Nova planta em Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul, terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano e integra complexo que também prevê produção de biometano

A Atvos passou a integrar a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) em um momento de avanço de sua estratégia de diversificação em biocombustíveis. A companhia está implantando seu primeiro projeto de etanol de milho na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul, com capacidade para processar cerca de 642 mil toneladas do cereal por ano e produzir 273 milhões de litros de etanol.
A nova planta faz parte do Complexo de Transição Energética da Unidade Santa Luzia e também ampliará a oferta de coprodutos do processamento do milho. A estrutura terá potencial para produzir aproximadamente 183 mil toneladas de DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria) e 13 mil toneladas de óleo de milho. Os DDGs são destinados principalmente à nutrição animal e representam uma das frentes de agregação de valor da indústria do etanol de milho.
O complexo também contempla a primeira planta de biometano da Atvos, com capacidade estimada de 28 milhões de metros cúbicos por safra. A integração entre etanol de milho, coprodutos e biometano amplia o aproveitamento de matérias-primas e resíduos e posiciona a unidade dentro de uma estratégia voltada à diversificação da produção de energia renovável.
Segundo Wilson Lucena, vice-presidente de Operações da Atvos, a entrada no segmento de etanol de milho representa uma nova frente na estratégia da companhia. A associação à UNEM também aproxima a empresa das discussões relacionadas ao desenvolvimento desse mercado, à segurança energética e à descarbonização do país.
Diversificação energética
Para a UNEM, a chegada da Atvos amplia a representatividade da entidade em um período de expansão da indústria de etanol de milho no Brasil. O presidente da associação, Amaury Pekelman, destacou que a experiência e a escala da companhia no mercado de biocombustíveis fortalecem o debate sobre o avanço dessa rota produtiva na matriz energética brasileira.
A entidade também ressalta a complementaridade entre cana-de-açúcar e milho como uma característica do modelo brasileiro de produção de biocombustíveis. A combinação das duas matérias-primas permite diversificar a oferta de etanol e, ao mesmo tempo, ampliar oportunidades para produtos associados às biorrefinarias, como farelos para nutrição animal e óleo de milho.
Com oito unidades agroindustriais distribuídas por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, a Atvos já atua na produção de etanol, açúcar e bioeletricidade a partir da biomassa. A entrada no etanol de milho acrescenta uma nova rota ao portfólio da companhia e amplia sua presença em um mercado diretamente relacionado à transição e à segurança energética.
Para o setor bioenergético, o projeto sinaliza o avanço de modelos industriais que combinam diferentes matérias-primas e produtos dentro de uma mesma estratégia. Com etanol de milho e biometano previstos no Complexo de Transição Energética da Unidade Santa Luzia, a Atvos amplia sua atuação além da cana-de-açúcar e passa a participar mais diretamente do movimento de diversificação das biorrefinarias brasileiras.
Por: Maria Reis | Fonte: UNEM (União Nacional do Etanol de Milho)
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