sábado, abril 4, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Usina de etanol de milho gera benefícios à Agrícola Alvorada antes de iniciar operação

Maria Reis por Maria Reis
30 outubro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Grupo mato-grossense utilizou o projeto de construção em uma estratégia de desenvolvimento de mercado na região do Araguaia

Foto: Divulgação

A construção da primeira usina de etanol de milho da região do Araguaia mato-grossense atingiu um novo estágio neste mês de outubro.

Leia mais

Usina de Paulicéia (SP) quer moer 2,25 mi t de cana em 2026/27 e considera incluir milho

ANP vai estudar formas de impedir adulteração de bebidas por etanol

Brasil precisa de fundo garantidor e novo modelo de seguro rural, diz secretário do Mapa

Produtos químicos e equipamentos da Adama foram afetados em ataque de míssil em Israel

A Alvorada Bioenergia, empresa criada pelo grupo Agrícola Alvorada para atuar no setor, iniciou há poucos dias o comissionamento da biorrefinaria instalada no município de Canarana (MT), um procedimento que marca uma das fases finais de preparação para o início das operações industriais.

O projeto, erguido com recursos próprios (R$ 140 milhões) e de um financiamento do BNDES (R$ 500 milhões), deve começar a produção comercial ainda em 2025.

Os quatro anos de planejamento e preparação que antecederam o início das obras foram tão transformadora quanto o empreendimento em si. Segundo a companhia, a expansão foi cuidadosamente desenhada com um objetivo central: garantir o fornecimento contínuo de grãos quando a usina começasse a operar.

A precaução poderia parecer excessiva para um grupo com 30 anos de história, receita de R$ 8,7 bilhões em 2024, a segunda maior capacidade estática de armazenamento de Mato Grosso (1,8 milhão de toneladas) e o “aval” de uma gigante global, a Bunge.

Iniciado em 2020, o projeto amadureceu lentamente, o que, segundo o diretor comercial da Alvorada, Marcelo Pires, foi uma escolha estratégica. “O tempo de espera se justifica pelo resultado. Desde o início, a meta era construir uma base sólida, com fornecedores confiáveis e um plano de médio prazo que fortalecesse também a vizinhança”, explica.

A opção mais simples seria comprar um grande volume de grãos, estocar e antecipar a compra de novas safras. Mas a Alvorada escolheu outro caminho: criar uma rede de parceiros produtivos, em vez de meros fornecedores.

“Desde o começo, decidimos que só entraríamos nesse mercado quando tivéssemos uma rede segura e estruturada, com risco zero de faltar grão. Não bastava negociar contratos – queríamos construir parcerias”, afirma Pires.

Com isso, as equipes comerciais deixaram os escritórios e foram para o campo. Em Canarana (MT), onde está o núcleo da operação, o contato direto com os produtores revelou que havia terra disponível e agricultores qualificados, mas acomodados no ciclo tradicional da soja. O diagnóstico foi imediato: a Alvorada precisava primeiro ser útil aos produtores antes de pedir comprometimento.

A estratégia foi oferecer sementes, fertilizantes e assistência técnica, no modelo de barter, incentivando o plantio, além do milho, de novas culturas como sorgo e gergelim. O resultado veio rápido.

“O sorgo entrou forte no portfólio dos produtores. Ele é plantado por volta de 10 de março, logo após o milho, e permite até três cultivos por ano em algumas regiões. Em 2025, partindo praticamente do zero, já deve ocupar 20 mil hectares”, detalha Pires.

Em seguida, foi a vez do gergelim, que encontrou boa receptividade no pós-colheita da soja – a região de Canarana é hoje o principal polo de produção do grão no país.

“Entre 2023 e 2024, tivemos uma adesão expressiva ao gergelim, com produtores buscando diversificação e novas fontes de renda. Hoje, o grupo reúne mais de 500 parceiros agropecuários e responde por algo entre 14% e 35% da produção regional, dependendo da cultura e da época do ano”, calcula o executivo.

