Conhecida por ser uma das pioneiras do etanol de segunda geração (E2G), a GranBio lançou nesta segunda-feira sua nova iniciativa para o complexo industrial de São Miguel dos Campos (AL). A inauguração do projeto de expansão Exygen conta com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e de autoridades locais.
Em entrevista à TV Gazeta, afiliada local da Rede Globo, o CEO da companhia, Bernardo Gradin, confirmou o plano de investir R$ 1,5 bilhão até 2028 em um complexo de biorrefinarias integradas de biocombustíveis sustentáveis. O objetivo é produzir etanol, biometano e biofertilizantes neutros em carbono.
“Mais ou menos 15 anos atrás, a GranBio escolheu Alagoas para fazer a primeira planta do Hemisfério Sul de etanol de celulose. Agora, ampliamos o investimento, também em Alagoas, para produzir em cadeia produtiva integrada, usando um modelo associativo com as usinas existentes”, celebra Gradin.
De acordo com ele, as usinas Caeté, Impacto e Santo Antônio já fazem parte do projeto, que deve fechar outras parcerias com plantas açucareiras locais. “A produção começa em 160 milhões de litros [de etanol, em 2026], mas o nosso alvo é chegar em 200 milhões de litros. Então, queremos ter cinco ou seis usinas se associando nesse modelo”, relata.
Segundo o executivo, no modelo adotado, a GranBio compra melaço das usinas já em operação para a fabricação de biocombustível, biogás e biofertilizantes. “Como nós temos uma tecnologia em escala maior, conseguimos produzir etanol por quase a metade do custo”, assegura.
Conforme reportagem do Globo Rural, por meio da Exygen, a empresa já está investindo R$ 40 milhões para ampliar a destilaria. Ainda neste ano, devem começar as obras da estrutura de biometano, prevista para 2026. “A planta vai se financiar com equity. O financiamento deve ser mínimo, mais para financiar capital de giro. Deve ficar em no máximo 10% a 15%”, disse o CEO.
Gradin também observa que, por ser um “ciclo completo de otimização do uso do carbono”, a iniciativa atende a clientes que pagam um adicional por produtos que sejam neutros em emissões. Além disso, a promessa é compartilhar a margem de lucro ao longo de toda a cadeia produtiva. “Fica mais vantajoso participar desse projeto, que tem escala. Em vez de operar só na safra, ele opera o ano inteiro, e todo mundo ganha com a maior produtividade”, afirma.
Ainda de acordo com o CEO, a planta se beneficia da infraestrutura disponível em Alagoas. “Tem um porto a, mais ou menos, 50 km da biorrefinaria; a menos de 1 km, existe uma tubulação de gás da Origem; e, a menos de 4 km, tem uma outra tubulação de gás, da Tag”, enumera e segue: “Vou conseguir produzir biometano neutro em carbono aqui [em Alagoas] e entregar em qualquer lugar do Brasil”.
Fonte: NovaCana | Com informações da TV Gazeta e do Globo Rural
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