Companhias já atuam em parceria para a geração de energia elétrica e para a produção de biogás
Após sua primeira investida com biogás na unidade Otávio Lage, em Goianésia (GO), a Jalles anunciou que também deve realizar a produção de biometano na usina. A iniciativa avançou nesta terça-feira, 29, com a assinatura de um contrato de compromisso de investimento com a Albioma.
A divulgação da parceria foi realizada por meio de fato relevante assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Jalles, Rodrigo Penna de Siqueira. As duas empresas já são sócias em operações termelétricas e na própria planta de biogás.
“A sociedade entre Jalles e Albioma foi a primeira a produzir biogás em Goiás e, pela característica empreendedora das companhias, elas desejam ser as primeiras a produzir biometano no estado”, afirma a Jalles no documento.
Conforme o texto, a produção estimada de biometano é de até 10 milhões de Nm³ por ano. Além disso, embora o valor do investimento não tenha sido divulgado, ficou determinado que os recursos devem vir de financiamento “via linha incentivada do BNDES ou equivalente”.
Também ficou estabelecido que a parceria deve seguir até o final de 2046 e que as participações acionárias da Jalles e da Albioma no projeto serão, respectivamente, de 49% e 51%. “O projeto de conversão da produção de biogás em biometano está previsto para entrar em operação a partir de 2026”, complementa.
Ainda segundo o fato relevante, o contrato contém “os termos e condições para viabilizar a produção e comercialização de biometano, obtido por meio da purificação do biogás existente, resultante do processamento da totalidade da vinhaça da cana-de-açúcar produzida na unidade Otávio Lage”.
A Jalles ainda reforça que o fechamento da operação está sujeito ao cumprimento de determinadas condições suspensivas, incluindo a obtenção de financiamento, a assinatura de contrato de venda de biometano e aspectos regulatórios.
“O projeto contempla a possibilidade de aquisição do biometano pela Jalles para substituir parcialmente o uso de diesel em suas operações, reduzindo emissões de carbono e contribuindo para a descarbonização da frota e dos equipamentos agrícolas, como motobombas de irrigação e caminhões”, completa o documento.
O texto segue: “A iniciativa também mantém a opção de queima do biogás ou do biometano para geração de energia, ampliando a eficiência energética da unidade”.
Por: Renata Bossle | Fonte: NovaCana
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