Os efeitos chegaram também à pecuária. Com mais áreas destinadas às lavouras, a Alvorada incentivou a transição da pecuária extensiva para o confinamento, ampliando a demanda pelo DDG, composto proteico obtido com o refino do milho juntamente com o etanol com grande valor nutricional para o gado.

“Esse movimento cria um ciclo virtuoso: mais grãos, mais ração, mais produtividade”, resume Pires. Com o ecossistema produtivo, o presidente e fundador Jarbas Weis deu o sinal verde para o início da construção da usina, em meados de 2023.

A unidade terá capacidade de produzir 222 milhões de litros de etanol por ano, além de farelos (DDG e DDGS) e óleo de milho. A energia gerada no próprio processo industrial será utilizada na operação da planta, reforçando a autossuficiência energética do projeto.

O ritmo mais lento do projeto segue a filosofia de gestão de Jarbas Weis, descrito pelos executivos como “visionário e prudente”.

“Ele tem faro para os negócios e sempre olha para o médio e longo prazo. Um exemplo foi a chegada em Água Boa (MT), há 13 anos, quando praticamente não havia estrutura. Depois da Alvorada, vieram outras empresas, inclusive multinacionais, e o município virou um polo logístico”, conta Pires.

Essa visão transformou, ao longo de 23 anos, uma empresa de comercialização de grãos em uma potência agrícola com 19 unidades em 13 municípios. A companhia domina todas as etapas da cadeia, do fornecimento de insumos ao armazenamento, transporte e industrialização.

O modelo de gestão, a capilaridade e a diversificação da Alvorada chamaram atenção da Bunge, que em 2022 adquiriu participação minoritária na empresa. O objetivo foi ampliar o alcance da multinacional entre pequenos e médios produtores de Mato Grosso, reforçando o elo com o interior do estado.

Entre 2017 e 2022, a produção da Alvorada cresceu 1.035%, resultado de uma estratégia que une planejamento, parcerias e visão de longo prazo. Assim, antes mesmo da inauguração oficial, a usina já movimenta a nova fronteira do agro brasileiro.

Por: Thiago Copetti | Fonte: AgFeed

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Biotecnologia e manejo inteligente aumentam produtividade e longevidade dos canaviais

Próximo post

IAC tem dois reconhecimentos, sendo um da FAO

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Usina de Paulicéia (SP) quer moer 2,25 mi t de cana em 2026/27 e considera incluir milho

Usina de Paulicéia (SP) quer moer 2,25 mi t de cana em 2026/27 e considera incluir milho

2 abril, 2026
ANP vai estudar formas de impedir adulteração de bebidas por etanol

ANP vai estudar formas de impedir adulteração de bebidas por etanol

2 abril, 2026
Produção agrícola e pecuária aquecem economia

Brasil precisa de fundo garantidor e novo modelo de seguro rural, diz secretário do Mapa

1 abril, 2026
Produtos químicos e equipamentos da Adama foram afetados em ataque de míssil em Israel

Produtos químicos e equipamentos da Adama foram afetados em ataque de míssil em Israel

31 março, 2026
Operação da PF investiga alta de combustíveis em 11 estados e no DF

Operação da PF investiga alta de combustíveis em 11 estados e no DF

31 março, 2026
UNEM anuncia saída de Guilherme Nolasco da presidência executiva após sete anos

UNEM anuncia saída de Guilherme Nolasco da presidência executiva após sete anos

30 março, 2026
Chile anuncia reajuste de até 54% dos combustíveis e provoca corrida aos postos

Chile anuncia reajuste de até 54% dos combustíveis e provoca corrida aos postos

30 março, 2026
Petrobras

Petrobras reafirma interesse na recompra da Refinaria de Mataripe

27 março, 2026
Lula diz que aumento do preço dos combustíveis é injustificável

Lula diz que aumento do preço dos combustíveis é injustificável

27 março, 2026
Produção de açúcar da Índia atinge 26,17 milhões de toneladas até 15 de março, alta de 10%

Índia anuncia novos compromissos climáticos para 2035

27 março, 2026
Carregar mais
Próximo post
IAC tem dois reconhecimentos, sendo um da FAO

IAC tem dois reconhecimentos, sendo um da FAO

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36