E mais: Edital para compra de crédito de carbono avança recebe propostas e ONU alerta para falência hídrica
No Brasil, a Petrobras vai transformar uma refinaria para produzir biocombustíveis e o BNDES reforça a logística para transporte de etanol sob trilhos com novo financiamento.
No cenário internacional, a crise hídrica entra em fase irreversível para bilhões de pessoas e a China deve ficar aquém de suas metas de redução de emissões.
Confira essas e outras notícias na edição de Verdinhas, a seção de notas do Reset.
Biorrefinaria da Petrobras
A Petrobras vai investir R$ 6 bilhões para transformar a Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria a partir do segundo semestre deste ano. A planta deve ter capacidade próxima de 15 mil barris por dia. Além da Petrobras, a unidade é controlada pela Ultra e pela Braskem e fica localizada em Rio Grande (RS).
R$ 350 milhões no trilho
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 350 milhões, via Fundo Clima, para a Rumo, operadora privada de ferrovias de carga. O recurso será usado para adquirir seis locomotivas híbridas (que combinam motores a combustão e elétrico) e 160 vagões-tanque para transportar biocombustíveis, principalmente etanol de milho.
O projeto prevê evitar a emissão de 62,3 mil toneladas de CO2 e ampliar a capacidade de transporte em 928 mil metros cúbicos por ano, um aumento de 32%.
Propostas para carbono
O edital do ProFloresta+, programa da Petrobras com o BNDES para compra de crédito de carbono, recebeu 16 propostas, superando as expectativas iniciais. As propostas entram agora na fase de avaliação técnica e socioambiental. A Petrobras vai selecionar aquelas com menor custo para o volume de créditos a ser contratado – 5 milhões de créditos, distribuídos em cinco contratos – e divulgar o resultado ainda no início deste ano.
Dívida sustentável na marca do trilhão
A emissão global de títulos sustentáveis deve atingir U$ 900 bilhões em 2026, segundo projeções da agência de rating Moody’s. Caso a previsão se concretize, será o quinto ano consecutivo de emissão de títulos sustentáveis em torno de US$ 1 trilhão.
A estimativa é que a emissão global seja composta por US$ 530 bilhões em títulos verdes, US$ 115 bilhões em títulos sociais, US$ 190 bilhões em títulos de sustentabilidade, US$ 40 bilhões em títulos de transição e US$ 25 bilhões em títulos vinculados à sustentabilidade. A Moody’s avalia que o crescimento de data centers com eficiência energética e hídrica devem impulsionar a emissão de dívidas sustentáveis.
Planeta com mais sede
A era da “falência hídrica” já começou para cerca de 6,1 bilhões de pessoas, aponta o novo relatório da Universidade das Nações Unidas (ONU) para Água, Meio Ambiente e Saúde. Os pesquisadores argumentam que o problema ultrapassa o conceito de crise hídrica e reflete a perda irreversível de sistemas de água doce. O documento alerta para a maior frequência de dias em que sistemas urbanos de abastecimento chegam perto do esgotamento, risco de migrações forçadas e que a gestão da água será decisiva para evitar colapsos.
China não bate meta
A China, atual maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, não deve cumprir a meta de reduzir em 18% as emissões de carbono até 2025, prevista em seu 14º Plano Quinquenal. Segundo a S&P Global Energy, a queda acumulada até 2024 foi de apenas 7,8%.
O modelo adotado pelo país mede emissões por unidade do PIB, o que permite que as emissões totais sigam crescendo, caso a economia siga em expansão. Mesmo com a meta cumprida, o volume absoluto de CO2 poderia aumentar cerca de 10%, aponta o Green Finance and Development Center.
No ano passado, a China apresentou à ONU sua meta de corte de emissões, a NDC, de redução líquida de 7% a 10% das emissões até 2035, em relação ao pico esperado antes de 2030 – aquém do número esperado e, por isso, especialistas dizem que país pode surpreender na entrega.
Por: Clarissa Freiberger | Fonte: reset
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