segunda-feira, setembro 14, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Setor de biocombustíveis têm investimentos de R$ 42 bi

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
9 agosto, 2024
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Protagonista do movimento é o etanol de milho, com aportes de R$ 15,8 bilhões em curso

Também há aportes em ampliações de fábricas existentes e em novas indústrias de biodiesel, biometano, etanol celulósico e açúcar
— Foto: Globo Rural

O setor de biocombustíveis está fazendo investimentos bilionários em 2024 no Brasil, estimulado pela aposta na necessária transição energética. Neste ano, as empresas já anunciaram e mantêm em curso aportes de pelo menos R$ 42 bilhões, segundo levantamentos realizados por diferentes agentes do setor a pedido da reportagem.

Leia mais

Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bilhões em eucalipto

EUA transformam carbono do milho em novo valor para o etanol

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

Esses investimentos consideram apenas o capital comprometido em infraestrutura industrial, isto é, não incluem aportes na área agrícola.

O protagonista do movimento é o etanol de milho. Segundo levantamento da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), há investimentos de R$ 15,8 bilhões em curso, em fase avançada de construção de unidades e outros em fase de licenciamento e início de obra. Os projetos estão espalhados por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Tocantins, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul, e devem ser concluídos até 2026.

Também há aportes em ampliações de fábricas existentes e em novas indústrias de biodiesel, biometano, etanol celulósico e açúcar. “O setor de bioenergia está de olho nas possibilidades de transição energética que contemplam diversas rotas de produção”, afirma Guilherme Nolasco, presidente da Unem.

Para ele, o projeto de lei Combustível do Futuro, que tramita no Senado e prevê aumentos de mistura de biodiesel e etanol, além de mandatos para biometano e bioquerosene de aviação (SAF), indica ao setor privado que os biocombustíveis são prioridade do país na transição energética.

No caso do biodiesel, os aportes na expansão e construção de novas unidades neste ano foram estimados em R$ 6 bilhões pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), segundo projeção do fim do ano passado.

Em etanol de segunda geração (E2G) e em biogás, os investimentos em curso somam R$ 3 bilhões. Além disso, as empresas do setor de cana também estão aumentando suas apostas na produção de açúcar, tanto com projetos de melhorias das unidades como na instalação de novas fábricas, totalizando investimentos de R$ 4,2 bilhões, segundo cálculos da FG/A, de Ribeirão Preto.

O valor não inclui os aportes nas lavouras para renovar os canaviais e as frotas, que têm o maior peso e são na casa das dezenas de bilhões de reais, segundo a FG/A.

Em parte, a expansão da indústria de etanol de milho é reflexo da estratégia das usinas de cana de priorizar a produção de açúcar nos últimos anos, uma vez que a commodity está remunerando mais que o etanol. Isso abriu espaço para que a indústria de milho garantisse a oferta de etanol ao mercado, diz Juliano Merlotto, sócio da FG/A.

Muitos dos investimentos em processamento de milho para produção do biocombustível são feitos por usinas de cana querendo diversificar a produção. É o caso da CerradinhoBio, que primeiro investiu em uma linha anexa à sua usina de cana com processamento de milho em Chapadão do Céu (GO), e agora em uma usina só de milho em Maracaju (MS).

Outra alavanca dessa indústria é o fato de o milho ser plantado todo ano, enquanto a expansão do etanol de cana demanda investimento nas lavouras, bem mais custoso, observa Nolasco, da Unem.

Já os aportes em biodiesel ocorrem a despeito da capacidade ociosa de 42% das indústrias em operação. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), há no país 59 unidades industriais instaladas. Há dez em ampliação e oito em construção.

“Não temos necessidade de aumento de capacidade. Os investimentos hoje estão baseados numa expectativa de antecipação do aumento da mistura e da maior adoção do B100 [biodiesel puro] em frotas cativas, como da Amaggi e da JBS”, diz Julio Minelli, diretor da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio).

