Na Fenasucro & Agrocana, empresa destacou peso das usinas nos negócios, pressão por prazos menores e expectativa de novos investimentos no setor
O setor sucroenergético responde atualmente por cerca de 60% a 70% das vendas da Fundição Moreno, considerando os mercados interno e externo. Durante a Fenasucro & Agrocana, o diretor comercial Éder Pereira destacou à Visão Agro a importância das usinas para os negócios da companhia, a crescente pressão por prazos de entrega mais curtos e as oportunidades ligadas aos investimentos previstos para as próximas safras.
Segundo Éder, os clientes ligados às cadeias de açúcar e etanol chegam às negociações com três exigências principais: preço, qualidade e prazo. Entre esses fatores, porém, o tempo de entrega tem ganhado peso cada vez maior nas decisões de compra, especialmente diante da redução dos períodos disponíveis para manutenção e preparação das unidades entre uma safra e outra.
“Atualmente as usinas têm, a cada ano que passa, encurtado mais as entressafras e isso faz com que os prazos diminuam muito”, afirmou o diretor comercial. Na avaliação dele, esse movimento aumenta o desafio dos fornecedores e transforma a capacidade de cumprir cronogramas mais apertados em um diferencial importante na definição de novos contratos.
Para a Fundição Moreno, o prazo acaba assumindo papel decisivo justamente porque acompanha uma necessidade operacional das usinas. À medida que as janelas de manutenção ficam menores, fabricantes e fornecedores precisam adaptar planejamento, produção e entrega às condições estabelecidas pelos clientes, preservando ao mesmo tempo qualidade e competitividade comercial.
Mercado e expansão
A participação na Fenasucro & Agrocana também funciona como uma frente importante de relacionamento e prospecção para a empresa. Com 74 anos de mercado, a Fundição Moreno vê o evento como um espaço para manter a proximidade com clientes e ampliar oportunidades comerciais. “A gente sempre vem para a feira com boa expectativa”, destacou Éder.
Nos últimos anos, segundo o executivo, a companhia registrou avanço principalmente nas vendas destinadas ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), ao mesmo tempo em que mantém o mercado brasileiro como uma frente relevante dos negócios. A expectativa a cada edição da feira é gerar novos volumes e fortalecer a presença da marca em mercados onde a empresa já possui relacionamento consolidado.
Éder também comentou o impacto das discussões recentes sobre tarifas no comércio internacional. Como as exportações da Fundição Moreno estão mais concentradas no Mercosul, ele afirmou que a empresa não sofreu efeitos diretos relevantes nessa frente. Por outro lado, a companhia observa possíveis impactos sobre insumos importados utilizados em suas operações, especialmente quando esses materiais estão sujeitos a novas taxações em outros mercados.
Para as próximas safras, a avaliação da Fundição Moreno permanece positiva. O diretor comercial relaciona as perspectivas de negócios ao aumento da moagem e às necessidades de investimento das unidades produtoras. “Todo ano as usinas sempre têm uma quantidade a mais de cana para moer. Isso geralmente demanda alguns investimentos também”, afirmou. Para a companhia, esse movimento pode abrir novas oportunidades comerciais e reforçar a importância do setor sucroenergético em sua estratégia de crescimento.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.















