atrasado na descarbonização da mobilidade e não cumprirá o Global Stocktake sem combinar eletrificação, combustíveis sustentáveis e novas rotas tecnológicas.

Como base desse argumento, o setor apresenta o caso brasileiro. Após cinco décadas de políticas como Proálcool e RenovaBio, o Brasil construiu uma das matrizes energéticas mais limpas entre as grandes economias, com 29% de bioenergia e 20% de outras fontes renováveis. A oferta de bioeletricidade também cresceu e chegou a 21.000 GWh em 2024, equivalente a 4% do consumo nacional.

Para o presidente da Unica, Evandro Gussi, o Brasil demonstra que os biocombustíveis são uma solução escalável e competitiva.

“O etanol é uma tecnologia comprovada, integrada às cadeias produtivas. O Brasil mostrou que é possível descarbonizar enquanto se gera emprego e competitividade. A Carta de Belém traduz esse aprendizado para que outros países avancem com segurança e velocidade”, afirmou.

Eletrificação e biocombustíveis devem caminhar juntos, diz setor

A carta também reforça a complementaridade entre eletrificação e biocombustíveis. Segundo o documento, países com forte base agrícola e infraestrutura limitada de recarga podem reduzir emissões de maneira mais rápida ao combinar híbridos flexfuel, etanol, biometano e eletricidade.

“A aposta em diferentes tecnologias é o melhor caminho para acelerarmos a descarbonização. Os biocombustíveis são aliados fundamentais, com impacto real no transporte leve e pesado”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Biometano ganha papel estratégico na transição

A Carta de Belém destaca ainda o potencial do biometano, combustível de baixa ou até negativa intensidade de carbono. A partir de resíduos agrícolas e urbanos, o Brasil poderia produzir 120 milhões de Nm³ por dia, o que substituiria até 60% do diesel usado no transporte nacional. A tecnologia tem aplicações no transporte pesado, na logística, na indústria e, na forma de BioLNG, também na navegação.

Para Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil e da SIAMIG Bioenergia, o Brasil está pronto para ocupar uma posição de liderança.

“Os biocombustíveis são parte estratégica da solução climática do Brasil. A Carta de Belém mostra ao mundo que etanol, bioenergia e combustíveis de baixa emissão já entregam resultados concretos em descarbonização e desenvolvimento regional”, afirmou.

Documento ecoa avaliações da IEA, ICAO e IMO

A carta também dialoga com avaliações de organismos internacionais como IEA, ICAO e IMO, todos alinhados em reconhecer que combustíveis sustentáveis,líquidos, gasosos e derivados de hidrogênio, serão decisivos para reduzir emissões na aviação, navegação e indústria pesada.

O documento lembra que 70 países já adotam mandatos de mistura obrigatória e que a expansão dessas rotas precisa garantir ganhos sociais, como geração de emprego no campo, renda regional e valorização de cadeias produtivas de baixo carbono.

“O Brasil demonstra há 50 anos que descarbonização eficaz é aquela que também gera emprego e fortalece a economia”, afirma José Eduardo Luzzi, presidente do Instituto MBCBrasil.

“Não há solução única. A rota brasileira, baseada no etanol, biometano, biodiesel e bioeletrificação , é testada, imediata e pragmática”, completou.

Financiamento será decisivo para acelerar a transição

A Carta de Belém estima que a transição energética exigirá investimentos entre US$ 29 e 30 trilhões até 2030. Para os signatários, entre US$ 1,3 trilhão deveriam ser direcionados a combustíveis sustentáveis em países em desenvolvimento.

O documento também defende previsibilidade regulatória e acesso a financiamento competitivo. Segundo as entidades, a experiência brasileira coloca o país em posição estratégica para influenciar uma transição global mais rápida e inclusiva

Por: Hildeberto Jr. | Fonte: Canal Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Projeto de geração de créditos de carbono da Usina Coruripe é apresentado na COP-30

Próximo post

Usinas paraense e goiana recebem autorização da ANP para aumento de produção diária

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Petrobras eleva preço de querosene de aviação (QAV) em 7,1% a partir desta quinta-feira

JetBio planeja maior fábrica de combustível sustentável de aviação do mundo no Brasil

3 junho, 2026
Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

26 maio, 2026
Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

25 maio, 2026
Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

20 maio, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Subvenção à gasolina reduz competitividade do etanol, diz Safras & Mercado

18 maio, 2026
Etanol de milho tem momento ‘menos favorável’, avalia XP

Paraná espera salto de 71% na produção de etanol de milho, para 31,54 milhões de litros

18 maio, 2026
AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

14 maio, 2026
Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

12 maio, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Usinas paraense e goiana recebem autorização da ANP para aumento de produção diária

Usinas paraense e goiana recebem autorização da ANP para aumento de produção diária

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Novo proprietário da usina Laranjeiras promete quitar débitos com fornecedores

Novo proprietário da usina Laranjeiras promete quitar débitos com fornecedores

1 junho, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Raízen terá que repactuar parte de seus R$ 25 bilhões em pendências tributárias

1 junho, 2026
Prejuízo da Tereos acende alerta: eficiência será teste decisivo para usinas na safra 2026/27

Prejuízo da Tereos acende alerta: eficiência será teste decisivo para usinas na safra 2026/27

3 junho, 2026
Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, ao menos R$ 12 bi em usinas de etanol de milho

Inpasa vê mercado “tirando o pé”, mas mantém plano de abertura de novas usinas

1 junho, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Raízen abre detalhes de reestruturação e propõe conversão de dívida em ações a R$ 0,25

29 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36