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Usinas Batatais e Cevasa registram retração operacional e prejuízo no 3º trimestre da safra 2025/26

Maria Reis por Maria Reis
3 março, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia Usinas
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As usinas Batatais e a Cevasa registraram no terceiro trimestre da safra 2025/2026 queda na moagem, retração de receita e resultado líquido negativo no consolidado dos nove primeiros meses do ciclo. A receita líquida somou R$ 1,289 bilhão em 9M 25/26, redução de 15,8% em relação aos R$ 1,532 bilhão registrados no mesmo período da safra anterior. O prejuízo líquido consolidado foi de R$ 64,3 milhões, revertendo lucro de R$ 140,2 milhões apurado em 9M 24/25, de acordo com o relatório da administração divulgado pelas companhias nesta semana.

No campo operacional, a moagem acumulada atingiu 5,447 milhões de toneladas, recuo de 14,2% frente às 6,349 milhões de toneladas processadas na safra passada. A produção equivalente em sacas de açúcar somou 14,248 milhões, queda de 19,9% na comparação anual. O ATR médio no campo ficou em 134,13 kg por tonelada, retração de 6,1%, enquanto a produtividade agrícola caiu 19,8%, passando de 82,00 toneladas por hectare para 65,79 toneladas por hectare.

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Na produção, o açúcar bruto totalizou 421 mil toneladas (-18,2%) e o açúcar branco 40 mil toneladas (-13,1%). No etanol, o volume de anidro foi de 52 mil m³, retração de 37,0%, e o hidratado somou 115 mil m³, queda de 14,7%. Mesmo com a redução de volumes, o mix açúcar foi elevado para 64,74%, ante 63,03% no ciclo anterior, conforme informou a companhia.

A retração de receita foi puxada principalmente pelo mercado externo de açúcar, que somou R$ 840,2 milhões, queda de 20,3% frente ao mesmo período do ano anterior. No mercado interno, a receita foi de R$ 449,3 milhões, redução de 6,1%. Considerando os produtos, o açúcar respondeu por R$ 902,4 milhões (-19,7%), enquanto o etanol somou R$ 341,1 milhões, praticamente estável (-0,9%). A receita com energia elétrica foi de R$ 31,4 milhões (-5,8%).

A análise da margem por produto indica que o açúcar manteve a melhor remuneração no período, com margem bruta de 23,1%, embora abaixo dos 38,7% registrados em 9M 24/25. O etanol anidro apresentou margem bruta de 2,6%, ante 12,1% no ciclo anterior, enquanto o hidratado registrou margem negativa de -2,8%. A linha “Outros”, que contempla principalmente venda de cana-de-açúcar e energia elétrica, apresentou margem bruta de 42,6%, superior à do ciclo passado.

Desempenho financeiro, investimentos e estrutura de capital

O lucro bruto consolidado totalizou R$ 149,1 milhões, queda de 69,5% na comparação anual. O EBIT foi de R$ 65,9 milhões, retração de 82,5%, refletindo menor geração operacional e impacto da variação do valor justo do ativo biológico, segundo a companhia. O EBITDA contábil somou R$ 371,3 milhões, redução de 42,4%, enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 477,2 milhões, queda de 22,2%, com margem de 37,0%, ante 40,0% em 9M 24/25.

O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 161,2 milhões, contribuindo para que o resultado antes do imposto de renda fosse negativo em R$ 95,2 milhões. O lucro caixa também ficou negativo em R$ 39,8 milhões, frente a geração positiva de R$ 204,6 milhões no mesmo período da safra anterior. Ainda assim, o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais somou R$ 426,2 milhões, demonstrando capacidade operacional de geração de recursos.

No período, o grupo realizou investimentos totais de R$ 404,3 milhões, sendo R$ 186,1 milhões no ativo biológico, R$ 176,8 milhões em cana-de-açúcar e R$ 41,5 milhões em ativos imobilizados, mantendo a estratégia de renovação e expansão dos canaviais e modernização industrial.

Em 31 de dezembro de 2025, a dívida bruta bancária somava R$ 1,733 bilhão, com dívida líquida bancária de R$ 1,058 bilhão. A relação dívida líquida/EBITDA contábil ficou em 1,86 vez, acima das 0,85 vez registradas anteriormente. De acordo com a companhia, o grupo mantém estratégia de liquidez robusta, alongamento do perfil da dívida e diversificação por indexadores e modalidades financeiras para mitigar riscos e concentrações.

No que se refere à política comercial e hedge, a companhia informou que as cotações do açúcar recuaram ao longo do período, saindo da região próxima a 19 centavos de dólar por libra para cerca de 15 centavos, refletindo a elevada produção do Centro-Sul. A combinação de queda do açúcar e apreciação do real resultou em redução de aproximadamente 23% nos preços brutos em reais por tonelada entre abril e dezembro. Em dezembro de 2025, o grupo havia fixado 96% da exposição total da safra 25/26 a 104,14 centavos de real por libra, equivalente a R$ 2.392 por tonelada com pol, além de 14% da safra 26/27 já fixada.

Na análise individual, a Usina Batatais registrou receita líquida de R$ 754,6 milhões, ante R$ 897,4 milhões no mesmo período da safra anterior, com prejuízo líquido de R$ 64,3 milhões, revertendo lucro de R$ 140,2 milhões. Já a Cevasa apresentou receita líquida de R$ 542,9 milhões, frente a R$ 645,6 milhões, e lucro líquido de R$ 8,0 milhões, abaixo dos R$ 62,5 milhões apurados na safra passada, conforme os demonstrativos divulgados pela companhia.

Fonte: RPA News

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