sexta-feira, junho 12, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Emissão de carbono nos transportes deve cair em dez anos, projeta EPE

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 janeiro, 2023
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

A intensidade de emissões de carbono no setor de transportes em dez anos deve ser 5,6% menor do que a verificada atualmente, de acordo com estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e divulgado recentemente. Os resultados podem ajudar na adoção de eventuais planos para intensificação das políticas públicas, especialmente diante do fato de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva tem sinalizado pretensão de abraçar mais fortemente ações de transição energética.

Em 2019, ponto de partida da análise, a EPE verificou intensidade de 70,89 gCO2eq/MJ (unidade de medida específica da intensidade de carbono), enquanto em 2032, a previsão é de um indicador de 66,90 gCO2eq/MJ.

Leia mais

Tarifa dos Estados Unidos ao etanol brasileiro pode afetar mercado global, diz StoneX

Acelen firma parceria com a Iata para promover SAF à base de macaúba

MS emite licença ambiental para usina de etanol de milho da Atvos

Lula, Alckmin e ministros discutem E32 e tarifa dos EUA com setor de etanol

Segundo a consultora técnica da EPE Rachel Henriques, iniciativas como o Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel influenciaram na redução das emissões de gases de efeito estufa, impulsionando o maior uso de biocombustíveis. Algumas dessas medidas foram estabelecidas nos últimos anos para o setor de transportes, como o próprio RenovaBio e o do biodiesel, bem como o Programa Nacional de Etiquetagem Veicular e o Rota 2030. Outras são mais antigas, como a adição de etanol na gasolina e o Pró-Álcool, iniciado na década de 1970.

Saídas como a fixação de percentuais mandatórios de adição de biocombustíveis a fósseis, o uso de políticas tarifárias e tributárias específicas e evolução tecnológica são caminhos que possibilitam o maior uso de renováveis nos transportes. Neste ano, a tecnologia de motores “flex fuel”, que permite abastecimento de veículos leves com gasolina ou etanol ou os dois combustíveis simultaneamente, completa 20 anos de adoção em escala industrial pela indústria automotiva.

“São várias frentes que precisam andar simultaneamente para que essa realidade ocorra, com influência cada vez maior”, disse Henriques. O estudo tem como referência o conceito “do poço à roda”, ou seja, o estudo avalia as emissões do ciclo de vida dos combustíveis, compreendendo o somatório das etapas “poço-ao-tanque” e “tanque-à-roda”. A elaboração foi feita pela EPE a convite da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, por indicação do Ministério de Minas e Energia (MME), ainda em 2022.

Nesse campo, o maior uso dos combustíveis renováveis tende a reduzir a intensidade de carbono, seja o consumo puro, seja misturado com fósseis. A gasolina A, sem adição de etanol, terá intensidade de emissão de carbono estável ao longo dos anos, sem variação. O mesmo comportamento se repete no caso do diesel A. Quando há adição de, respectivamente, 27% de etanol e de biodiesel – nas taxas previstas por lei -, verifica-se uma queda na intensidade de carbono, ainda que discreta.

Para a avaliação das emissões, o estudo considerou o horizonte até 2032 e os combustíveis que podem ser utilizados no transporte rodoviário: gasolina tipo C (que é a mistura na refinaria da gasolina com etanol anidro, sem adição de água), etanol hidratado (vendido nas bombas), diesel tipo B (que é a mistura do óleo diesel com o biodiesel, nas refinarias), e gás natural veicular (GNV). O estudo também analisa novos combustíveis, como o biometano e a eletricidade.

A EPE avalia que pode haver nos próximos anos melhoria no cenário de intensidade de emissões, com reduções associadas a fatores como aos processos de extração e refino de petróleo, avanços na produção de biocombustíveis, com maior aproveitamento de resíduos e aumento da participação de biocombustíveis na matriz energética. A EPE também vê como fator de menor emissão de CO2 a entrada do biometano na matriz de transportes, bem como do hidrogênio verde e de outros combustíveis renováveis para motores de ciclo diesel.

Henriques salientou que para ônibus e caminhões, que majoritariamente usam óleo diesel, existem formas de aumentar a eficiência e reduzir a intensidade de carbono, como programas de renovação de frotas. Em São Paulo, exemplificou, a SPTrans (estatal responsável pela gestão do transporte público da capital paulista) estabeleceu regra que estabelece a obrigatoriedade de compra de ônibus elétricos.

Mariana Damião, analista de pesquisa energética da EPE, vê também espaços para melhoria na rastreabilidade das cadeias de grãos para produção de biodiesel, como caminho para uma redução ainda maior das emissões. “O próximo passo também é o de realmente melhorar, diversificar mais as rotas [tecnológicas]”, acrescentou Damião.

No Acordo de Paris, firmado em 2015, o Brasil comprometeu-se a reduzir emissões de gases de efeito estufa em 37% em 2025 e em 43% em 2030. Já em 2021, pacto firmado na COP26 ampliou a meta para 2030, para 50% e estabeleceu como alvo a neutralidade de carbono em 2050.

Fonte: Valor Econômico

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real ou nos acompanhe através do Telegram

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Açúcar/Cepea: baixas nos preços prevalecem, apesar de entressafra

Próximo post

Como será o primeiro leilão de hidrogênio verde do mundo

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Tarifa dos Estados Unidos ao etanol brasileiro pode afetar mercado global, diz StoneX

Tarifa dos Estados Unidos ao etanol brasileiro pode afetar mercado global, diz StoneX

12 junho, 2026
Acelen firma parceria com a Iata para promover SAF à base de macaúba

Acelen firma parceria com a Iata para promover SAF à base de macaúba

12 junho, 2026
MS emite licença ambiental para usina de etanol de milho da Atvos

MS emite licença ambiental para usina de etanol de milho da Atvos

11 junho, 2026
Etanol/ANP: preço sobe em 10 Estados e no DF, cai em 12 e fica estável 4

Lula, Alckmin e ministros discutem E32 e tarifa dos EUA com setor de etanol

11 junho, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Governo propõe aumentar em 2 pontos percentuais a mistura de etanol na gasolina para conter alta dos combustíveis

10 junho, 2026
Petrobras eleva preço de querosene de aviação (QAV) em 7,1% a partir desta quinta-feira

JetBio planeja maior fábrica de combustível sustentável de aviação do mundo no Brasil

3 junho, 2026
Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

Etanol ganha força em análise de ciclo de vida e entra na disputa com híbridos e elétricos

26 maio, 2026
Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

25 maio, 2026
Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

20 maio, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Subvenção à gasolina reduz competitividade do etanol, diz Safras & Mercado

18 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
hidrogenio

Como será o primeiro leilão de hidrogênio verde do mundo

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen reforça operação da Usina Vale do Rosário e desmente boatos sobre venda ou hibernação

Raízen vende ativos na Argentina para Mercuria e Integra Capital por US$ 1,4 bilhão

8 junho, 2026
Empresário foragido acusado de ligação com o PCC pode ter comprado usinas de cana em esquema

Justiça do Trabalho deve julgar ação sobre excesso de carga no transporte de cana

11 junho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

Feplana prevê fim do setor canavieiro no Nordeste se governo Lula ceder aos EUA

8 junho, 2026
Justiça dos EUA impede que Raízen pare de fornecer combustível à Azul

JetBio garante área em Paulínia (SP) para construir planta de SAF a partir de etanol

9 junho, 2026
O desperdício energético dos nossos canaviais

O desperdício energético dos nossos canaviais

9 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36