Em novembro de 2023, executivos de tradings como Cargill, Bunge, ADM, Cofco, Amaggi e Louis Dreyfus (LDC) anunciaram que investirão US$ 10 bilhões nos próximos anos no país. Os recursos serão destinados ao esmagamento de soja e à produção de biocombustíveis.

Fora da lista da ANP está o projeto do Grupo Potencial, de R$ 1,7 bilhão em uma nova usina em Lapa (PR), com capacidade de 900 milhões de litros de biodiesel por ano e previsão de início em 2026.

Já o setor de cana praticamente não está investindo em aumento de capacidade de etanol de primeira geração (feito da planta). Uma das poucas empresas a anunciar investimento em capacidade de moagem da matéria-prima foi a CMAA. Em abril, a companhia informou que investirá R$ 3,5 bilhões para elevar sua capacidade industrial de 10 milhões para 18 milhões de toneladas até 2033.

Na última quarta-feira, foi a vez de a BP Bunge anunciar um aporte de R$ 530 milhões para ampliar a capacidade de moagem de cana e de produção de etanol em sua unidade de Pedro Afonso, em Tocantins.

Os aportes no setor de cana estão concentrados no etanol de segunda geração, feito de bagaço e palha, e são liderados apenas pela Raízen. A empresa tem quatro plantas de E2G em construção e três em fase de projeto.

Outra vertente de investimentos do segmento é em biogás e biometano. A Associação Brasileira de Biogás (Abiogás) diz que suas associadas anunciaram ampliação da capacidade em 7 milhões de metros cúbicos de biometano ao dia até 2029, o que exigirá investimentos de R$ 7 bilhões.

Atualmente, o setor tem autorização da agência reguladora para a venda de 417 mil metros cúbicos por dia e aguarda o aval para mais 1,6 milhão de metros cúbicos diários de capacidade.

“Os grandes investidores não olham mais para energia elétrica porque não está pagando adequadamente. A tendência é dos projetos de menor porte serem de biogás [para geração de energia] e os maiores para biometano [como combustível veicular”, afirma Renata Isfer, presidente da Abiogás.

Por: Camila Souza Ramos e Cibelle Bouças Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

Ipiranga vê mercado de combustível com estoques “normalizados” para 3º trimestre

Próximo post

Preço atrativo do etanol está com os dias contados, prevê analista

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Com demanda por biomassa, plantio de eucalipto atrai investidores em MT

Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bilhões em eucalipto

11 setembro, 2026
EUA transformam carbono do milho em novo valor para o etanol

EUA transformam carbono do milho em novo valor para o etanol

11 setembro, 2026
Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

9 setembro, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

9 setembro, 2026
Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo

Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo

9 setembro, 2026
Governo estuda aumentar mistura do biodiesel para 25%; veja as consequências da medida

Governo estuda aumentar mistura do biodiesel para 25%; veja as consequências da medida

9 setembro, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores passará por consulta e audiência públicas

8 setembro, 2026
BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

4 setembro, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Be8 anuncia cerca de 80% de conclusão da planta de etanol e glúten em Passo Fundo (RS)

2 setembro, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

ANP abre caminho para primeiros Certificados de Garantia de Origem de Biometano

2 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Preço atrativo do etanol está com os dias contados, prevê analista

Preço atrativo do etanol está com os dias contados, prevê analista

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Carbono Oculto: Beto Louco e Primo são acusados por lavagem de dinheiro em usinas de açúcar

Carbono Oculto: Beto Louco e Primo são acusados por lavagem de dinheiro em usinas de açúcar

8 setembro, 2026
Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

9 setembro, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

9 setembro, 2026
Com demanda por biomassa, plantio de eucalipto atrai investidores em MT

Etanol de milho pode demandar aportes de R$ 14 bilhões em eucalipto

11 setembro, 2026
Denúncias contra operação da BP Bioenergy no Tocantins chegam ao fundo soberano da Noruega

Denúncias contra operação da BP Bioenergy no Tocantins chegam ao fundo soberano da Noruega

7 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36