quarta-feira, setembro 30, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Vision Tech Summit - A Usina do Amanhã | Faltam Carregando... SAIBA MAIS →
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

A nova geopolítica e os desafios para o agronegócio brasileiro

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
6 outubro, 2022
em Mercado, Mundo Agro
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Mercado
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Barreiras tarifárias e não tarifárias, principalmente as de caráter fitossanitário, constituem, historicamente, os maiores obstáculos para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.

Mais recentemente, este quadro tem se agravado ainda mais, em função de uma geopolítica incerta e conturbada pelo crescimento do protecionismo no comércio internacional, especialmente na Europa. Dois fatores contribuem para isso: a guerra na Ucrânia e a disputa de poder entre a China e os Estados Unidos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Estas foram as principais constatações de três experientes diplomatas do Ministério de Relações Exteriores (MRE), envolvidos com a agenda europeia e asiática, que analisaram seus respectivos impactos para o agronegócio no Brasil. O encontro foi promovido nesta segunda-feira (03/10) pelo COSAG — Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, presidido por Jacyr Costa Filho.

Leia mais

União Europeia espera preços da energia “muito elevados” neste inverno

Crise do diesel aumenta pressão sobre inflação americana e juros globais

China e EUA reduzem tarifas sobre US$ 60 bilhões, mas soja fica fora da lista

Para a indústria, subsídio do governo a combustíveis não resolve o petróleo a US$ 100

O evento foi organizado em parceria com o COSCEX – Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, chefiado por Jackson Schneider, vice-presidente da Embraer. Os palestrantes foram Alexandre Parola, chefe da Representação Permanente do Brasil junto à OMC, em Genebra; Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da missão do Brasil junto à EU, em Bruxelas; e Marcos Galvão, embaixador do País na China — todos participaram por videoconferência.

Para o presidente do COSAG, Jacyr Costa Filho, os números e cenários expostos pelos diplomatas demonstram os desafios que o agronegócio brasileiro tem pela frente: “Ainda mais na atual conjuntura global de crise no comércio de produtos e insumos agropecuários. O agro brasileiro reúne totais condições de ampliar suas exportações para a Ásia e Europa. Neste caso europeu, as tarifas impostas ao café brasileiro inibem, por exemplo, maior agregação de valor à produção nacional”.

Imposições unilaterais ou em bloco sobre as regras que regem o comércio internacional foi o tema abordado pelo embaixador Alexandre Parola. Para ele, o crescimento de medidas protecionistas é uma espécie de “volta ao passado” no sistema de comércio exterior. A luta entre EUA e China pela hegemonia político-econômica mundial vem se refletindo intensamente na OMC.

“A competição EUA-China se manifesta naturalmente na OMC. Essa disputa se dá com os EUA, que se reengajam para emplacar reformas, enquanto a China quer manter seu protagonismo atual com mínimas alterações nas regras de comércio internacional. No mundo, percebe-se o ressurgimento de uma espécie de capitalismo de estado. A posição do Brasil é desafiadora, porque nós precisamos navegar entre estas duas demandas, ainda mais considerando a tradição do País, que é favorável à preservação de um sistema multilateral de comércio”, afirmou Parola.

União Europeia

Pedro Miguel da Costa e Silva, embaixador do Brasil na União Europeia (UE), explicou que o quadro no velho continente é de atenção absoluta ao tema da guerra na Ucrânia e as consequências do conflito, que tem elevado os preços de alimentos em todo o mundo e levado à adoção de sanções comerciais. “Além das tradicionais barreiras impostas aos produtos brasileiros, estamos observando um movimento preocupante na UE: o empenho do bloco em impor ao mundo regras que inibirão o comércio global “, avaliou.

Pedro Miguel usou como exemplo a recente proposta, aprovada na primeira quinzena de setembro pelo Parlamento Europeu, de projeto polêmico que proíbe a entrada de commodities ligadas ao desmatamento naquele mercado. A medida, que ainda precisa ser validada pelos estados-membros da UE, pode afetar ainda mais a comercialização de produtos agropecuários vindos do Brasil. Segundo o embaixador, medidas como esta, que posteriormente podem ser questionadas no sistema de soluções de controvérsias da OMC, são unilaterais e com um forte componente extraterritorial, o que é muito preocupante do ponto de vista legal.

Ásia

Em relação à presença do agronegócio brasileiro no mercado asiático, Marcos Galvão revela que, em 20 anos, as exportações do Brasil para a região cresceram de 16% das exportações do agro para a região em 2001 para 54% em 2021. No caso específico da China, o salto foi ainda mais exponencial no período: de 4% para 36%. O gigante asiático atualmente absorve dois terços da produção agropecuária brasileira destinada àquele continente. Em termos de participação do Brasil no mercado chinês, o representante do Itamaraty citou a forte presença do agro nacional. A soja do Brasil responde por 66% do que a China importa anualmente. Em relação a outros produtos agrícolas adquiridos pelos chineses no mercado internacional, o Brasil teve forte participação no açúcar (57% do total adquirido pelos chineses), carne bovina congelada (39%), carne de frango (38%) e tabaco (37%).

