Informação havia sido inicialmente desmentida pelo Irã, que depois confirmou a cerimônia que será marcada por reuniões

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações entre os iranianos e o governo americano, anunciou que a assinatura do acordo de paz entre os país acontecerá na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Não se sabe ainda quem serão os presentes, porém provavelmente o presidente americano, Donald Trump, não deve estar. É possível, segundo a imprensa americana, que ele seja representado pelo vice JD Vance ou pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o memorando de entendimento não significa que haja confiança no ‘inimigo’. Kazem Gharibabadi confirmou que as negociações para um acordo de paz definitivo serão realizadas ao longo de um período de 60 dias.
No entanto, ele alertou que o Irã tomará suas próprias medidas caso testemunhe violações por parte de outros países.
Gharibabadi afirmou que três medidas estão em pauta para o acordo desenvolver, sendo que duas delas são o fim do bloqueio naval e das operações militares. Além disso, e a principal, seria a liberação de bilhões em fundos iranianos congelados.
Segundo ele, assim que o país tiver esse aceite pelos EUA, as negociações técnicas começarão.
O vice-ministro complementou que as definições do acordo foram discutidas, mas que novas reuniões em Genebra, na Suíça, onde será assinado o acordo, tratarão melhor da estrutura das negociações, da criação de grupos de trabalho e mais.
Apesar disso, à CNN, uma autoridade americana afirmou que os ativos congelados não serão disponibilizados aos iranianos após a assinatura do acordo, e sim apenas após a nova negociação que envolva a questão nuclear.
‘Isso simplesmente não é verdade. Trata-se de um acordo baseado no cumprimento de compromissos, e nenhum recurso congelado será liberado sem que os iranianos implementem suas obrigações’, declarou.
Irã afirma ter aceitado acordo com os EUA
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O Irã aceitou o acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra permanentemente e desobstruir o Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump e autoridades iranianas anunciaram que o tratado será assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça.
O regime iraniano confirmou o paco, mas impôs condições, como o fim permanente e imediato do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Ao anunciar o acordo nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse que autorizou a abertura total do Estreito de Ormuz e determinou a retirada imediata do bloqueio naval aos portos iranianos.
A agência estatal de notícias do Irã informou que a reabertura física e total da rota marítima deve levar até 30 dias porque o canal precisa passar por varreduras de segurança.
O vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica explicou que o cessar-fogo abre um período de 60 dias para negociações técnicas.
Nenhuma das duas partes divulgou o conteúdo do novo acordo. Mas a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos.
Segundo a CNN, o memorando prevê: um novo cessar-fogo de 60 dias em ‘todas as frentes’, incluindo o Líbano; a reabertura imediata do Estreito do Ormuz; a flexibilização progressiva das sanções ao Irã; e o comprometimento do regime em não obter uma arma nuclear.
Autoridades da Alemanha, França, Itália e Reino Unido afirmaram que estão prontas para suspender sanções contra o Irã para auxiliar na normalização das relações.
Todas as nações defenderam a reabertura urgente do Estreito de Ormuz.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como um passo crucial para uma solução diplomática do conflito.
O anúncio da pacificação provocou uma queda imediata de 4% no preço do barril de petróleo, que recuou para o patamar de 84 dólares.
As bolsas de Tóquio e Seul abriram em forte alta, impulsionadas pelo acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O índice japonês Nikkei 225 subiu 4,99%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul disparou 5,54%.
Fonte: CBN
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