Estimativa da Argus, consultoria dos mercados globais de commodities, indica aumento na demanda para as indústrias de biocombustíveis e alimentação
A produção, os estoques e a exportação de milho devem movimentar o mercado global da commodity nesta safra. Mas uma estimativa da consultoria Argus aponta também o crescimento do uso industrial e para o consumo.
Segundo projeções, as reservas globais devem crescer 26,1 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 8,6% em relação ao ciclo anterior. A projeção ajustada é positiva após três anos de declínio.
A produção global, segundo a estimativa, pode crescer até 69 milhões de toneladas nesta safra, para algo próximo a 1,3 bilhão de toneladas. Isso deve implicar no aumento de estoques e exportações recordes dos Estados Unidos e Brasil, respectivamente, os dois maiores exportadores do grão.
A produção e consumo de etanol de milho é a principal aposta para o avanço do cultivo do grão.
Com relação às exportações, EUA e Brasil devem se manter entre os mais competitivos no tabuleiro global da commodity, enquanto Irã e Egito têm ganhado relevância nos últimos dois anos.
Preços
O cenário de maior oferta deve pressionar os preços, segundo a Argus e o Itaú BBA, que fez relatório sobre o assunto no início desta semana.
Os contratos futuros de milho com vencimento para julho eram negociados a US$ 4,37 bushel na bolsa de Chicago nesta quinta-feira, 22, e oscilavam 0,34% às 14h23 (horário de Brasília). Na praça de Sorriso (MT), a saca de 60 kg é cotada a R$ 48, enquanto o indicador Esalq/B3 estima a saca em R$ 67,04.
EUA, Brasil e México concentram o aumento do consumo na alimentação e indústria. Com a demanda, o Brasil, segundo maior produtor de etanol à base de milho, deve reduzir a dependência do biocombustível americano.
Por: Kaique Cangirana | Fonte: CNN Brasil
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