Galvão observou ainda o fato de que a China está se urbanizando, o que elevará a renda da classe média naquele país. “A China é bem menos urbanizada do que o Brasil. Hoje, a população urbana chinesa é estimada em 883 milhões de pessoas, e deverá crescer ainda mais até o final desta década, atingindo 70% da sua população total. Comparativamente, a população urbana no Brasil é de 87% do total”, revelou.

Segundo o embaixador brasileiro, o Brasil deve estar atento à propensão chinesa de alcançar a autossuficiência na produção de alimentos, diversificando assim suas fontes de suprimento agrícola. Segundo Galvão, para aumentar a produção agrícola doméstica, a grande aposta chinesa é no investimento em biotecnologia. Para isso, investe US$ 11 bilhões ao ano. O quadro de investimentos na Europa registra US$ 8 bilhões/ano investidos nessa área, enquanto nos EUA o total é de US$ 5 bilhões/ano, na Índia US$ 4 bilhões/ano e no Brasil US$ 3 bilhões/ano.

Jackson Schneider, presidente do COSCEX-Fiesp, comentou a potência do agronegócio chinês. “Ao contrário do que muitos pensam, a China está buscando a passos largos a sua autossuficiência alimentar e energética. O Brasil deve estar atento a isso”, conclui.

Fonte: Agroadvice

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

O custo da energia nas mãos do novo Congresso

Próximo post

O QUE É O ESG E POR QUE ELE É TÃO IMPORTANTE?

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

União Europeia espera preços da energia “muito elevados” neste inverno

União Europeia espera preços da energia “muito elevados” neste inverno

30 setembro, 2026
Diesel fica mais barato no país, mas gasolina segue acima do mercado internacional, diz Abicom

Crise do diesel aumenta pressão sobre inflação americana e juros globais

30 setembro, 2026
China e EUA reduzem tarifas sobre US$ 60 bilhões, mas soja fica fora da lista

China e EUA reduzem tarifas sobre US$ 60 bilhões, mas soja fica fora da lista

29 setembro, 2026

Para a indústria, subsídio do governo a combustíveis não resolve o petróleo a US$ 100

28 setembro, 2026
Brasil terá que investir para atender B20 em 2030

Preços da gasolina limitam recuperação do setor sucroenergético, diz presidente da Datagro

28 setembro, 2026
Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Petróleo deve cair de US$ 100 para US$ 70 em 2027, prevê Fitch Ratings

25 setembro, 2026
Projeto de lei ‘anti-Combustível do Futuro’ gera onda de críticas

Em meio ao embate entre Lula e Flávio, congresso discute gasolina sem etanol

24 setembro, 2026
El Niño atingiu nível do episódio mais intenso já registrado, diz cientista

El Niño atingiu nível do episódio mais intenso já registrado, diz cientista

23 setembro, 2026
Conversão de refinaria da Petrobras no RS em biorrefinaria começa no segundo semestre

Petrobras quer autossuficiência no diesel e novas reservas de petróleo, diz Magda Chambriard

22 setembro, 2026
Lula diz que, se dependesse de dinheiro do governo, agronegócio de SC deveria ‘se ajoelhar’ para ele

Lula diz que, se dependesse de dinheiro do governo, agronegócio de SC deveria ‘se ajoelhar’ para ele

21 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post
ESG

O QUE É O ESG E POR QUE ELE É TÃO IMPORTANTE?

Mais lidas da semana

  • Trending
BP avalia a venda de negócio de biocombustíveis no Brasil, dizem fontes

BP avalia a venda de negócio de biocombustíveis no Brasil, dizem fontes

29 setembro, 2026
Grupo Viralcool assume Usina Furlan em Avaré e chega a cinco unidades em São Paulo

Grupo Viralcool assume Usina Furlan em Avaré e chega a cinco unidades em São Paulo

28 setembro, 2026
Safra 2025-2026 terá menos etanol de cana e mais de milho

Primeira planta de etanol de milho de Minas Gerais recebe licença ambiental

28 setembro, 2026
Usina alvo da Crédito Oculto foi de foragido e hoje está em fundo secreto

Usina alvo da Crédito Oculto foi de foragido e hoje está em fundo secreto

28 setembro, 2026
Justiça determina revisão de indenização de R$ 4,2 bi a usina que vendeu crédito ao Master

Justiça determina revisão de indenização de R$ 4,2 bi a usina que vendeu crédito ao Master

28 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36