Encontro promovido pela ONU será sediado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023, a COP28, acontecerá entre 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes. O encontro reúne 197 países e mais 200 líderes internacionais para discutir e desenvolver soluções concretas para mitigar os efeitos do aquecimento global.
Para a ONU, a COP serve como um ponto de encontro formal dos países para discutir, negociar e acordar estratégias de como irão enfrentar as alterações climáticas, como reduzir as emissões de gases poluentes e limitar os efeitos do aumento das temperaturas.
Os primeiros dias ficam reservados para reuniões e palestras técnicas acerca do tema. Depois, na segunda semana, as autoridades presentes oficializam e divulgam seus acordos e metas.
O papel do Brasil na COP28
O Brasil atua ativamente na COP desde o início do projeto. A primeira reunião aconteceu em 1992, na segunda COP, durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, responsável por disseminar o conceito de desenvolvimento sustentável.
Este ano, o governo brasileiro afirma que irá agir como um provedor de soluções climáticas globais. Durante um evento na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Toni, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), enfatizou a participação ativa do Brasil nas negociações, bem como em reuniões bilaterais e multilaterais durante o evento.
A secretária destacou que o Brasil tem enfrentado desastres ambientais como consequência das mudanças climáticas, mas, apesar de vulnerável, o país também se mostra um provedor de soluções.
“Começamos a caminhar no governo com o desmatamento sendo combatido. São menos 200 mil toneladas de carbono evitadas de se colocar na atmosfera”, comemora.
Neste contexto, a posição do Brasil deve destacar as práticas já adotadas na agricultura nacional, as estratégias de reflorestamento, produtos de baixo carbono e as energias renováveis utilizadas no país.
O programa de recuperação de pastagens, aprovado durante a Cúpula da Amazônia, está entre os projetos a serem apresentados pelo governo brasileiro durante a Conferência. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a ação é uma alternativa efetiva de aumento da produção agropecuária com sustentabilidade e sequestro de carbono.
Por fim, temas como redução de metano nos setores alimentícios e na agricultura estão na agenda oficial do evento e merece atenção do setor do agronegócio.
Fonte: Globo Rural
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